Menu
2019-12-25T18:43:09-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Nada vai ser igual

Por que Apple e Disney estão prestes a chacoalhar o império da Netflix no mercado de streaming

Chegada de dois gigantes promete abalar as estruturas do mercado, do preço à qualidade dos serviços

29 de outubro de 2019
16:02 - atualizado às 18:43
Netflix
Imagem: Shutterstock

Quando você pensa em serviço de streaming, muito provavelmente virá à sua cabeça, no máximo, quatro nomes: Netflix, Amazon Prime Video, HBO e Hulu. Mas daqui a poucas semanas essa lista seguramente estará maior e completamente reformulada.

Isso porque a chegada de dois gigantes promete abalar as estruturas desse mercado, do preço à qualidade dos serviços. Na sexta-feira (1), a Apple lança seu Apple TV Plus nos Estados Unidos, com uma programação exclusiva e original. Já daqui duas semanas é a vez da Disney lançar o Disney Plus, também em terras do Tio Sam, um serviço que contará com as produções de renome como Pixar, Marvel, National Geographic e Fox. Ambos os serviços já têm planos de lançamento para outros países (incluindo o Brasil) nos próximos meses.

Os dois novos concorrentes devem esquentar a competição pelos adeptos do streaming, elevando o nível de exigência dos clientes. Mas como isso deve ocorrer na prática? Separamos alguns detalhes do Disney Plus e da Apple TV Plus que explicam essa teoria.

Preços

Esse é, sem dúvidas, um divisor de águas para qualquer cliente. Vejamos primeiramente o cenário atual. A Netflix possui três planos nos Estados Unidos:

  • "Básico": limita o usuário a uma tela por vez e apresenta uma definição padrão. Custa US$ 9 por mês.
  • "Padrão": com vídeo de alta definição e possibilidade de duas telas ao mesmo tempo, custa US$ 13 por mês.
  • "Premium": oferece suporte a 4K e o usuário pode assistir em quatro telas ao mesmo tempo. O preço é US$ 16 por mês.

A HBO Now, referência por suas séries cinematográficas, custa US$ 15 por mês. Já a faixa de preço de uma pacote Hulu fica entre US$ 6 e US$ 12 mensais. Por fim, O Amazon Prime Video custa US$ 9 por mês e costuma ser gratuito para os membros do Amazon Prime.

Agora vejamos as novidades. A mudança de padrões começa com os preços da Apple TV Plus, que custará US$ 5 a mensalidade. Além disso, o cliente Apple que comprar um produto, como um iPhone ou um MacBook, terá um ano de streaming gratuito. Já o Disney Plus custará US$ 7 mensais, com a oferta de promoções durante todo o ano.

Esse novo padrão de preços tem um propósito: com a grande oferta de produtos e serviços, os clientes tenderão a selecionar apenas alguns deles para fechar negócio. E, na lógica do mercado, vence aquele que tiver os melhores produtos pelo menor preço.

Produtos

E por falar em produtos, tanto a Apple como a Disney prepararam um arsenal de produções a serem disponibilizados em seus streamings.

No Apple TV Plus, séries como "The Morning Show" e "See" já estão no cardápio. Além disso, outros nomes de peso já estão comprometidos com produções para a Apple, entre eles Steven Spielberg, Steve Carrell, Chris Evans, Kevin Durant, Kristen Bell, Rashida Jones e Oprah Winfrey.

Já no caso da Disney, a artilharia será pesada. Além do arsenal de produções Disney já concluído, o serviço também contará com produções da Pixar, Marvel, National Geographic e Fox, incluindo clássicos como "Os Simpsons" e a série Star Wars.

Sucessos à parte, o fato é que muitas dessas produções terão o mesmo nível e qualidade daquelas disponíveis pela Netflix e HBO. O ponto-chave está no volume e na capacidade de Apple e Disney atraírem talentos de grandes nomes de Hollywood, algo que sem dúvidas pressiona os produtores concorrentes.

Só o futuro dirá

Se os dois serviços a serem lançados vão cair no gosto do público, ainda é cedo para cravar. Mas se por um lado a concorrência promete grandes feitos, por outro tanto HBO quanto Netflix desfrutam de uma estrutura monumental, com séries e filmes já bastante consolidados pelos usuários. Basta olhar para sucessos como "Watchmen", "Euforia", "Vale do Silício", da HBO, ou "Stranger Things" da Netflix.

Com tanta concorrência, uma coisa é certa: a pressão para produzir mais e produzir o melhor só tende a crescer com a chegada de gigantes como a Apple e a Disney.

*Com informações da Business Insider.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

Novos caminhos

Notre Dame faz mais uma aquisição, desta vez do Hospital Maringá

Valor total a ser pago pode chegar a R$ 92 milhões, e objetivo é ampliar ainda mais a atuação no norte do Paraná, onde empresa já tem o Hospital do Coração em Londrina

O melhor do seu dinheiro

A virada da Dexxos, a expectativa para a Super Quarta, Elon Musk e outros destaques da semana

Bom dia! Vou começar a semana com uma enquete. Que tipo de história você gostaria de ler no Seu Dinheiro nesta segunda-feira? A empresa cujas ações subiram quase 700% nos últimos 12 meses A sócia da Petrobras que superou o processo de recuperação judicial O grupo que acaba de mudar de nome e aprovou a […]

Mais um capítulo da novela

Reatando laços: Elon Musk diz que Tesla pode voltar a adotar bitcoin e moeda dispara 10%

Depois de uma semana do tweet que pegou o mercado de surpresa com o “fim do namoro”, Musk volta atrás e tenta reconciliação

Nas alturas

Eve Urban Air Mobility, empresa da Embraer, fecha parceria com a Ascent

A Ascent conta atualmente com uma base de dados de operadoras aéreas parceiras para serviços dedicados de UAM em toda a Tailândia e nas Filipinas, e está preparada para expandir sua presença na região

Pronta para decolar

Gol conclui aumento de capital e levanta mais R$ 423 milhões

Incluindo a incorporação da Smiles, a companhia aérea emitiu mais de R$ 1 bilhão somente neste mês de junho, e no trimestre, captação chega a R$ 2,7 bilhões

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies