Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Alívio inesperado?

Dólar despenca a R$ 5,20 e Ibovespa sobe forte: o que aconteceu com o mercado?

Enquanto o mundo passa por forte turbulência, os mercados estão mais calmos que nunca: o dólar teve a maior queda diária desde 2018 e o Ibovespa foi às máximas em quase três meses

Victor Aguiar
Victor Aguiar
2 de junho de 2020
18:07 - atualizado às 18:08
Dólar para baixo
Dólar em queda - Imagem: Shutterstock

O dólar à vista abriu a terça-feira (02) em baixa e foi descendo a ladeira: caiu, caiu e caiu, como se não houvesse amanhã — e, ao fim do dia, era negociado a R$ 5,2086, em forte queda de 3,34%. Para se ter uma ideia, é o maior recuo em termos percentuais desde junho de 2018 e o menor nível de fechamento desde 14 de abril.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É um comportamento que chamou a atenção, afinal, até parece que o Brasil não enfrenta simultaneamente crises políticas, econômicas e de saúde pública. E, além disso, há toda a tensão social nos EUA desde o assassinato de George Floyd, um homem negro que foi asfixiado por um policial branco. Nesse cenário, o que é que o mercado está vendo de tão positivo?

E repare que esse tom otimista não se restringiu ao câmbio: na bolsa, o Ibovespa avançou 2,74%, aos 91.046,38 pontos — o índice não terminava um pregão acima dos 90 mil pontos desde 10 de março.

  • Eu gravei um vídeo para explicar um pouco da dinâmica dos mercados nesta terça-feira. Veja abaixo:

Eu entrei em contato com analistas, economistas e operadores para entender melhor o racional por trás dos mercados nesta terça-feira. É certo que o noticiário parece mais ameno, tanto no Brasil e no exterior, mas o alívio justifica uma queda de mais de 3% no dólar?

Em primeiro lugar, há um fator técnico: a bolsa 'ficou para trás' e não conseguiu acompanhar a recuperação vista nos mercados dos EUA desde março; no câmbio, o real se desvalorizou numa intensidade maior que seus pares. Veja o comportamento do Ibovespa e do dólar no ano:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Hoje, boa parte das moedas emergentes vai ganhando ante o dólar, mas o real tem um movimento de mais destaque", diz Flavio Serrano, economista-sênior do banco Haitong. "O real vinha sendo uma das piores moedas do ano e vai devolvendo uma parte do movimento".

Leia Também

E tivemos todo um contexto que justificou essa animação dos investidores: no exterior, os investidores mostraram-se cada vez mais esperançosos quanto a uma reabertura bem sucedida das economias da Europa e dos EUA — e os dados econômicos mais animadores dos últimos dias dão suporte a essa percepção.

No entanto, há também algumas notícias pontuais que colaboraram para melhorar ainda mais o humor dos agentes financeiros globais, diminuindo a percepção de risco nesta terça-feira. Vamos analisar cada um deles mais a fundo.

Num dia bastante positivo para as moedas de países emergentes, o real se sobressaiu (Fonte: Bloomberg)

Otimismo externo

Os investidores globais amanheceram com uma notícia promissora no front da potencial nova guerra comercial entre EUA e China: uma publicação do país asiático afirmou que o governo de Pequim continuará comprado soja dos EUA, amenizando as tensões entre os dois países.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Americanos e chineses vinham numa escalada de tensões ao longo das últimas semanas, trocando acusações quanto à responsabilidade pela pandemia de coronavírus — o que rapidamente ganhou dimensões comerciais e geopolíticas, envolvendo inclusive a soberania de Hong Kong.

A noticia relacionada à compra de soja, no entanto, tende a esfriar o ânimo entre os países, trazendo alento aos mercados — e abrindo ainda mais espaço para que os agentes financeiros possam reagir de maneira positiva aos sinais de recuperação da economia global.

"Há um desmonte de operações defensivas que tem como pano de fundo o bom humor dos mercados", diz Jefferson Luiz Rugik, diretor de câmbio da corretora Correparti, ao comentar sobre o forte alívio na cotação do dólar à vista.

Tensões diminuindo

No Brasil, o ministro do STF Celso de Mello decidiu ontem pelo arquivamento do pedido de apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro — uma medida que tende a reduzir as tensões entre o governo e o Supremo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Tem havido uma redução nas tensões políticas, tanto no doméstico quanto no internacional" - Flavio Serrano, economista-sênior do Haitong

Do ponto de vista econômico, a percepção de que o pior momento da pandemia pode ter ficado para trás na Europa e nos EUA também ajudou a dar confiança ao mercado — e, mesmo no Brasil, a perspectiva de reabertura econômica gradual em São Paulo ajuda a animar as operações na bolsa e no dólar.

Rugik, da Correparti, ainda destaca que a postura mais firme do Banco Central (BC) também ajudou a trazer alívio à moeda americana. Ele destaca que, ontem, o dólar à vista enfrentou uma súbita pressão durante a tarde — de fato, a moeda fechou em alta —, mas que a autoridade monetária não hesitou em mostrar suas armas.

Apenas ontem, o BC ofereceu US$ 500 milhões em recursos ao sistema, fazendo dois leilões no segmento à vista — um posicionamento que, segundo Rugik, ajudou a afugentar os especuladores do mercado de câmbio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Ele deixou um recado: estou atento e vou vender caso o especulador queria montar posições defensivas do nada", diz o diretor da Correparti. "Essa operação inibiu a procura por dólares e acelerou o desmonte de posições defensivas".

A união entre calmaria doméstica e otimismo externo também foi sentida no mercado de juros futuros: os DIs fecharam em baixa, tanto na ponta curta quanto na longa, acompanhando o movimento do dólar à vista:

  • Janeiro/2021: de 2,29% para 2,24%:
  • Janeiro/2022: de 3,14% para 3,06%;
  • Janeiro/2023: de 4,22% para 4,10%;
  • Janeiro/2025: de 5,96% para 5,76%.

Repare que o DI para janeiro de 2021 — contrato que, em tese, reflete as apostas do mercado quanto à Selic ao fim do ano — agora oscila ao redor dos 2,25%, contratando mais um corte de 0,75 ponto na taxa básica de juros.

Serrano, do Haitong, pondera que os próximos dados de atividade no Brasil tendem a ser bastante fracos, o que pode aumentar a percepção de contração econômica — e, assim, pode até mesmo instigar o Copom a continuar baixando a Selic para além dos 2,25%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Top 5

Veja abaixo as cinco ações de melhor desempenho do Ibovespa no momento:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
CVCB3CVC ON18,60+20,00%
GOLL4Gol PN15,11+15,70%
COGN3Cogna ON6,40+13,68%
YDUQ3Yduqs ON33,55+12,51%
USIM5Usiminas PNA6,92+11,79%

Confira também as maiores quedas do índice:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
MGLU3Magazine Luiza ON61,80-2,98%
BTOW3B2W ON89,19-2,42%
BEEF3Minerva ON12,88-1,53%
BRFS3BRF ON23,35-1,21%
ECOR3Ecorodovias ON13,03-1,12%

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CLIMA BAIXO ASTRAL

A Selic não caiu como Fred Trajano esperava: CEO do Magazine Luiza (MGLU3) comenta balanço fraco e aposta em virada no 2T26

8 de maio de 2026 - 11:51

Em teleconferência nesta sexta-feira (8), o CEO do Magazine Luiza comentou sobre o cenário macro, que segue pressionando a empresa e é um dos grandes fatores pelos quais ele não topa entrar na guerra dos preços online

FIM DA SECA DE IPOS

Compass precifica IPO em R$ 28 e pode levantar cerca de R$ 3,2 bilhões; quem é a gigante do gás, que pode estar presente na sua casa

8 de maio de 2026 - 9:22

A companhia chega à bolsa com uma tese que mistura ativos regulados e previsíveis, como a Comgás, com a aposta de crescimento da Edge, braço voltado ao mercado livre de gás, GNL e biometano

VAI VOLTAR A BRILHAR

Por que este ex-economista do Fed aposta no ouro mesmo após o tombo com a guerra

8 de maio de 2026 - 7:30

Para muitos, o recuo do ouro sinaliza cautela. Mas para Benjamin Mandel, o metal precioso é uma convicção de longo prazo; saiba como investir na tese de maneira descomplicada

BALANÇO 1T26

“Não poderíamos estar mais preparados” — presidente da Azul (AZUL3) comenta impacto da guerra; aérea quase zera o prejuízo

7 de maio de 2026 - 12:58

Em teleconferência com analistas, Abhi Shah detalhou como a companhia está tentando se blindar da disparada nos preços dos combustíveis na esteira dos conflitos no Oriente Médio

FIM DO JEJUM

O que esperar da estreia da Compass (PASS3), o primeiro IPO da B3 em quase 5 anos e que pode movimentar até R$ 2,9 bilhões

7 de maio de 2026 - 9:31

A operação será 100% secundária, ou seja, os recursos irão para os acionistas vendedores, e não para o caixa da companhia

FII DO MÊS

Fundo imobiliário de shopping rouba a cena com dividend yield de 11% e lidera recomendações para investir em maio; confira o ranking completo

7 de maio de 2026 - 6:02

Analistas que indicaram o FII em maio ainda enxergam potencial de valorização nas cotas e geração de renda atrativa

VENTOS DE FORA

O que está por trás da subida de 4% da Vale (VALE3) hoje? BTG eleva preço-alvo

6 de maio de 2026 - 16:54

Com minério em alta e fluxo estrangeiro, papel recupera fôlego e acumula ganhos de dois dígitos em 2026

MERCADOS HOJE

Entre a paz e a pólvora: Ibovespa sobe no meio de um cabo de guerra que derruba o petróleo e a Petrobras (PETR4); dólar segue sob pressão

6 de maio de 2026 - 13:33

O estilo Trump de negociar traz alguma volatilidade aos mercados. De um lado, há fortes sinais de trégua. De outro, o republicano promete a pior ofensiva que o Irã já viu. Entenda como essas forças mexem com as bolsas aqui e lá fora

VOLATILIDADE NOS MERCADOS

Petróleo cai até 11% com possível acordo no Oriente Médio e puxa tombo de Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3)

6 de maio de 2026 - 12:48

Expectativa de trégua no Oriente Médio reduz prêmio de risco da commodity e pesa sobre ações de petroleiras na bolsa brasileira

BEM-VINDA AO CLUBE

Samsung atinge valor de mercado de US$ 1 trilhão e não é (só) pelos celulares; veja motivos

6 de maio de 2026 - 10:43

Conhecida pelos celulares, a Samsung é maior fabricante mundial de chips de memória de alta performance

AÇÃO DO MÊS

Três gigantes são as apostas dos analistas para navegar as águas turbulentas de maio; confira o ranking completo

6 de maio de 2026 - 6:00

Apesar de o horizonte mostrar a chegada de uma tempestade, há ações que podem fazer a carteira dos investidores navegar mais tranquilamente

A FONTE SECOU?

FII CACR11 fecha torneira de dividendos e derrete 42% na bolsa; entenda o que aconteceu e quando os proventos devem voltar a pingar

5 de maio de 2026 - 10:24

A gestora projeta que a retomada das vendas deve contribuir para recompor o caixa e viabilizar o retorno dos dividendos

COMPRAR OU VENDER?

O gringo saiu e a Vale (VALE3) sentiu: ações caem 3% com debandada estrangeira e pressionam Ibovespa

4 de maio de 2026 - 18:40

Ações da mineradora recuaram com aversão ao risco global, enquanto minério de ferro avançou na China; bancos seguem otimistas com dividendos

EQUILIBRANDO A EXPOSIÇÃO

RBVA11 em expansão: FII adiciona Estácio, PBKids e Pátio Maria Antônia no portfólio por mais de R$ 100 milhões

4 de maio de 2026 - 17:32

Apesar das transações, a gestão do fundo imobiliário mantém o guidance de R$ 0,09 por cota no semestre

TOP PICKS DE ENERGIA

Nem Cemig (CMIG4) nem Axia Energia (AXIA3): Safra dá veredito de compra para uma ação elétrica e diz quais são as favoritas do setor

4 de maio de 2026 - 16:55

O banco elevou uma ação elétrica de neutra para compra, e citou outras duas empresas do setor que são consideradas as mais promissoras

SEM AQUISIÇÃO POR COTAS

Quer lucrar com a corrida do e-commerce? BTLG11 lança emissão aberta ao investidor — e você deveria entrar, segundo a Empiricus

4 de maio de 2026 - 15:05

Considerando a receita dos novos imóveis, a casa de análise enxerga potencial de geração de valor no médio prazo

SEM PROPOSTA

CVC (CVCB3) em alta na bolsa: companhia de viagens nega ter recebido proposta de aquisição para OPA

4 de maio de 2026 - 10:42

O comunicado é uma resposta à notícia de que a controladora da Decolar considerava fazer uma oferta pela operadora brasileira de turismo

RECICLANDO O PORTFÓLIO

LOG (LOGG3) fecha maior venda da história com acordo de R$ 1,02 bilhão com FII do Itaú; veja os detalhes da operação

4 de maio de 2026 - 10:05

A operação envolve a alienação de 11 empreendimentos logísticos e reforça a estratégia de reciclagem de portfólio da companhia

SADIA HALAL

IPO de US$ 2 bilhões a caminho: MBRF (MBRF3) dá passo final para colocar uma gigante na bolsa; veja detalhes

4 de maio de 2026 - 9:11

A companhia anunciou que concluiu o acordo com o fundo soberano da Arábia Saudita para criação da Sadia Halal. O próximo passo é o IPO na bolsa de lá, com valor de mercado estimado ultrapassando os US$ 2 bilhões

NOVAS MÁXIMAS

Bolsas de NY renovam recordes com esperança em relação à guerra no Irã; Nasdaq fecha acima dos 25 mil pontos pela primeira vez

1 de maio de 2026 - 18:26

Balanços corporativos também mexeram com índices de ações norte-americanos; petróleo caiu com possível acordo entre Irã e EUA

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia