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Após auxílio emergencial, governo vai lançar Renda Brasil e novo Verde e Amarelo, diz Guedes

Ministro fez um balanço das medidas tomadas até agora para diminuir os impactos da pandemia e admitiu dificuldades

30 de junho de 2020
11:44 - atualizado às 16:11
Paulo Guedes
Brasil, Rio de Janeiro, RJ, 15/03/2019. O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante o seminário "A Nova Economia Liberal" realizado pela FGV. - Imagem: FABIO MOTTA / ESTADÃO CONTEÚDO - Crédito:FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta terça-feira (3) que, após a prorrogação do auxílio emergencial - que será anunciada nesta terça à tarde - o governo lançará novos programas de caráter permanente.

Guedes citou o chamado "Renda Brasil" e a recriação do contrato de trabalho "Verde Amarelo", cuja Medida Provisória anterior não chegou a ser votada pelo Congresso. "Como a pandemia continua nos assombrando, vamos estender cobertura do auxílio", disse.

Na segunda-feira, o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, informou que a extensão do auxílio emergencial custará R$ 100 bilhões ao governo.

Segundo o Estadão, a equipe econômica estudou duas formas de prorrogação com o mesmo custo: a liberação mais duas parcelas de R$ 600 ou pagamento de três parcelas decrescentes do benefício - de R$ 500, R$ 400 e R$ 300.

A segunda opção, porém, exigiria a aprovação de um novo dispositivo legal pelo Congresso.

Também na segunda-feira, Mansueto alertou para o custo da criação de novos programas sociais, como o Renda Brasil.

Para o secretário do Tesouro, que deixará o cargo no próximo mês, a criação de novos gastos permanentes pode exigir aumentos de impostos no futuro.

Agenda

Segundo Guedes, a aprovação pelo Congresso Nacional de novos marcos regulatórios e reformas econômicas podem impulsionar a atividade e os investimentos na saída da recessão.

"Continuo achando que o Brasil vai surpreender o mundo. Após a votação do novo marco do saneamento, o Congresso pode votar marcos do gás e do petróleo. Continuamos otimistas em destravar as fronteiras de investimento. E sendo realistas, é possível votar reformas e retomar crescimento antes do que os analistas estão prevendo", afirmou.

Segundo Guedes, o ministério tem atuado junto ao setor privado para estabelecer protocolos de saúde e segurança para o retorno ao trabalho.

Ele citou o exemplo do setor da construção civil que continuou produzindo com poucas contaminações. "Quando governadores e prefeitos reabrirem as demais atividades, teremos protocolos bem definidos para a volta segura ao trabalho", completou.

O ministro destacou ainda que a equipe econômica tem trabalhado próxima ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Congresso para fiscalizar se está havendo algum desvio de recursos liberados para Saúde e outras áreas.

"Temos o maior interesse de que haja a maior transparência sobre o uso desses recursos. Os governadores e prefeitos são os responsáveis pela execução desse orçamento. O combinado é que estamos combatendo uma pandemia", concluiu.

Balanço

Guedes avaliou que as medidas tomadas até agora pelo governo nas áreas de crédito e renda para a população - sobretudo o auxílio emergencial - têm conseguido atenuar a crise econômica decorrente da pandemia do novo coronavírus.

"Apesar da queda brutal da produção e do comércio, a massa salarial no Brasil subiu. Há mais recursos circulando hoje do que antes da crise", afirmou.

O ministro admitiu as dificuldades em fazer com que o crédito para capital de giro chegasse na ponta para empresas, mas garantiu que novas ações já conseguiram destravar esses financiamentos.

Ele comparou a equipe de secretários da Economia e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ao time do Barcelona. "Às vezes o Barcelona também perde. A necessidade de capital de giro triplicou, quadruplicou na crise, e o crédito continuou insuficiente. Mas já melhorou", comentou.

Guedes citou ainda outras medidas como a redução de jornada e salários, que preservou quase 12 milhões de empregos. O ministro elencou ainda os financiamentos para o pagamento da folha de salários (Fopas) lançado ainda no começo da crise e compra de debêntures de companhias de alguns setores selecionados, como o de aviação.

*Com Estadão Conteúdo

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