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Especialistas, no boletim Focus, também alteraram a projeção sobre a Selic no fim de 2019: de 5,75% para 5,50%
O boletim Focus, publicação do Banco Central que reúne estimativas de economistas, divulgado nesta segunda-feira, 1, estima um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 de 0,85%, ante 0,87% da semana passada. Essa é a 18ª baixa seguida no Focus. Para 2020, a projeção permanece 2,20%.
No final de maio, o IBGE confirmou contração do PIB em 0,2% nos três primeiros meses de 2019 na comparação com o último trimestre do ano passado. A última queda do indicador havia ocorrido no quarto trimestre de 2016 e tinha sido de 0,6%. Em valores correntes, o principal indicador da economia brasileira totalizou R$ 1,714 trilhão.

Os especialistas, no boletim Focus, alteraram a projeção da semana passada sobre a Selic, a taxa básica de juros, no fim de 2019: de 5,75% para 5,50%.
No último dia 19, o Copom decidiu manter a Selic em 6,5% ao ano, em decisão unânime e sem viés — resultado em linha com as expectativas de mercado.
A projeção para a Selic no fim de 2020 passou de 6,50% para 6%. Em 2021, o número permanece em 7,50% e para 2022 permanece também em 7,50%.
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Os economistas do mercado financeiro também mostraram uma estabilidade no cenário para a moeda norte-americana em 2019. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano ficou em R$ 3,80. Para o próximo ano a projeção no fim do ano continua em R$ 3,80.
A projeção mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) 2019 ficou em 3,80%, ante 3,82%. A projeção para o índice em 2020 caiu de 3,95% para 3,91%.
O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2021, que seguiu em 3,75%. No caso de 2022, a expectativa também permaneceu em 3,75%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,75% para ambos os casos.
O Focus trouxe nesta segunda manutenção nas projeções para o resultado primário do governo em 2019 e 2020. A relação entre o déficit primário e o PIB este ano seguiu em 1,40%. No caso de 2020, permaneceu em 1,00%. Há um mês, os porcentuais estavam em 1,37% e 0,90%, respectivamente.
Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2019 passou de 6,40% para 6,30%, conforme as projeções dos economistas do mercado financeiro. Para 2020, foi de 6,05% para 6,00%. Há quatro semanas, estas relações estavam em 6,20% e 5,98%, nesta ordem.
O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.
Os economistas do mercado financeiro alteraram a projeção para a balança comercial em 2019 na pesquisa Focus realizada pelo Banco Central, de superávit comercial de US$ 50,60 bilhões para superávit de US$ 50,80 bilhões. Um mês atrás, a previsão era de US$ 50,50 bilhões. Para 2020, a estimativa de superávit seguiu em US$ 46,40 bilhões, ante US$ 45,10 bilhões de um mês antes.
Na estimativa mais recente do BC, o saldo positivo de 2019 ficará em US$ 46,0 bilhões. Esta projeção foi atualizada no Relatório Trimestral de Inflação de junho.
No caso da conta corrente, a previsão contida no Focus para 2019 passou de déficit de US$ 23,00 bilhões para US$ 22,80 bilhões, ante US$ 25,05 bilhões de um mês antes. Para 2020, a projeção de rombo foi de US$ 32,80 bilhões para US$ 33,00 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado era de US$ 35,30 bilhões.
O BC projeta déficit em conta de US$ 19,3 bilhões em 2019.
Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será mais do que suficiente para cobrir o resultado deficitário nos próximos anos. A mediana das previsões para o IDP em 2019 seguiu em US$ 85,00 bilhões, ante US$ 82,65 bilhões de um mês atrás. Para 2020, a expectativa foi de US$ 84,28 bilhões para US$ 84,36 bilhões, ante US$ 84,36 bilhões de um mês antes.
O BC projeta IDP de US$ 90,0 bilhões em 2019.
*Com Estadão Conteúdo
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