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Marina Gazzoni
O melhor do Seu Dinheiro
Marina Gazzoni
É CEO do Seu Dinheiro
2019-04-18T10:27:34-03:00
Tudo que vai mexer com seu dinheiro hoje

10 centavos ou 4,84% de aumento?

18 de abril de 2019
10:27
Selo O Melhor do Seu Dinheiro; investimentos
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O que vai doer menos no bolso do brasileiro: um aumento de 10 centavos no litro do diesel vendido pela Petrobras ou um reajuste de 4,84% no preço? Na verdade os dois números são idênticos, embora pareça mais amigável falar em um aumento de centavos do que em uma correção que supera a inflação em 12 meses, não é mesmo?

O anúncio de reajuste do preço do diesel pela Petrobras ontem foi uma tentativa de demonstrar que a empresa mantém sua autonomia para decidir os preços. Durante o anúncio - que em geral é um simples comunicado ao mercado, mas desta vez ganhou a pompa de entrevista coletiva do presidente da estatal - Roberto Castello Branco avisou que reajustes a partir de agora serão comunicados em centavos e não mais em variação percentual.

Me parece um uso de sinônimos matemáticos para “disfarçar” o aumento de preço. Se vai colar eu não sei, mas é válida a tentativa para manter a Petrobras independente e ao mesmo tempo acalmar os caminhoneiros, uma categoria que provou no ano passado o seu poder de parar o país e dobrar até mesmo o liberalismo de Temer. Saiba mais sobre a decisão da Petrobras nesta reportagem.

À venda, mas não tudo

Ainda falando sobre a Petrobras, o diretor financeiro da estatal, Rafael Grisolia, afirmou ontem que a petrolífera continuará sendo um importante acionista da BR Distribuidora, mesmo após a conclusão do seu processo de privatização. Hoje, a estatal tem 71% da BR, participação que deve ser reduzida para abaixo dos 50%. Questionado sobre como seria o controle da companhia depois disso, ele disse que está em definição e que a empresa fará anúncios específicos. É aguardar para ver.

O que diabos está rolando na CCJ?

A confusão de ontem na CCJ deve adicionar uma semana ou duas na tramitação da reforma da Previdência. A sessão foi suspensa e o parecer pode ser alterado. Ninguém entendeu direito o que rolou. O Eduardo Campos conta aqui o que está acontecendo nos bastidores.

Navegando em águas misteriosas

A grande sacada de investir em qualquer fundo é exatamente jogar para um gestor especialista a função de selecionar as melhores oportunidades do mercado. Mas o que fazer quando o seu gestor resolve trocar o certo pelo duvidoso? A coluna da Luciana Seabra traz nesta semana o fenômeno do “style drift”, ou quando um gestor de fundos resolve abandonar uma estratégia em que ele é craque para navegar em investimentos desconhecidos. E ainda tem um bônus: a Lu explica quatro cuidados que você deve tomar para fugir dos riscos nesse tipo de situação.

Quando o “hermano” fica doente...

O drama dos nossos vizinhos argentinos deve respingar no Brasil. O Ibre, da FGV, revisou para baixo a estimativa de crescimento da indústria brasileira por causa da queda esperada nas exportações. Nem o pacote anunciado ontem pelo presidente argentino, Mauricio Macri, será suficiente para reduzir os impactos que a recessão de lá tem causado por aqui.

Mais um unicórnio na Bolsa

Prestes a abrir capital, o site de compartilhamento de imagens Pinterest pretende levantar até US$ 1,3 bilhão em seu IPO. Segundo a imprensa internacional, a empresa venderia inicialmente 75 milhões de ações. O valor das ações e detalhes dessa operação você confere aqui.

IR: operações com opções de ações

Imposto de Renda 2019 - IR 2019 - Leão

Muitos leitores perguntaram e a Julia Wiltgen foi atrás dessa informação. Se você fez operações com opções de ações no ano passado, saiba que é obrigado a entregar a declaração de imposto de renda 2019. Para quem já declarou ações, a facilidade será maior porque o processo é parecido com a declaração de opções. Saiba quais passos seguir para não ficar em débito com o Leão.

A Bula do Mercado: cautela antes do feriado

Cautela é a palavra do dia nesta véspera de feriado. Os investidores saem para a pausa prolongada preocupados com o cenário político. Os últimos acontecimentos em Brasília deixam o mercado desconfortável.

Na CCJ, a estratégia da oposição funcionou e a votação do texto da Previdência ficou para a semana que vem. Marcelo Freitas, relator da proposta, deve aproveitar o momento para alterar o seu parecer, antes totalmente favorável ao projeto do governo. Na Petrobras, o aumento do preço do diesel deve colocar "panos quentes" na questão da política de reajuste.

A volta de velhos fantasmas deixa o clima tenso no exterior. A possível assinatura de um acordo entre Estados Unidos e China não animou os investidores, que aguardam mais detalhes sobre o acordo. Um novo teste nuclear feito pela Coreia do Norte também atrapalha os negócios. As principais bolsas da Ásia fecharam no vermelho e Nova York também amanheceu em queda.

Ontem, o Ibovespa fechou com queda de 1,11%, aos 93.284,75 pontos. O dólar encerrou o dia com alta de 0,85%, a R$ 3,9354. Consulte a Bula do Mercado para saber como devem se comportar bolsa e dólar hoje.

Um grande abraço e ótima quinta-feira!

Agenda

Índices
- Estados Unidos publicam dados sobre comércio em março e dados semanais de emprego
- Markit divulga PMIs da Alemanha, zona do euro e Estados Unidos em abril

Balanços 1º trimestre
- Lá fora: Unilever e American Express

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