Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

R$ 4,3574

Impulsionado pelo ‘risco coronavírus’, dólar à vista voa alto e atinge um novo recorde nominal

A indicação de que a Apple não conseguirá cumprir as metas do terceiro trimestre por causa do surto de coronavírus deixou os mercados globais em alerta. Como resultado, o dólar à vista subiu e cravou mais uma máxima, enquanto o Ibovespa fechou em queda

Victor Aguiar
Victor Aguiar
18 de fevereiro de 2020
18:44 - atualizado às 20:43
Dólar em alta
Imagem: Shutterstock

Ao final da semana passada, parecia que a escalada do dólar à vista estava começando a ceder: no exterior, o surto de coronavírus deu sinais de perda de força e, por aqui, o Banco Central (BC) atou duas vezes para diminuir a pressão sobre a moeda — fatores que, em conjunto, indicavam uma conjuntura mais amena para o mercado doméstico de câmbio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pois essa imagem de acomodação da moeda americana ruiu em apenas duas sessões. Nesta terça-feira (18), o dólar à vista fechou em alta de 0,65% — o segundo avanço consecutivo — e chegou a R$ 4,3574, atingindo um novo recorde nominal de encerramento.

Com os ganhos de hoje, o dólar à vista já acumula uma valorização de 8,61% desde o início de 2020 — em fevereiro, a alta é de 1,69%. Somente neste ano, a divisa americana já renovou sete vezes as máximas de fechamento.

A reversão do quadro de alívio visto no fim da semana passada se deve ao panorama diametralmente oposto enfrentado pelos mercados. O 'risco coronavírus' voltou com força ao radar nesta terça-feira, ao mesmo tempo em que o BC optou por não promover novas operações no câmbio.

Assim, sem a ajuda da autoridade monetária, a pressão no dólar foi intensa desde a manhã — na máxima do dia, a divisa chegou a subir 0,74%, a R$ 4,3613. Vale ressaltar, ainda, que a sessão foi marcada pela valorização generalizada da moeda americana em relação às divisas de países emergentes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse quadro de maior cautela externa também influenciou o Ibovespa: o principal índice da bolsa brasileira terminou o pregão em baixa de 0,29%, aos 114.977,29 pontos, após tocar os 113.532,04 pontos na mínima (-1,37%).

Leia Também

Restou ao Ibovespa apenas acompanhar a tendência global: na Ásia e na Europa, as principais praças fecharam no vermelho; nos Estados Unidos, o Dow Jones (-0,56%) e o S&P 500 (-0,29%) também caíram.

Impacto real

Os tão temidos impactos do coronavírus à economia mundial começaram a ser sentidos de maneira mais palpável nesta terça-feira, e esse choque de realidade gerou um aumento da aversão ao risco nos mercados globais.

O centro das preocupações foi a Apple: a empresa informou que não conseguirá cumprir suas projeções para o trimestre por causa do surto da doença. Em meio às paralisações de fábricas na China e à queda na demanda por iPhones no país asiático, a empresa já jogou a toalha para os três primeiros meses de 2020.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, por mais que os dados econômicos da China e de outros países ainda não indiquem maiores impactos gerados pelo coronavírus, uma importante empresa global já admitiu que irá sofrer no curto prazo — uma sinalização que aumentou a cautela por parte dos investidores.

Até onde vai o dólar?

O dólar à vista chegou a tocar o nível de R$ 4,38 durante a sessão da última quinta-feira (13), marcando um novo recorde nominal em termos intradiários — e fazendo o Banco Central (BC) atuar, convocando leilões extraordinários de swap para aliviar a tensão.

A medida da autoridade monetária deu certo: o dólar fechou em queda na quinta e na sexta (14), voltando ao patamar de R$ 4,30. Só que, nesta semana, a escalada da moeda rumo às máximas voltou com tudo.

Com um novo recorde sendo atingido nesta terça-feira, os investidores já começam a se questionar se o Banco Central voltará a promover operações para diminuir a pressão no câmbio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao menos por enquanto, o BC ainda não se movimentou. O presidente da instituição, Roberto Campos Neto, voltou a minimizar a preocupação quanto à taxa de câmbio — mais cedo, ele ressaltou que a atual onda de valorização do dólar ocorre num contexto estrutural diferente do passado, já que as taxas de juros agora estão mais baixas.

Leve pressão nos juros

Apesar da pressão vista no dólar à vista, as curvas de juros não se afastaram muito da estabilidade, exibindo apenas um ligeiro viés positivo. O mercado mostra-se cada vez mais convencido de que um novo corte na Selic será necessário para fornecer estímulo extra à economia brasileira, o que freou a alta nos DIs.

Veja abaixo como ficaram as principais curvas nesta terça-feira:

  • Janeiro/2021: de 4,22% para 4,21%;
  • Janeiro/2022: estável em 4,71%;
  • Janeiro/2023: de 5,26% para 5,28%;
  • Janeiro/2025: de 5,97% para 5,99%;
  • Janeiro/2027: de 6,37% para 6,39%.

Balanços a todo vapor

Por aqui, a temporada de resultados trimestrais continuou mexendo com os papéis do Ibovespa. Em destaque, estiveram Multiplan ON (MULT3), em alta de 1,87%, e Itaúsa PN (ITSA4), com ganho de 1,46% — confira o resumo dos números das duas empresas nesta matéria.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fora do índice, atenção para Guararapes ON (GUAR3), avançando 0,65%. A dona da Riachuelo teve um lucro 56,5% menor no quarto trimestre de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando R$ 440,6 milhões.

