Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

Na corda bamba

Com recuperação, Odebrecht ‘blinda’ Braskem de credor

Após a recuperação judicial ser reconhecida por um juiz, ficam suspensas as execuções, inclusive de alienação fiduciária e bens essenciais

Estadão Conteúdo
6 de junho de 2019
8:48
Odebrecht - Imagem: Shutterstock

A possibilidade de a Odebrecht entrar com pedido de recuperação judicial vai permitir a proteção de sua participação na Braskem. Um dos únicos ativos saudáveis do grupo, a petroquímica foi dada como garantia em seis empréstimos, que somam R$ 13 bilhões. O grupo quer evitar o pedido de recuperação judicial, mas, desde que a Caixa sinalizou que poderá executar suas dívidas com a Odebrecht e o acordo de compra da Braskem foi extinto, a opção tem sido vista como uma saída iminente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se correr à Justiça, a Odebrecht poderá alegar que a Braskem é essencial para a recuperação do grupo e a preservação dos empregos, argumentos que os juízes costumam levar em consideração nesses casos. Além do mais, o grupo conseguiria blindar as ações da Braskem do acesso dos bancos. Os papéis foram alienados para garantir empréstimos para a controladora.

Após a recuperação judicial ser reconhecida por um juiz, ficam suspensas as execuções, inclusive de alienação fiduciária e bens essenciais, de acordo com advogados especializados em recuperação judicial consultados pelo Estadão/Broadcast.

Os bancos teriam, portanto, de tentar recuperar as garantias antes de a empresa entrar com o pedido de recuperação judicial. Especialistas ponderam, porém, que esse caminho não é tão simples ou vantajoso, especialmente por uma provável queda no preço das ações, em resposta a esse movimento.

O melhor seria maximizar o valor dos papéis da Braskem - o que a Odebrecht conseguiu quando começou a negociar sua venda para a holandesa LyondellBasell. Com o anúncio do fim das conversas, na terça-feira, o valor da participação da Odebrecht na petroquímica encolheu em R$ 1,6 bilhão com a forte queda das ações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Consenso

Caso tomassem para si as ações da Braskem, os bancos não poderiam também ficar por muito tempo com essa posição em seu balanço. O esforço de venda exigiria ainda consenso entre as instituições financeiras sobre a eventual oferta, uma vez que alguns dos empréstimos foram concedidos em conjunto.

Leia Também

Por isso, acrescentam os especialistas, a venda das ações da Braskem no âmbito de uma recuperação judicial eventualmente pode não ser tão ruim. As ações seriam vendidas dentro de uma Unidade Produtiva Isolada (UPI), como manda a lei de recuperação judicial, para um comprador, que teoricamente estaria protegido de problemas do grupo.

A insegurança em relação à transferência de responsabilidades financeiras do grupo para o novo dono das ações foi, inclusive, um dos fatores que teriam desmotivado a Lyondell a desistir do negócio.

Esse risco existiria porque as ações da Braskem só deixariam ter o nome da Odebrecht carimbado com a quitação das dívidas da holding - um ponto de dúvida que foi agravado pelo pedido de recuperação da Atvos, o braço de açúcar e álcool do grupo, na semana passada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ontem, o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, afirmou que uma possível recuperação judicial da Odebrecht preocupa as instituições financeiras. Ele ressaltou, porém, que os bancos estão preparados para essa hipótese. "Há preocupação, lógico, os bancos têm um crédito grande (junto à empreiteira)", disse. "Mas felizmente estão provisionados e preparados para qualquer situação."

De acordo com o Novaes, a exposição do Banco do Brasil com a Odebrecht é de cerca de R$ 9 bilhões.

Já o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, fugiu ontem de perguntas sobre a Odebrecht. Ao ser questionado sobre o tema durante um evento, foi retirado da sala pela assessoria de imprensa do banco, que argumentou que ele não poderia falar sobre o grupo porque os empréstimos são protegidos por sigilo bancário.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
RESULTADO

Bradesco (BBDC4): lucro de R$ 6,8 bilhões no 1T26 mostra que a recuperação está de pé — dá para acelerar?

6 de maio de 2026 - 18:03

Lucro cresce pelo nono trimestre seguido e ROE continua a superar o custo de capital; confira os destaques do balanço

DE VOLTA À VITRINE

O pior ficou para trás? Lucro da C&A (CEAB3) dispara mais de 200% no 1T26, e ação lidera altas do Ibovespa

6 de maio de 2026 - 14:07

Resultado do primeiro trimestre do ano sinaliza retomada no vestuário e afasta dúvidas sobre problemas estruturais na operação

PRÉVIA DOS RESULTADOS

O duelo dos bancos digitais ficou mais difícil: Inter e Nubank encaram novo teste em 2026; veja o que esperar dos balanços do 1T26

6 de maio de 2026 - 13:12

Expansão continua forte, mas avanço do crédito e aumento de provisões colocam qualidade dos resultados em xeque; o que dizem os analistas agora?

REAÇÃO AO BALANÇO

O ‘efeito Itaú’: o que fez um bom balanço virar gatilho de queda para as ações ITUB4 no 1T26

6 de maio de 2026 - 12:07

Lucro vem em linha, ROE segue elevado, mas ações caem após balanço; entenda se “fazer o básico” já não basta para o mercado

A FÓRMULA DO ITAÚ

Itaú (ITUB4) dribla inadimplência outra vez — e CEO revela o ‘segredo’ para crescer sem perder a mão no crédito em 2026

6 de maio de 2026 - 11:08

Milton Maluhy Filho afirma que aposta em ajuste fino no crédito e foco em clientes “certos”; veja a estratégia do CEO do banco

RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL

GPA (PCAR3) pode respirar aliviado: varejista aprova renegociação de dívidas, mas há um risco para os acionistas no futuro

6 de maio de 2026 - 9:46

Com o acordo, a maior parte da dívida renegociada será paga apenas a partir de 2031, o que ajuda o caixa da empresa, mas há risco de diluição da participação no futuro

TERMÔMETRO DO RESULTADO

Bradesco (BBDC4) vira o jogo? Banco entra no 1T26 como a aposta da vez — e analistas revelam se vale a pena comprar as ações

6 de maio de 2026 - 7:22

Mercado prevê que banco deve se destacar na temporada, com avanço de lucro e melhora operacional. Veja o que esperar do balanço dos três primeiros meses de 2026

REORGANIZANDO O CAIXA

Allos (ALOS3) recicla portfólio e mira shoppings que vendem mais

5 de maio de 2026 - 19:37

Companhia vende participação no Shopping Curitiba, aumenta fatia em ativos estratégicos e faz permuta para turbinar desempenho operacional

TEMPORADA DE RESULTADOS

Tenda (TEND3) mais do que dobra lucro no primeiro trimestre, enquanto Alea dá ‘sinais de vida’; veja os destaques do balanço

5 de maio de 2026 - 18:23

O balanço mostrou crescimento operacional, melhora de rentabilidade e reversão da queima de caixa, em meio à continuidade dos ajustes na divisão de casas pré-fabricadas

RESULTADO

Itaú Unibanco (ITUB4) entrega o esperado — e um pouco mais — na largada de 2026, com rentabilidade de quase 25% no 1T26

5 de maio de 2026 - 18:21

Lucro cresce, ROE segue elevado, mas banco reforça disciplina em meio a sinais de pressão no crédito; confira os destaques do balanço

VAI PINGAR NA CONTA

Dividendos da Petrobras (PETR4) podem somar até US$ 2,3 bilhões no 1T26, diz Citi; estatal não é a única aposta do banco no setor

5 de maio de 2026 - 17:36

O Citi vê resultados mais fortes puxados por produção e petróleo, mas mantém cautela com a estatal e enxerga mais potencial de valorização em petroleiras independentes

VOTO DE CONFIANÇA

IRB (IRBR3) respira: dividendo de volta e sinistralidade domada fazem ação ignorar lucro menor e subir mais de 3%

5 de maio de 2026 - 13:00

Qualidade da subscrição surpreende e garante avanço das ações nesta terça-feira (5), mas incerteza sobre crescimento de prêmios ainda divide os grandes bancos sobre o que fazer com os papéis

PODE ABRIR A LATINHA

Ambev (ABEV3) faz golaço nos resultados às vésperas da Copa do Mundo, e ações disparam; entenda os motivos da comemoração

5 de maio de 2026 - 12:20

A empresa entregou aumento no volume de cerveja, principalmente no Brasil, melhora de margens e ganhos estimados de participação em vários mercados

NOVA PROMESSA DA BOLSA

BradSaúde (SAUD3) desembarca na B3: nova gigante da saúde estreia forte — e CEO já mira o que pode destravar valor daqui para frente

5 de maio de 2026 - 12:12

Nova empresa do grupo Bradesco nasce com números robustos, mas CEO Carlos Marinelli revela qual será o grande motor de crescimento futuro

PRÉVIA DO BALANÇO

Nem o melhor da turma escapa: Itaú (ITUB4) deve ter resultado mais fraco no 1T26. Isso muda tese para as ações?

5 de maio de 2026 - 9:11

Pressão de dividendos e crédito mais desacelerado devem aparecer no desempenho dos três primeiros meses do ano; analistas revelam se isso compromete a visão de longo prazo para o banco

QUEM GANHA E QUEM PERDE

Direcional (DIRR3), MRV (MRVE3), Cury (CURY3): o que esperar das construtoras no 1T26, segundo o Santander

5 de maio de 2026 - 9:07

O banco avalia que, apesar da pressão, algumas construtoras e incorporadoras ainda contam com receitas sustentadas por vendas fortes registradas nos últimos meses, o que deve ajudar nos balanços

FOCO NO ALICERCE

A estratégia por trás da venda da Telhanorte: dona da Quartzolit sai do balcão de vendas, mas segue no canteiro de obras

4 de maio de 2026 - 19:54

Após anos de tentativa e uma reestruturação profunda, a Saint-Gobain finalmente assinou a venda da Telhanorte. Saiba o que motivou a saída da gigante francesa do varejo brasileiro.

DO CASHBACK AO BITCOIN

Méliuz (CASH3) acelera recompra e aposta em Bitcoin para destravar valor — mercado ainda não comprou a tese?

4 de maio de 2026 - 19:39

Empresa já destinou R$ 30 milhões à recompra e destaca indicador atrelado ao Bitcoin para medir retorno ao acionista

FÔLEGO RENOVADO

O balão de oxigênio que a Kora Saúde (KRSA3) precisava acaba de ser entregue pela Justiça

4 de maio de 2026 - 19:25

Com o aval da Justiça, a empresa agora tem o caminho livre para reorganizar um passivo de R$ 1,3 bilhão

BALANÇO

O teste de fogo da BradSaúde: nova gigante que substitui a Odontoprev (ODPV3) estreia com lucro de R$ 1,3 bilhão e ROE de 24% no 1T26

4 de maio de 2026 - 19:18

Enquanto a BradSaúde divulga seus primeiros números oficiais consolidados, a Odontoprev entrega um lucro de R$ 151 milhões; confira outras linhas do balanço

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia