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2019-01-08T18:59:04-02:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
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Chocolate para fazer as pazes? Em visita a Guedes, Onyx leva caixa de bombons e diz que decreto de armas será primeiro ato de Bolsonaro

Onyx disse que a idade mínima e o tempo de transição para a Reforma da Previdência ainda estão em aberto e que o presidente fará a escolha dos “caminhos”. O ministro da Casa Civil levou bombons a Paulo Guedes e disse à imprensa que o primeiro ato do presidente será sobre a flexibilização da posse de armas

8 de janeiro de 2019
18:38 - atualizado às 18:59
onyx-guedes
Onyx Lorenzoni e Paulo Guedes - Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

O Ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que a equipe econômica dará continuidade às discussões envolvendo a Reforma da Previdência, e que até o inicio da próxima semana apresentará um texto ao presidente Jair Bolsonaro. Segundo Onyx, o presidente fará a escolha dos "caminhos". Depois, o texto deve retornar à equipe para finalização e estratégia de apresentação.

Onxy falou à imprensa ao chegar no Ministério da Economia, onde se reúne com o ministro Paulo Guedes. Questionado sobre idade mínima e o tempo de transição, o ministro da Casa Civil disse que está tudo em aberto. Mas ponderou com relação à idade mínima de 62 anos para homens e 57 para mulheres. Ele disse que a fala do presidente sobre esse tema "tem muita força" e que ele sinaliza caminhos.

Também questionado sobre a medida que trata de coibir fraudes na Previdência, Onyx disse que vai discutir o assunto com Guedes. Na semana passada, o ministro da Economia falou regras que poderiam economizar entre R$ 17 bilhões e R$ 30 bilhões com fraudes previdenciárias.

Ainda sobre a previdência, Onyx ressaltou que a proposta será "humana, respeitando os direitos das pessoas, mas dando condições de o Brasil buscar o equilíbrio fiscal". Onyx disse ainda que proposta deve buscar "um novo caminho para os jovens, mas que não é correto que coloquemos nosso filhos e netos em um sistema que já tem dificuldade de nos manter. Essa é a construção que estamos fazendo".

Com relação aos militares, o ministro da Casa Civil não soube dizer se eles serão incluídos na reforma que está em estudo pelo governo. Ele também disse que o aproveitamento da reforma do governo de Michel Temer, que está na Câmara, vai depender do "caminho" que vai ser decidido pela equipe atual. E destacou que "tudo o que a gente prepara só vale quando o presidente dá o ok".

 

Onyx chegando ao Ministério da Economia - Imagem: Eduardo Campos/ Seu Dinheiro

Prioridades

Onyx também falou que o decreto que flexibiliza a posse de armas deve ser o primeiro ato do presidente e que o texto está sendo discutido com o Ministro da Defesa e Segurança Nacional, Sérgio Moro, e que deve ser apresentado na próxima semana. Segundo Onyx, o decreto é importante na visão do presidente.

Na reunião desta terça-feira com todos os ministros, Onyx disse que o presidente pediu a materialização dos compromissos de campanha. Também foi decidida a criação de um grupo interministerial com foco no desenvolvimento e atendimento das demandas da região Nordeste. A primeira reunião do grupo está prevista para esta sexta-feira.

Outra determinação foi acelerar o chamado "revogaço", ou seja, a revogação de legislações "que atrapalham a vida das pessoas".

Pazes ou não?

Onyx Lorenzoni desceu bem-humorado do carro e disse que estava trazendo bombons para Paulo Guedes "para adoçar a nossa vida". Questionado que se era para fazer as pazes, o ministro ressaltou que "nunca teve briga. É só uma gentileza mesmo".

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