Fora da temporada de balanços, destaque para as ações da Eletrobras, tanto as ONs (ELET3) quanto as PNBs (ELET6), com ganhos de 5,95% e 5,23%, respectivamente. O mercado reagiu positivamente às declarações do secretário de Desestatizações e Desinvestimentos do Ministério da Economia, Salim Mattar, afirmando que a empresa será capitalizada em 2020.

Top 5

Veja abaixo os cinco papéis de melhor desempenho do Ibovespa nesta terça-feira:

  • Marfrig ON (MRFG3): +7,34%
  • Eletrobras ON (ELET3): +5,95%
  • Eletrobras PNB (ELET6): +5,23%
  • Cia Hering ON (HGTX30: +2,39%
  • Cielo ON (CIEL3): +2,21%

Confira também as maiores baixas do índice:

  • Qualicorp ON (QUAL3): -3,10%
  • BTG Pactual units (BPAC11): -3,04%
  • Hypera ON (HYPE3): -2,91%
  • Cogna ON (COGN3): -2,65%
  • Ambev ON (ABEV3): -2,53%

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CÂMBIO

Dólar: apesar a forte alta na sexta (20), moeda encerra a semana em queda, a R$ 5,3092; veja o que mexeu com o câmbio

21 de março de 2026 - 14:30

Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

SLC Agrícola (SLCE3) já deu o que tinha que dar? Bank of America eleva preço-alvo após rali em 2026; veja se vale a pena comprar

21 de março de 2026 - 12:00

Rali das ações acompanha alta das commodities agrícolas, mas pressão de custos, câmbio e margens limita potencial adicional e mantém recomendação neutra do BofA

JCP

Proventos na veia: Totvs (TOTS3) pagará R$ 104,2 milhões em juros sobre capital próprio; veja detalhes

21 de março de 2026 - 9:30

Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril

NO TOPO DO MUNDO

Ibovespa dispara e tem melhor desempenho do mundo em dólar — enquanto Merval, da Argentina, fica na lanterna global

19 de março de 2026 - 19:40

Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda

REAÇÃO AO BALANÇO

Grupo Mateus (GMAT3) desaba na bolsa: o que explica a queda de quase 17% em um dia e como ficam os papéis agora?

19 de março de 2026 - 18:01

O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional

HORA DE INVESTIR?

Lojas Renner (LREN3) pode subir até 50%: mesmo com ‘críticas’ dos investidores, XP cita 4 motivos para a varejista ser a favorita do setor

19 de março de 2026 - 14:31

XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo

OS PROBLEMAS DE SEMPRE

Hapvida (HAPV3) tem trimestre ainda pior do que a tragédia do 3T25, e futuro CEO reconhece frustração — mas traça plano para virar o jogo

19 de março de 2026 - 12:40

Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital

ALÉM DO SOL E DO VENTO

Oportunidade atômica: expansão da energia nuclear no mundo abre janela para o investidor brasileiro — e BTG diz por onde você pode começar

18 de março de 2026 - 18:15

Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento

COMMODITIES EM ALTA

Petróleo no topo: o ETF que já sobe quase 15% no ano e deixa o Ibovespa para trás

18 de março de 2026 - 14:29

Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período

TOUROS E URSOS #263

O ‘rali mais odiado’ e a escassez de ações: o que esperar do Ibovespa em meio à guerra e às eleições no segundo semestre

18 de março de 2026 - 13:48

Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã

AS PREFERIDAS

Com mudanças do governo no MCMV, essas duas construtoras devem se destacar, segundo BBI

18 de março de 2026 - 11:15

Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental

HORA DE ENCHER O CARRINHO

Queda dos papéis do Nubank (ROXO34) é música para os ouvidos do Itaú BBA: por que o banco recomenda investir nas ações do roxinho?

17 de março de 2026 - 19:51

Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda

HORA DE COMPRAR

Usiminas (USIM5) está prestes a deslanchar? UBS BB eleva recomendação e vê espaço para alta de quase 40%

17 de março de 2026 - 19:08

Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

AÇÃO EM ALTA

Vale a pena investir? Sabesp (SBSP3) aprova R$ 583 milhões em JCP após lucro de quase R$ 2 bilhões no 4º trimestre

17 de março de 2026 - 14:00

Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas

RETORNOS SUSTENTÁVEIS

Carteira ESG: B3 (B3SA3) e Motiva (MOTV3) são as favoritas dos analistas para investir agora e buscar lucros com sustentabilidade

16 de março de 2026 - 14:03

Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG

NO RADAR DO INVESTIDOR

Petróleo em alta no mundo e diesel mais caro no Brasil: a semana que pressionou bolsa, dólar e juros

14 de março de 2026 - 12:48

Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom

GLOBAL MONEY WEEK

B3 oferece aulas gratuitas sobre investimentos e educação financeira; veja como participar

14 de março de 2026 - 9:21

Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira

RENDA COM IMÓVEIS

Fundos imobiliários batem recorde de investidores e Ifix está nas máximas históricas: há espaço para mais?

13 de março de 2026 - 19:45

Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano

KIT GEOPOLÍTICO

Petróleo nas alturas: CMDB11, ETF de commodities, ganha força como estratégia de proteção das carteiras

13 de março de 2026 - 16:17

Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities

REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar