🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ao contrarian: a unanimidade é tola?

Estar “fora do radar” significa olhar por um prisma diferente, ser “crica”, ir além da opinião da maioria.

29 de junho de 2020
11:47 - atualizado às 14:38

Todo mundo sabe que as maiores oportunidades de ganhos estão nos investimentos fora do radar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O problema, claro, é como identificá-las...

É como diz a máxima: se você quer atingir um resultado diferente, precisa fazer algo também diferente.

Estar “fora do radar” significa olhar por um prisma diferente, ser “crica”, ir além da opinião da maioria.

No mercado, tem até um nome anglicizado para definir esse investidor: contrarian. Muitos que converso se consideram contrarians, mas na verdade não são.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No primeiro episódio da série “100 humanos: respostas para as questões da vida” (disponível no Netflix), um teste feito com 100 pessoas pedia para essas olharem ao redor e decidirem se estão dentro da metade mais atraente do grupo.

Leia Também

Resultado: 74% das pessoas acreditavam estar entre o grupo mais bonito. Matematicamente, sabemos que isso é impossível.

Se fizessem o teste com 100 investidores e os perguntassem: “você toma decisões diferentes da maioria do grupo?”, desconfio que o resultado seria muito similar.

Em tese, parte essencial do trabalho de qualquer analista/investidor é duvidar de tudo que ouve ou lê, aprofundar-se mais nos números do que no discurso do top management das companhias e buscar fontes alternativas (conversar com fornecedores, concorrentes, fazer visitas de campo, etc.) para chegar a um conclusão sui generis.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas o discurso é quase sempre muito mais belo do que a prática.

Os mesmos analistas/gestores que refutaram investir em Vale após Brumadinho, dizendo focar em ESG (melhores práticas de preservação ambiental, sustentabilidade e governança) são os mesmos que a recomendaram/compraram quando perceberam na China um direcionamento para recuperação mais rápida que o Ocidente na crise do novo coronavírus.

Os mesmos “especialistas” que defendiam que você deve olhar a Bolsa de forma segregada da economia real antes da crise – porque historicamente a correlação entre PIB x índice é errática – são os primeiros a lhe dizer neste momento que nunca foram tão grandes as discrepâncias entre Bolsa e o que se passa na economia real. E que você, óbvio, deveria ter cautela.

E por aí vai...

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Veja, não estou criticando os posicionamentos em si, estou apenas dizendo que você deve desconfiar mais de tudo.

Quer um exemplo prático?

Pensando com a cabeça de dono

Vamos falar da “briga” entre Itaú e XP.

Na semana passada movimentou o mercado o fato do Itaú, que detém metade (49,9%) das ações da corretora, vir a público criticar o modelo e postura comercial da XP, sobretudo em relação ao conflito de interesse de seus assessores – nenhuma mentira aqui, diga-se de passagem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um teatro se montou. XP rebateu as críticas... enfim.

Pense com cabeça de dono. Se você fosse o maior acionista do Itaú, o que você ganharia com isso?

Antes de concluir qualquer coisa, eu quero que você olhe para essa tabela:

XP vale, hoje, impressionantes US$ 25,5 bilhões, enquanto Itaú vale algo próximo de US$ 46,6 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Note que o mercado paga hoje valores exorbitantes por XP, que possui uma base de clientes múltiplas vezes menor do que qualquer um dos quatro maiores bancos do país.

Você acha mesmo que se o Itaú não visse valor na XP e em seu modelo de negócio já não teria buscado alternativas para desinvestir – ou nem investir, já que não faz tanto tempo assim e nenhuma mudança material de filosofia aconteceu de lá pra cá?

O valor de mercado da participação do Itaú equivale a aproximados US$ 12,6 bilhões. No caso de um desinvestimento total em XP, o “bancão” conseguiria comprar o equivalente a 72% de Banco do Brasil ou 62% do Santander (podendo escolher ainda 37% do Bradescão).

Ou melhor, quantas novas fintechs e plataformas digitais, como BTG Pactual Digital, Easynvest, ModalMais, entre outras, não conseguiria comprar com esse montante em mãos?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Marketing. Muito perspicaz, aliás. 

