Preços de ativos têm motivos para subir, mas é hora de pensar em comprar guarda-chuva em dia de sol, diz SPX
Gestora considera que riscos ainda estão elevados e manifestou dúvidas em relação à sustentabilidade do atual nível de estímulo e endividamento global

Os preços dos ativos financeiros até têm motivos para continuar subindo, mas com tantos riscos macroeconômicos, geopolíticos e da própria pandemia de coronavírus no radar, provavelmente é hora de pensar em "comprar guarda-chuva em dia de sol", escreveu a gestora SPX em sua última carta aos cotistas.
A gestora de Rogério Xavier manifestou dúvidas em relação à sustentabilidade do atual nível de estímulo e alto endividamento global no médio prazo. "O atual equilíbrio dos mercados me parece extremamente instável", diz o texto.
"Quando os preços dos ativos superarem em muito o valor do fundamento, e os investidores começarem a achar caro esse valor e se desfizerem de suas alocações, acredito que a porta de saída será estreita para todos saírem ao mesmo tempo. Por outro lado, sair para onde? Para a renda fixa de retorno zero ou negativo?
- carta da SPX, junho de 2020.
Apesar disso, a gestora não se coloca "contra a maré", nem deixa explícito que tipo de proteção equivaleria à compra de um guarda-chuva em dia de sol, como forma de preparação para a tempestade que pode vir. Apenas manifesta desconforto em relação ao alto nível de estímulos por parte dos bancos centrais, principalmente dos países desenvolvidos.
Os juros têm se mantido zerados ou negativos e as autoridades monetárias vem comprando títulos públicos e privados, o que contribui para a elevação dos preços dos ativos financeiros sem que necessariamente haja uma contrapartida na atividade econômica que fundamente essa valorização.
"O consenso generalizado é de que sairemos dessa pandemia em breve e que os estímulos financeiros, e outros que ainda estão por vir, sustentarão uma elevação ainda maior dos ativos financeiros. É difícil discordar da visão de que os estímulos financeiros ainda ficarão no sistema por um bom tempo e que provavelmente veremos bolhas de ativos sendo formadas. Mas será que devemos comprar essa narrativa?"
- carta da SPX, junho de 2020.
Posições dos fundos
Por ora, a gestora crê que as políticas monetária e fiscal continuarão provendo suporte para a economia global. No mercado de juros, buscou alocações em países onde pode haver cortes adicionais nas taxas ou onde foram criadas distorções de preços.
No Brasil, a aposta é em um último corte de 0,25 ponto percentual na Selic, com alocações em títulos prefixados e atrelados à inflação de médio prazo.
Leia Também
A guerra no Irã vai acabar? O que as eleições nos EUA podem mudar no preço do petróleo
[captacao]
No mercado de renda variável, a gestora segue levemente comprada em ações estrangeiras, privilegiando ativos menos sensíveis à queda na atividade e beneficiados pelos cortes nos juros. "Em grande parte, esses ativos também são os grandes vencedores da aceleração do processo de adoção das grandes mudanças tecnológicas", diz a carta.
Já em relação à bolsa brasileira, a SPX está com "pequenas posições vendidas contra bolsas emergentes asiáticas", consideradas menos afetadas, no curto prazo, por uma piora na atividade econômica e por questões ligadas ao vírus, além de estarem mais baratas que a bolsa brasileira.
A SPX diz ainda que retomou as posições vendidas em moedas de países emergentes, encerrou as posições compradas em metais industriais e grãos e segue comprada em metais preciosos.
No mercado de crédito, a gestora tem preferido títulos com grau de investimento de mercados desenvolvidos e posições compradas em setores defensivos na América Latina.
REAÇÃO AO RESULTADO
Nem todo mundo quer comprar Itaú: por que ITUB4 ainda não convenceu todos os analistas após o 3T26
4 de novembro de 2026 - 16:23VIRADA HISTÓRICA
‘Onda azul’ faz Wall Street disparar, mas vitória democrata pode trazer nova dor de cabeça para Trump
4 de novembro de 2026 - 14:01VISÃO DO GESTOR
O mercado desistiu do Brasil? Gestores reduzem apostas em bolsa e reforçam dólar antes do Copom
4 de novembro de 2026 - 13:15CHAVES NA MÃO
Fundo imobiliário BTLG11 embolsa R$ 56 milhões com venda de fatia de galpão; veja lucro por cota e detalhes da operação
4 de novembro de 2026 - 9:56BOLSA SOB PRESSÃO
Depois de tombo de 10%, XP fica mais cautelosa com a bolsa brasileira, mas aponta 10 ações para investir
3 de novembro de 2026 - 14:02SD ENTREVISTA
Dólar dispara, bolsa cai e Itaú muda a estratégia: chefe de recomendações do banco diz onde investir após as eleições
3 de novembro de 2026 - 13:29REDUÇÃO DA ALAVANCAGEM
Alívio na dívida? CSN (CSNA3) sobe 4% com avanço na venda da divisão de cimentos — mas ainda há desafios no radar
3 de novembro de 2026 - 12:49EX-PACMAN DOS FIIS?
Após onda de compras, ‘Pacman dos FIIs’ coloca imóveis à venda por R$ 530 milhões; veja lucro por cota
3 de novembro de 2026 - 9:39FIM DA GUERRA?
Petróleo fecha em queda de mais de 7% com expectativa de acordo para encerrar guerra no Oriente Médio
2 de novembro de 2026 - 16:19TOUROS E URSOS
Como será o amanhã? As perspectivas para seus investimentos após a eleição e a sangria dos mercados
2 de novembro de 2026 - 13:05CONFIRA
Atenção, investidor: B3 amplia horário de negociação a partir de terça-feira (3)
31 de outubro de 2026 - 18:07ENTENDA O CENÁRIO
JP Morgan faz alerta sobre o Banco do Brasil (BBAS3) e aponta desafio para o próximo trimestre
31 de outubro de 2026 - 13:15ENTRE MORTOS E FERIDOS
Sangria na bolsa deixa varejo e construção civil entre os setores mais castigados, mostra EQI
31 de outubro de 2026 - 9:15SANGRIA NOS MERCADOS
Ibovespa tem pior semana desde março de 2020 e arrasta desempenho mensal para vermelho, com um feito inesperado
30 de outubro de 2026 - 18:23ZERO A ZERO?
Uma semana muda tudo: BTG (BPAC11) devolve ganhos do ano e tem recomendação rebaixada — vale comprar após o tombo?
30 de outubro de 2026 - 13:11FUTURO NEBULOSO
Usiminas (USIM5) tem a maior baixa do Ibovespa com balanço aquém do esperado; o que pesou nos números do 3T26?
30 de outubro de 2026 - 12:40FÓRMULA MILIONÁRIA
De inquilina a dona: Coca-Cola compra imóvel do ALZR11 por R$ 140 milhões; veja ganho por cota
30 de outubro de 2026 - 11:52A CONTA CHEGOU
Casas Bahia (BHIA3) coloca aluguéis em dia, mas FII reduz projeção de dividendos; entenda o porquê
30 de outubro de 2026 - 10:19PESSIMISMO CONTINUA
Ibovespa tem 4º pregão seguido de baixa, com queda de 17% desde a eleição; em NY, dia também foi tingido de vermelho
29 de outubro de 2026 - 18:17Conteúdo Empiricus