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Nunca houve tanto ruído para ajudar o investidor que busca oportunidades em trades curtos.
Nas manhãs dos domingos da década de 90, o ritual sagrado sempre se repetia: às 8h55, pontualmente, eu ligava a televisão para assistir à largada do grande prêmio de Fórmula 1 junto com o meu velho.
O problema é que, diferente das imagens digitais impecáveis que temos atualmente, na época a TV era de tubo, o sinal era analógico e a imagem uma grande porcaria.
Além dos vinte carros de verdade parados no grid eu acho que via pelo menos mais uns quarenta fantasmas criados pelas interferências.
E não adiantava usar a tática do bombril, nem tentar mudar a antena de lugar. O jeito era tentar adivinhar qual dos carros era o verdadeiro e focar no danado.
O mais engraçado é que, mesmo com a imagem péssima, as corridas eram muito mais emocionantes naquela época, quando ainda não tínhamos transmissão em alta definição. Infelizmente, nem sempre damos valor para as coisas que realmente importam.
O problema da minha televisão era que o sinal (no caso, a imagem) chegava repleto de ruídos (os fantasmas).
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Mas, como você deve saber, a interferência é um fenômeno que não se restringe apenas aos televisores e a tentativa de reduzi-la ao máximo se transformou em um campo de estudos bastante abrangente.
Se você conseguiu matar as saudades da sua família nesta quarentena sem ser atrapalhado por chiados (ruídos) irritantes e ensurdecedores no telefone é graças às técnicas de minimização de ruído.
Se as imagens de ressonância magnética estão mais límpidas para os médicos, a "culpa" é das técnicas cada vez mais eficazes de filtragem.
No fim das contas, o objetivo é um só: separar o sinal do ruído, como pode ser exemplificado pelo esquema abaixo:
Agora, compare o gráfico acima com o das ações da Petrobras, logo abaixo.
Fonte: Google
Você consegue perceber uma linha de tendência (sinal) envolta por um monte de ruído?
Quando dizemos que o investimento em ações deve ter foco no longo prazo, a intenção é justamente focar no que importa (sinal) e minimizar as preocupações com as perturbações de curto prazo (ruídos), para que elas não coloquem em xeque as nossas convicções.
Focar no longo prazo acaba sendo o filtro mais eficaz para tentar separar o barulho do que realmente vai fazer a diferença.
Diante da impossibilidade de eliminar os ruídos das ações, há décadas investidores tentam encontrar uma maneira de lucrar com esses movimentos também.
O problema é que esse sobe e desce diário muitas vezes é completamente aleatório e não guarda qualquer relação com os reais fundamentos da companhia.
Se antecipar esses ruídos é praticamente impossível, a melhor estratégia acaba sendo justamente usar a aleatoriedade (ruído) de curto prazo a nosso favor.
É exatamente isso o que eu faço na minha série Flash Trader, que traz estratégias com opções para lucrar em qualquer cenário.
Partindo do pressuposto de que não conseguimos adivinhar o que vai acontecer no mercado amanhã, nós alocamos uma parcela bem pequena do patrimônio – pequena mesmo, de 0,5% a 1% – em algumas opções semanalmente.
Apesar de não me ajudar a "prever" o que vai acontecer com o mercado, as opções carregam duas poderosas armas para lutar contra os chacoalhões do dia a dia:
1. as perdas são sempre limitadas ao montante investido;
2. o potencial de valorização é ilimitado e pode acontecer em um curto espaço de tempo.
Vamos perder algumas vezes, mas quando os ruídos forem mais fortes do que o normal, conseguimos capturar valorizações enormes, capazes de triplicar ou quadruplicar os montantes investidos.
Quer um exemplo?
Desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff a Petrobras é uma companhia completamente diferente.
O sinal: uma empresa muito mais rentável, eficiente na alocação de capital e com executivos muito competentes para lidar com os obstáculos. São esses fundamentos que justificam a manutenção da ação da Petrobras na carteira do Programa de Renda Permanente (PRP), uma assinatura que traz recomendações para investidores que buscam ganhos no longo prazo.
No entanto, no meio desta caminhada já tivemos enormes ruídos. A greve dos caminhoneiros, por exemplo, não foi capaz de alterar o sinal, mas provocou uma forte queda dos papéis e nos ajudou a embolsar 400% em uma única operação.
Fonte: Google
Um grande benefício de usar esse tipo de estratégia justamente neste momento é que nunca tivemos tantos ruídos ao mesmo tempo para nos ajudar.
É um tal de abre o comércio aqui, depois fecha porque tem segunda onda ali, em seguida reabre porque tem vacina sendo desenvolvida acolá…
Ruído é o que não vai faltar nos próximos meses.
Se quiser conhecer melhor a estratégia, deixo aqui o convite. Fechamos ontem a admissão de novos membros em condições promocionais, mas eu reservei algumas vagas para os leitores que me acompanham no Seu Dinheiro.
Um grande abraço e até a próxima!
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