Vamos assumir que os 2,2 milhões de cientes da XP já possuem conta no Itaú. Se ao dar voz à XP o Itaú conseguisse que 5% dos clientes abrissem conta na plataforma, sua base passaria a quase 5 milhões de clientes ativos.

Lembre-se que o mercado já paga muito em valor de mercado por XP, acreditando justamente na capacidade da plataforma em alavancar a captura de novos clientes. Quanto mais rápido isso se materializar, mais alavancadas se tornam as projeções.

Em termos de valuation, bom, perceba que o valor de mercado do Itaú sem XP é de cerca de US$ 33,6 bilhões, muito próximo do valor de mercado de Bradesco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Será que isso faz algum sentido?

Desculpa, mas para mim há claramente alguma coisa errada aqui.

Uma boa pedida seria comprar um mix de Itaú e Banco do Brasil, vendendo as ações da XP a descoberto.

A razão principal pela dobradinha Itaú + BB tem a ver com preço. Ambos me parecem bastante descontados em termos de valor de mercado/número de clientes, lucratividade/número de clientes e, no caso do BB, desconto considerável em relação ao seu valor patrimonial (negocia perto de 0,5x).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso, sim, é ser contrarian

Ser contrarian implica se sentir nervoso. Você deveria se sentir realmente nervoso, afinal, você está ou pode estar cometendo um dos maiores erros da sua trajetória como investidor. É assim que você percebe que é um contrarian.

E tenha em mente que ser contrarian é muito diferente de ser teimoso.

Ser teimoso é ir contra as evidências, dados e fatos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É como dizia Winston Churchill: “A maior lição da vida é a de que, às vezes, até os tolos tem razão”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha pelas compras do Brasil, a disputa pela Groenlândia e o que mais move os mercados hoje

20 de janeiro de 2026 - 8:34

Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A diplomacia gelada: um ano de Trump 2.0, tensão na Groenlândia e o frio de Davos

20 de janeiro de 2026 - 7:58

A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

SEXTOU COM O RUY

Eucatex (EUCA4): venda de terras apenas comprova como as ações estão baratas

16 de janeiro de 2026 - 6:04

A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O fantasma no mercado de dívida, as falas de Trump e o que mais afeta seu bolso hoje

15 de janeiro de 2026 - 8:30

Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Fiscalização da Receita fica mais dura, PF faz operação contra Vorcaro, e o que mais movimenta seu bolso

14 de janeiro de 2026 - 8:46

Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que a Azul (AZUL54) fez para se reerguer, o efeito da pressão de Trump nos títulos dos EUA, e o que mais move os mercados

13 de janeiro de 2026 - 8:38

Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O agente secreto de rentabilidade entre os FIIs, a disputa entre Trump e Powell e o que mais move o seu bolso hoje

12 de janeiro de 2026 - 8:28

Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países

VISÃO 360

A carta na manga do Google na corrida da IA que ninguém viu (ainda)

11 de janeiro de 2026 - 8:00

A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação para ter no bolso com o alívio dos receios envolvendo a Venezuela, e o que esperar da bolsa hoje

9 de janeiro de 2026 - 8:27

Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores

SEXTOU COM O RUY

Venezuela e Petrobras: ainda vale a pena reservar um espaço na carteira de dividendos para PETR4?

9 de janeiro de 2026 - 6:12

No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os riscos e as oportunidades com Trump na Venezuela e Groenlândia: veja como investir hoje

8 de janeiro de 2026 - 8:24

Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: medindo a volatilidade implícita do trade eleitoral

7 de janeiro de 2026 - 19:48

O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empresas brasileiras fazem fila em Wall Street, e investidores aguardam dados dos EUA e do Brasil

7 de janeiro de 2026 - 8:25

Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão

6 de janeiro de 2026 - 9:33

As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A janela para o mundo invertido nos investimentos, e o que mais move o mercado hoje

6 de janeiro de 2026 - 8:16

Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Notas sobre a Venezuela

5 de janeiro de 2026 - 14:01

Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação do mês, o impacto do ataque dos EUA à Venezuela no petróleo, e o que mais move os mercados hoje

5 de janeiro de 2026 - 7:58

A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar