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Mercados hoje

Ibovespa acompanha exterior e ganha força, apesar da cautela com o coronavírus

O Ibovespa e as bolsas tentam se firmar ao campo positivo, sustentadas por um dado econômico surpreendentemente forte nos EUA. Mas o aumento nos casos globais da Covid-19 eleva a preocupação quanto a uma segunda onda da doença

Selo Mercados AGORA Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O clima nos mercados globais é de apreensão nesta segunda-feira (29), com o avanço do coronavírus no mundo aumentando o temor quanto a uma segunda onda da doença. Apesar disso, o Ibovespa e as demais bolsas firmaram-se em alta, reagindo positivamente a um dado econômico dos EUA.

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Por volta de 15h00, o principal índice da bolsa brasileira subia 1,59%, aos 95.321,96 pontos. Com isso, o Ibovespa acompanha os demais mercados acionários do mundo: na Europa, as principais praças também ganharam força e fecharam em alta; nos EUA, o Dow Jones (+1,99%), o S&P 500 (+1,26%) e o Nasdaq (+0,99%) viraram ao campo positivo.

No câmbio, o dólar à vista até chegou a cair a R$ 5,3947 durante a manhã (-1,20%), mas, agora, opera em leve queda de 0,41%, a R$ 5,4380.

  • Eu gravei um vídeo para explicar a dinâmica por trás dos mercados nesta segunda-feira. Veja abaixo:

A pandemia de coronavírus segue no centro das atenções para os investidores: ao longo do fim de semana, o número de novas ocorrências no mundo deu um salto e atingiu novos recordes — segundo a OMS, foram quase 190 mil casos inéditos entre sábado (28) e domingo (29).

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A situação é particularmente preocupante nos EUA, que têm reportado quase 45 mil novas infecções por dia. A concretização de uma segunda onda da Covid-19 é temida pelo mercado porque certamente causará algum tipo de retrocesso na reabertura das economias — e, eventualmente, poderá gerar uma nova rodada de medidas mais duras de isolamento.

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Apesar desse cenário pouco animador, as bolsas globais exibem um viés positivo, devolvendo parte das perdas dos últimos dias — no exterior, a semana passada também foi de baixas nos mercados acionários dos EUA e da Europa.

Boa parte desse otimismo se deve à surpresa com o índice NAR de vendas pendentes de imóveis nos EUA: de abril para maio, o dado mostrou expansão de 44,3%, muito acima das expectativas do mercado, de alta de 15% — um indício de que, ao menos por ora, a economia americana dá sinais de recuperação.

Notícias quanto a um possível tratamento contra o coronavírus também ajudam a amenizar a cautela. O grupo farmacêutico China National Biotec Group (CNBG) disse que uma vacina em desenvolvimento eficácia na imunização das mais de mil pessoas que participaram dos testes.

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Por fim, um anúncio do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) neste início de tarde ajuda a ampliar a segurança dos investidores: a instituição vai comprar novos títulos de dívida corporativa no mercado primário — uma medda que serve para aliviar a pressão financeira sobre as empresas e injeta dinheiro no sistema financeiro.

Juros e IGP-M

No mercado de juros, o tom é de relativa tranquilidade: os DIs não se afastam muito da estabilidade, tanto na ponta curta quanto na longa. O IGP-M em junho acelerou a 1,56%, ligeiramente acima das projeções de mercado — resultado que pode desestimular a continuidade dos cortes na Selic.

  • Janeiro/2021: estável em 2,07%;
  • Janeiro/2022: de 2,97% para 2,96%;
  • Janeiro/2023: de 4,12% para 4,10%;
  • Janeiro/2025: de 5,83% para 5,80%.

Top 5

Veja abaixo as cinco maiores altas do Ibovespa nesta segunda-feira:

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CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
EMBR3Embraer ON8,32+6,26%
IRBR3IRB ON12,53+5,65%
VVAR3Via Varejo ON15,06+5,39%
BBAS3Banco do Brasil ON33,18+4,27%
BRML3BR Malls ON10,03+4,05%

Confira também as cinco maiores quedas do índice:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
BRFS3BRF ON20,64-3,78%
ECOR3Ecorodovias ON12,59-2,55%
TIMP3Tim ON13,83-1,43%
CSNA3CSN ON10,57-1,31%
JBSS3JBS ON20,92-1,23%
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