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Os planos da Rappi para o futuro, o impacto da redução da Selic nos seus investimentos e o saque do FGTS estiveram entre os destaques da semana
Toda vez que a minha mãe vem me visitar em São Paulo, ela “descobre” alguma coisa que falta na minha casa. Tem maisena? Acho que não. Coco ralado? Não sei… A verdade é que não tenho os mesmos dotes culinários que ela, nem os ingredientes no armário da cozinha. Para não passar vexame - ou ficar sem os quitutes - passei a pedir que ela me envie uma lista de compras antes de desembarcar.
Na última visita, na semana passada, ela me avisou que faria uma “cuca de banana” para mandar na redação do Seu Dinheiro (foi um sucesso, aliás). Há alguns anos, eu teria corrido para o supermercado depois do trabalho. Mas desta vez comprei tudo quando estava no Uber, a caminho do trabalho. Fiz as compras no Carrefour usando um aplicativo novo chamado Rappi e agendei a entrega para a noite. Não gastei um minuto a mais do meu dia para fazer isso.
No sábado de manhã, percebi que tinha acabado o pão logo que acordei. Se estivesse sozinha, comeria crepioca, uma espécie de tapioca com ovo que a nutricionista recomendou. Mas lembrei da cara feia do meu pai quando servi isso na última visita. Precisava descolar um pão quentinho. Hora de correr para a padaria? Nada disso.
Deitada na cama, abri a Rappi e comprei pão francês no serviço “express”. Nem deu tempo de tirar o pijama e tocou o interfone avisando que a entrega chegou, para a surpresa - e alívio - dos meus pais.
A tecnologia mudou a forma como se faz compras. Do lado do consumidor, esses serviços poupam um “ativo” que, a meu ver, vale mais que dinheiro: tempo. Dinheiro perdido você recupera. O tempo não. Gastar tempo é, a rigor, gastar a vida. Graças à tecnologia, não gasto mais 1 hora do meu fim de semana no supermercado.
Todos os negócios vão ter que se adaptar aos novos tempos, do restaurante às gigantes do varejo. O Carrefour, por exemplo, usa a Rappi como um aliado para o seu plano de ampliar as vendas online - no primeiro trimestre, 35% das compras de alimentos pela internet da rede no Brasil foram feitas por meio do aplicativo.
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No novo jogo do mercado, há novos jogadores na praça. A Rappi, por exemplo, foi criada em 2015 e já está mudando a cara das grandes cidades. Você certamente já viu motoboys circulando com uma caixa laranja e um símbolo de bigodinho nas ruas.
Não é só uma ideia descolada, isso vale muito dinheiro. A empresa recebeu recentemente um aporte de US$ 1 bilhão de investidores japoneses, o maior já feito em uma startup da América Latina. E vai gastar tudo para ampliar e melhorar os serviços.
Por que eu estou falando disso no sábado de manhã? Eu assumi o compromisso de trazer para você informações relevantes para os seus investimentos. E não tenho dúvidas de que a tecnologia é chave para a valorização de todos os negócios daqui para frente. Também será ela que vai revelar os próximos gigantes do mercado: quem será o próximo Google, Facebook ou a Amazon?
É por isso que pedi a repórter Bruna Furlani para conversar com os representantes da empresa e explicar quais os seus planos no futuro. Aproveita o sabadão para se atualizar sobre uma nova onda negócios disruptivos! 😀
Bem, já que estamos falando de bilhões, o destaque da semana aqui no Seu Dinheiro foi justamente a última matéria da série Rota do Bilhão, que conta a trajetória de Bernard Arnault, o quarto homem mais rico do mundo. Ele comprou uma fábrica quebrada e transformou em um império do luxo, dono de marcas como Dior e Louis Vuitton.
No caminho, ganhou apelido de "predador" pela forma impiedosa como lida com seus negócios. Gostem ou não, ele deixa suas lições para quem pensa em empreender. Vale a pena conhecer sua história.
A semana também teve episódios marcantes, como a redução das taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos. É um sinal de que a temporada de juros baixos veio para ficar e a mamata da renda fixa acabou. Quem quiser ganhar dinheiro, vai ter que rebolar.
Veja as 5 notícias mais lidas da semana:
2 - Adeus, tijolo. Itaú fecha mais de 200 agências no trimestre com avanço de serviços digitais
4 - Governo liberou saque do FGTS em até R$ 500 por conta; onde dá para investir esse dinheiro?
5 - O que acontece ao plano de previdência após a morte do titular
Um grande abraço e ótimo fim de semana!
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