Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Como os nuggets do McDonald’s deram origem a estratégia de Ray Dalio, que gerencia mais de US$ 150 bilhões

A história de Ray Dalio, que salvou a rede de fast-food de um problema e, de quebra, levou para casa sua galinha dos ovos de ouro

20 de junho de 2019
5:53 - atualizado às 19:06
Nuggets do McDonald's
Nuggets do McDonald's - Imagem: Shutterstock

Quando o McDonald’s decidiu acrescentar nuggets em seu cardápio, deparou-se com um problema: as variações no custo do frango poderiam forçá-los a mexer com frequência nos preços do menu de toda a rede ou aceitar eventualmente uma margem menor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O McDonald’s gostaria de proteger a operação, assim como fazia com o restante do cardápio, travando os custos por um período. Mas, infelizmente, não havia mercado futuro de frango e nenhum criador estava disposto a fechar um preço fixo para longos períodos com o nosso amigo Ronald, porque poderia ser pego de surpresa com a alta em seus próprios custos.

A resposta veio de Ray Dalio, à época um trader de commodities, moedas e crédito que prestava consultoria a empresas. Ele defendeu que o preço do frango era nada mais do que o preço do pintinho (que é barato) mais o do milho e o do farelo de soja.

As únicas variáveis que deveriam tirar o sono do produtor de frango que fechasse um contrato com o McDonald’s eram, portanto, os preços do milho e do farelo de soja. Dalio sugeriu combinar os dois em um contrato futuro sintético que iria proteger a exposição do produtor a flutuações de preço, permitindo a ele vender frango a um preço fixo à rede de lanchonetes.

Ou seja, mesmo que os preços dos dois insumos subissem, o criador ganharia a diferença no mercado financeiro, travando na largada sua margem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E foi assim que os nuggets — minha refeição favorita no McDonald’s desde a tenra infância — foram parar em todos os cardápios do mundo em 1983. E ali nasciam também alguns dos fundamentos para a estratégia All Weather, gerida desde 1996 por Ray Dalio, hoje à frente da maior gestora de hedge funds do mundo, a Bridgewater.

Leia Também

Conto tudo isso para que você entenda a dimensão da revelação que vou fazer agora: um passarinho me contou que a HMC Itajubá está prestes a criar no Brasil a possibilidade de acesso ao famoso All Weather — no qual está investido o patrimônio do trust do próprio Ray Dalio.

A estratégia All Weather é o resultado de uma busca por uma alocação de ativos confiável, que pode ser carregada para o longo prazo. É o filhote da procura por uma estratégia facilmente replicável, já que deveria sobreviver ao próprio Ray Dalio. Afinal, o objetivo era alocar seu próprio trust, ou seja, o patrimônio que sua família vai herdar quando ele faltar.

A equipe da Bridgewater diz, em um dos textos que descreve a estratégia, que ela pode ser esquematizada em um guardanapo de papel. Foi o que tentei fazer abaixo, com uma livre tradução para o idioma tupiniquim (na verdade, pedi ao colunista Nicholas Sacchi, cuja habilidade para caligrafia só não é maior do que o dom para escolher criptomoedas):

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O princípio é simples: aceitamos que não sabemos o que o futuro nos reserva e, por isso, devemos dar pesos iguais para qualquer cenário e investir para ganhar com qualquer um deles. Por isso, o risco é dividido de forma igual no diagrama acima. E daí o nome do fundo: All Weather, ou seja, para todos os climas.

A ideia que viabilizou os nuggets do McDonald’s também está na alma do fundo: se qualquer ativo podia ser quebrado em diferentes componentes e, a seguir, somados para formar um todo com sentido, a equipe da Bridgewater entendeu que um portfólio também poderia.

Pelo que apuramos aqui, o retorno médio anualizado do All Weather é próximo a 9,3 por cento em dólar — o que pode não brilhar aos olhos de quem ainda não acordou para o mundo de juros de um dígito, mas é uma dádiva em moeda forte.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cota murcha

Não tenho mais detalhes por enquanto, mas o produto local que investirá no All Weather de Ray Dalio deve nascer acessível somente a investidores qualificados, ou seja, que declarem mais de 1 milhão de reais em investimentos financeiros.

É nesse formato que têm sido lançadas as estratégias globais no mercado brasileiro.

Lamento que um investidor de menor porte não possa dedicar ao menos uma pequena fatia de seu patrimônio a esse tipo de fundo. Eu, na verdade, acho muito mais arriscado deixar todo o patrimônio investido no Brasil.

E, cá entre nós, acho que as regras são um pouco incoerentes. O investidor de qualquer porte de patrimônio pode alocar em fundos recheados de BDRs (recibos de ações de empresas estrangeiras negociados na Bolsa brasileira); em fundos indexados atrelados ao S&P 500 (índice da Bolsa americana); e até em COEs (Certificados de Operações Estruturadas) que oferecem o retorno alavancado de fundos lá de fora.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por que os fundos locais que investem ao menos 67 por cento em produtos no exterior e que, para serem oferecidos aqui, já se enquadram em um monte de regras locais, não podem ser oferecidos a qualquer um também?

Cota cheia

Você deve ter lido por aí que o ministro da Economia, Paulo Guedes, planeja criar uma superagência juntando CVM, Susep e Previc. Do meu ponto de vista, uma padronização das regras para fundos de investimento, PGBLs, VGBLs e fundos de pensão facilitaria muito a vida.

Hoje as regras de cada regulador formam um grande quebra-cabeça. Investimento no exterior? Fundos oferecidos no varejo só podem 20 por cento, mas se for previdência aberta, apenas 10 por cento. Fundos de pensão? Até 10 por cento, desde que não respondam por mais de 15 por cento do patrimônio do fundo em que investem lá fora.

As regras também variam para alavancagem, fatia máxima investida em ações e outros infinitos temas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não é à toa que o mercado brasileiro é um dos maiores do mundo em número de fundos. Seria tão mais fácil pra todo mundo se o mesmo fundo pudesse ser acessado por FoFs dentro e fora da previdência aberta ou fechada...

Hoje nem se uma gestora cria um fundo adaptado às regras de fundos de pensão ele serve também necessariamente à previdência aberta, o que cria uma enorme ineficiência, já que cada produto novo parte de custos fixos altos.

Uma unificação das regras seria muito bem-vinda, mas, se não for pedir demais, gostaria que a referência fosse a CVM, mais flexível em seus limites.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VEJA OPÇÕES

Adeus, Allianz Parque: Nubank arremata naming rights da arena do Palmeiras e deixa torcida decidir novo nome do estádio

10 de abril de 2026 - 11:29

Banco amplia ofensiva no esporte e assume o lugar da Allianz como detentor do naming rights do estádio. O resultado da votação será divulgado em 4 de maio

OFERTA DE AÇÕES

Por que a Vitru (VTRU3) quer levantar até R$ 300 milhões em oferta de ações, e qual é o ‘custo’ para o acionista?

10 de abril de 2026 - 10:41

Oferta será 100% primária, com recursos destinados à redução de dívida, reforço de caixa e investimentos operacionais; operação também prevê aumento do free float e da liquidez das ações na bolsa

UNIÃO DE GIGANTES

Allos (ALOS3) se une à Kinea para criar fundo imobiliário de shopping centers; confira os detalhes da parceria e da oferta primária do novo FII

10 de abril de 2026 - 10:11

A empresa informou que a aliança abre “um ciclo de crescimento” e cria receitas recorrentes de gestão de ativos e fundos

COLAPSO?

Oncoclínicas (ONCO3) dobra prejuízo para R$ 1,5 bilhão no 4T25, e auditoria cita “incerteza” sobre continuidade da operação

10 de abril de 2026 - 9:13

A empresa vem passando por um momento de reestruturação, decorrente de uma pressão financeira que levou a companhia de tratamentos oncológicos a recalcular a rota e buscar retomar o seu core business

NOVAS MUDANÇAS

Depois de trocar o CEO, Hapvida (HAPV3) indicará Lucas Garrido para comandar as finanças

9 de abril de 2026 - 20:01

Companhia promete “tomada de decisão cada vez mais eficaz” enquanto enfrenta pressão de acionistas por melhoria na governança

NO SHAPE

Panobianco: por que o Itaú BBA enxerga a rede de academias como uma ameaça para a Smart Fit (SMFT3) e defende que o grupo ‘veio para ficar’

9 de abril de 2026 - 18:53

A Panobianco possui 400 academias pelo país e está crescendo de maneira acelerada com uma parceria com o Wellhub

RECUO ESTRATÉGICO

Petrobras (PETR4) dá marcha à ré no leilão de gás de cozinha e devolve valores após críticas de Lula

9 de abril de 2026 - 18:05

Estatal cita guerra no Oriente Médio e pressão de órgãos reguladores ao anunciar correção nos valores do GLP; entenda o imbróglio

MANDATO ATÉ 2029

Sai executivo do Bradesco (BBDC4), entra CEO do Itaú (ITUB4): Milton Maluhy é eleito presidente do Conselho da Febraban

9 de abril de 2026 - 15:25

Mudança segue o rodízio entre os grandes bancos privados e mantém o comando da entidade nas mãos do Itaú até 2029

PLANOS MAIORES

Sabesp (SBSP3) acelera investimentos e pode expandir para além de SP, diz CEO; ações sobem na bolsa

9 de abril de 2026 - 13:36

Em 2025, a empresa investiu R$ 15,2 bilhões. Já para 2026, os planos são mais ambiciosos, de R$ 20 bilhões em capex

MAIS UM NO BOLSO

BTG Pactual (BPAC11) fecha acordo para comprar banco Digimais, do bispo Edir Macedo

9 de abril de 2026 - 9:30

Em uma apresentação institucional, o Digimais afirma ser um banco focado em crédito com forte ênfase em financiamento de automóveis

DERRETEU

R$ 27,9 bilhões vão pelo ralo: Petrobras (PETR4) tem a maior queda intradia em valor de mercado em 4 anos

8 de abril de 2026 - 19:51

O tombo a R$ 604,9 bilhões em valor de mercado veio na primeira hora do pregão desta quarta-feira (8), o quarto maior da história da companhia

COMPRAR OU VENDER?

O brilho da Vivara (VIVA3) apagou? Por que 3 bancos reduziram o preço-alvo para a ação da varejista

8 de abril de 2026 - 16:01

Mudanças no cenário global levaram analistas a revisar suas avaliações sobre a varejista; entenda o que está em jogo

SOCORRO

Oncoclínicas (ONCO3) confirma que busca proteção para credores, e ações caem

8 de abril de 2026 - 12:11

No entanto, a decisão sobre qual seria a medida de proteção — uma recuperação judicial ou extrajudicial — ainda não foi tomada, e estão sendo avaliadas diversas iniciativas diferentes, disse a Oncoclínicas

MAIS UMA RECUPERAÇÃO

De novo? Lupatech (LUPA3) entrega plano de recuperação extrajudicial à CVM; entenda a crise

8 de abril de 2026 - 10:09

Essa não é sua primeira tentativa de se recuperar. Em 2023, a empresa encerrou um processo de recuperação judicial que durou quase dez anos, após uma crise desencadeada pela Operação Lava Jato

REPORTAGEM ESPECIAL

Enquanto o Nubank cresce, a Claro fatura: a estratégia por trás da NuCel — e quem perde com isso

8 de abril de 2026 - 6:14

Embora ainda pequena, operação de telefonia do Nubank começa a aparecer nos números e levanta dúvidas sobre o impacto de novos entrantes no longo prazo. Veja o que esperar 

ARRUMANDO A CASA

Após desconforto com parceria, Moura Dubeux (MDNE3) simplifica estrutura e assume 100% da Ún1ca

7 de abril de 2026 - 20:08

Após críticas à estrutura do acordo com a Direcional, companhia elimina minoritários e tenta destravar valor no Minha Casa, Minha Vida

O REI DA PROTEÍNA

Brasil dá as cartas: JBS (JBSS32), Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) dizem que país é imbatível no mercado global de carne

7 de abril de 2026 - 20:06

Os CEOs das gigantes brasileiras de proteína participaram nesta terça-feira (7) de evento promovido pelo Bradesco BBI e fizeram um raio-x do setor

PAPEL SOB PRESSÃO

A Suzano (SUZB3) não vale mais a pena? Ação entra em leilão e fecha em queda de 6,4% após BofA cortar R$ 25 do preço-alvo

7 de abril de 2026 - 18:45

Banco rebaixou ação para neutra e cortou preço-alvo tanto das ações quanto dos ADRs; Suzano figurou entre as maiores quedas do Ibovespa nesta terça-feira (7)

INVESTOR DAY

“Selic alta não atrapalha mais”: CEO da Multiplan (MULT3) mostra como pretende continuar crescendo apesar do cenário macro

7 de abril de 2026 - 18:20

Em evento nesta terça-feira (7), a diretoria da empresa detalhou como vem avançando em expansões, reforçando a aposta em experiência e usando a estratégia como escudo contra o impacto dos juros altos

PÉ NA PORTA

Vale (VALE3) entra em 2026 com fôlego: Santander vê trimestre “de alta qualidade” e reforça recomendação de compra

7 de abril de 2026 - 16:30

Banco projeta Ebitda de US$ 4,08 bilhões no 1T26 e destaca avanço dos metais básicos nos resultados da companhia

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia