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Como um fundo ganhou 4.000% no ano com uma estratégia baseada em cenários ‘que nunca vão acontecer’

A precificação de opções segue modelos estatísticos baseados em probabilidade. A estratégia do Universa Tail Hedge é comprar opções sub precificadas por acreditar que eventos raros acontecem mais frequência do que apontam as estatísticas.

1 de maio de 2020
5:50 - atualizado às 14:35
Imagem: Shutterstock

Mesmo com a recuperação de boa parte das Bolsas mundo afora, a grande maioria dos fundos de renda variável ou multimercado continuam no negativo em 2020, tamanho foi o mergulho dos mercados no mês de março.

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No entanto, nesse mar de retornos ruins, um fundo em particular se sobressaiu: seu retorno foi de mais de 4.000% (quatro mil por cento) no primeiro trimestre deste ano.

Seria isso resultado de bruxaria?

Calma, não é nada disso.

O tal fundo é o Universa Tail Hedge, e a estratégia que trouxe esse resultado é muito parecida com uma que eu mesmo utilizo nas recomendações para os assinantes da minha série na Empiricus.

‘Isso nunca tinha acontecido antes’

Você já reparou quantas vezes a palavra "nunca" foi mencionada nas últimas semanas?

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  • A Bolsa nunca caiu tão rápido.
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  • A volatilidade nunca foi tão elevada.
  • O Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA) nunca injetou tanto dinheiro na economia.
  • O dólar nunca havia ultrapassado a barreira dos cinco reais – (em breve ouviremos o mesmo para a barreira dos R$ 6 também).
  • O petróleo nunca foi cotado a preços negativos antes. E por aí vai.

Esses eventos altamente improváveis e impactantes são conhecidos na linguagem do mercado como "cisnes negros", termo popularizado por Nassim Taleb. Não por acaso, o próprio Taleb é conselheiro do tal fundo dos 4.000%.

A estratégia do Universa Tail Hedge é comprar opções sub precificadas por acreditar que esses eventos raros podem, sim, acontecer.

Mais do que isso: esses cisnes negros não somente acontecem, como a frequência deles é muito maior do que a maior parte das instituições financeiras imagina.

O modelo ‘infalível’

O modelo de precificação de opções mais utilizado no mercado financeiro é o Black & Scholes.

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Esse modelo diz que a ocorrência de retornos semanais de um ativo deve respeitar o formato da curva de sino mostrada abaixo: 

Não se assuste com a curva. A única coisa que ela quer mostrar para você é que a probabilidade de variações extremas (digamos, de -30% em uma semana) é muito mais difícil de acontecer do que um retorno de 2%, por exemplo. 

Na verdade, isso é bastante intuitivo. Quer ver? 

Quanto você acha que o Ibovespa vai subir na semana que vem? 

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É muito mais provável que você tenha chutado um número abaixo de 3% do que um acima de 20%. Nossos cérebros pensam em forma de sino! 

Voltando ao Black & Scholes, o problema dele é que a realidade não respeita a teoria, como podemos ver no gráfico abaixo, que mostra o retorno semanal das ações da administradora de shopping centers brMalls (BRML3):

Se a realidade (colunas azuis) respeitasse a teoria (curva laranja), os retornos percentuais semanais de BRML3 seriam exatamente iguais ao esperado.

Teríamos muitas variações semanais de pequena intensidade, e raríssimas ocasiões em que os retornos superariam magnitudes de 15% (para cima, ou para baixo).

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Mas não é isso o que acontece!

Mesmo o modelo considerando nulas as chances de retornos superiores a +15% ou inferiores a -15%, em menos de um ano observamos variações de: 

  • -30%, entre os dias 16 e 20 de março;
  • -21%, entre os dias 9 e 13 de março;
  • -18%, entre os dias 30 de março e 3 de abril; e
  • +32%, entre os dias 23 e 27 de março. 

Ou seja, esses retornos extremos não somente aconteceram como se repetiram por quatro vezes em um intervalo de algumas semanas.

Quais são as implicações financeiras disso para o seu bolso?

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Portfólio antifrágil

Apesar de o modelo mais popular conter essas falhas importantíssimas, quem disse que instituições financeiras e traders bitolados se importam com isso?

Eles preferem acreditar cegamente em um mapa errado do que não ter mapa algum.

Sorte a nossa, porque, ao fazer isso, esses agentes vendem para nós opções com grande potencial de valorização por preços de "nunca vai acontecer".

Por exemplo, na série Flash Trader, que sugere operações com a mesma filosofia do Universa Tail Hedge, tínhamos uma opção de brMalls que se aproveitou de mais um cisne negro: os shopping centers nunca ficaram fechados por tanto tempo. As ações derreteram e conseguimos ganhos superiores a 1.000% nessa operação.

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Mas essa não foi a primeira vez que fomos ajudados pelos cisnes negros. Já aproveitamos outros vários eventos improváveis (greve dos caminhoneiros, interferência presidencial no comando da Petrobras, rompimento da barragem da Vale, etc) num passado recente para atingir um retorno acumulado de mais de 450% desde a sua criação, em março de 2018.

Aproveitando a importância do momento para esse tipo de estratégia, nesta semana lancei um curso chamado Portfólio Antifrágil, cujo intuito é, além de ensinar o "bê-a-bá" do mercado de opções, mostrar como realizar esse tipo de operação que se aproveita dos cisnes negros – e de várias outras estratégias possíveis com opções.

Caso queira conhecer, os 7 primeiros dias de acesso são por minha conta.  Você pode ver as aulas já disponíveis sem compromisso e, caso não goste, basta cancelar o seu acesso.

Se quiser entender melhor como funciona o curso, aqui eu explico todos os detalhes. Mas se preferir ir direto ao ponto, este é o link para fazer a inscrição com um clique. 

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Quem decidir fazer o curso por completo, a partir da última aula, ainda terá mais seis meses de acesso gratuito à minha série Flash Trader.

E da próxima vez que ouvir que algo é impossível de acontecer, lembre-se do cisne negro à espreita prontinho para fazer uma surpresa e encher o bolso de quem enxergou além das probabilidades.

Um ótimo feriado!

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