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2019-02-27T20:12:16-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Balanço no azul

Enfim, lucro! Petrobras tem primeiro resultado positivo anual desde 2014

Lucro líquido da estatal foi de R$ 25,779 bilhões no ano passado, e poderia ser ainda melhor se não fosse o impacto negativo de R$10 bilhões em itens especiais

27 de fevereiro de 2019
19:40 - atualizado às 20:12
Petrobras
Imagem: shutterstock

Depois de amargar uma sequência de prejuízos consecutivos após a descoberta do assalto aos cofres da empresa pela Operação Lava-Jato, a Petrobras enfim conseguiu apresentar um balanço anual com lucro, o primeiro desde 2014. A estatal reverteu o resultado negativo de R$ 446 milhões em 2017 e registrou lucro líquido de R$ 25,779 bilhões no ano passado.

E o resultado poderia ser ainda melhor, se não fosse o impacto negativo da ordem de R$10 bilhões em itens especiais, no longo processo de faxina do balanço.

Só em contingências judiciais, a Petrobras contabilizou uma perda de R$ 7,415 bilhões em 2018.

O resultado ajustado, que não considera essas perdas que não são recorrentes, foi de R$ 35,974 bilhões e superou projeção média dos analistas, que apontava para um lucro de R$ 33,941 bilhões, de acordo com a Bloomberg.

No quarto trimestre, o lucro da Petrobras foi de R$ 2,102 bilhões, mas sem considerar as despesas não recorrentes o resultado seria de R$ 8,035 bilhões. Ainda assim, trata-se de um resultado menor do que a estimativa do mercado para o período, que era da ordem de R$ 8,9 bilhões.

Mais caixa e menos dívida

A receita de vendas da Petrobras em 2018 totalizou R$ 349,8 bilhões, um aumento de 23%. O ganho é reflexo dos preços mais altos cobrados pela estatal no diesel e gasolina no mercado interno e também nas exportações.

A empresa se beneficiou do avanço de 31% da cotação do petróleo (Brent) no mercado internacional e a depreciação de 14% do real.

As margens melhores representaram geração de caixa na veia da estatal. O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado aumentou nada menos que 50% no ano passado, para R$ 114,852 bilhões.

Dentro do plano de venda de ativos, a Petrobras embolsou R$ 20,218 bilhões no ano passado. Entre os negócios realizados no período, a estatal destacou as parcerias realizadas com a Equinor no campo de Roncador, com a Total em Lapa e Iara e com a Murphy no Golfo do México.

A geração de caixa e a venda de ativos reduziram a dívida líquida da empresa para US$ 69,378 bilhões no fim do ano passado, o equivalente a 2,34 vezes o Ebitda ajustado, abaixo da meta que era de 2,5 vezes.

Produção

Se do lado financeiro os números vieram bons, na parte operacional a Petrobras ainda precisa entregar resultados. A produção da empresa no ano passado foi de 2,628 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), 5% abaixo de 2017.

A estatal atribuiu o resultado às vendas nos campos de Lapa e Roncador, ao término dos sistemas de produção antecipada (SPAs) de Tartaruga Verde e Itapu e ao declínio natural da produção.

Ao longo do ano passado, quatro novos sistemas entraram em operação : P-74, FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes, P-69 e P-75.

O pré-sal vem ganhando cada vez mais importância e foi responsável por 45% da produção da empresa no ano passado, acima dos 40% em 2017.

Para este ano, a expectativa para a Petrobras é aumentar a produção de petróleo e gás natural para 2,8 milhões de boed, sendo 2,3 milhões de boed de petróleo no Brasil. "Este crescimento será viabilizado pelo ramp-up das plataformas recém-instaladas e pela entrada em operação da P-77 e da P-68", diz a estatal, no relatório que acompanha o balanço.

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