Cabo de guerra na taxa de juros
A pressão para o Banco Central cortar mais a taxa de juros é alta diante do desaquecimento da economia na quarentena. Por outro lado, o aumento das despesas públicas - e do rombo fiscal - pesa contra. É um cabo de guerra de forças antagônicas pela definição da Selic. A visão do economista José Júlio […]

A pressão para o Banco Central cortar mais a taxa de juros é alta diante do desaquecimento da economia na quarentena. Por outro lado, o aumento das despesas públicas - e do rombo fiscal - pesa contra. É um cabo de guerra de forças antagônicas pela definição da Selic.
A visão do economista José Júlio Senna, chefe do Centro de Estudos Monetários do FGV IBRE e ex-diretor do BC, é de que o endividamento do país impede taxa de cair além de 3% ao ano.
O que você precisa saber hoje
MERCADOS
• O Ibovespa subiu 1,51%, aos 78.990,29 pontos, na sexta-feira. O dólar à vista recuou 0,38%, a R$ 5,2369.
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ECONOMIA
• O presidente Jair Bolsonaro discursou ontem para manifestantes que pedem o fechamento do Congresso e disse: “não iremos negociar nada”. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e outras lideranças políticas condenaram a atitude do chefe do Executivo.
• O Brasil tem 38,6 mil casos de coronavírus e 2,4 mil mortes registradas, segundo o Ministério da Saúde.
• A crise deve tirar o receio do Banco Central de reduzir a Selic, mas o rombo fiscal pode impedir a taxa abaixo de 3%, segundo o ex-BC José Júlio Senna. Em entrevista exclusiva, o economista levanta dúvidas a respeito do caráter temporário das despesas do governo, aprova parte do Orçamento de Guerra e vê investidor temeroso quanto à bolsa.
• O presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que levará em conta diversos fatores na próxima reunião do Copom. Além da deterioração da atividade econômica, ele citou o gasto fiscal para sair da crise, o panorama para a retomada das reformas, a volatilidade do mercado financeiro e a saída de recursos do país.
• O mercado financeiro prevê que a Selic vai terminar o ano a 3% e o dólar a R$ 4,80, segundo o Boletim Focus, do BC, em edição publicada há pouco. A publicação também mostra uma redução nas estimativas para inflação e PIB.
• O agronegócio é o setor que vai sair da crise com mais oportunidades, segundo a Frente Parlamentar de Agricultura.
• A Argentina anunciou uma série de medidas para assistência a empregadores e trabalhadores das pequenas e médias empresas. O pacote inclui o pagamento de uma complementação no salário dos trabalhadores do setor privado.
EMPRESAS
• O conselho da AES Tietê rejeitou a proposta de fusão feita pela Eneva. Saiba o que pode acontecer com as empresas.
• O esforço das ações do BNDES hoje está nos setores aéreo, automotivo, varejo (excluído o segmento de alimentação), e elétrico, segundo o presidente da instituição, Gustavo Montezano. O banco avalia incluir novas prioridades
• O setor aéreo deve sofrer impactos da crise atual pelo menos até o fim de 2023, segundo a consultoria Bain & Company. O estudo diz que fabricantes de aeronaves devem registrar uma queda significativa em suas produções nos próximos cinco anos.
• Funcionários das quatro fábricas da Volkswagen do Brasil votam hoje uma proposta de corte de 30% na jornada de trabalho e nos salários, além de um novo programa de suspensão de contratos.
IMPOSTO DE RENDA
• A conta do Leão em detalhes: veja como a Receita Federal calcula o imposto de renda devido e o valor das restituições.
• O Guia Definitivo do Imposto de Renda: aproveite o feriadão para preencher sua declaração e se livrar desta obrigação antes de a quarentena acabar.
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