🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Qual é o melhor seguro para comprar agora? As pessoas mudam?

Eu me defino liberal. Isso tanto na esfera econômica quanto no escopo dos costumes. O liberalismo não é, para mim, apenas uma prescrição de política econômica. Trata-se também de uma filosofia moral e de uma proposta ética que valoriza o indivíduo e suas escolhas acima de grupos específicos (de qualquer natureza) ou do interesse do Estado.

15 de abril de 2019
10:58 - atualizado às 13:33
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro - Imagem: Shutterstock

“Deixe os mortos enterrarem seus mortos.” Segundo o Evangelho de Mateus, capítulo 8, versículo 22, essa teria sido a resposta de Jesus ao pedido de um homem que, antes de segui-Lo, gostaria de sepultar seu pai.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não é a única passagem dentro do Evangelho de Mateus em que Jesus parece desafiar o conceito mais tradicional de família. No capítulo 12, versículos 48-50, há outro trecho interessante.

Avisado da presença de sua mãe e de seus irmãos quando falava à multidão, Jesus teria respondido: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?”. Apontando para todos os presentes, completaria: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos”.

Juntando os dois momentos, vê-se Jesus valorizando o indivíduo acima dos grupos e das instituições, ao mesmo tempo em que alarga o conceito de família.

De acordo com Jacob Neusner no livro “A Rabbi Talks with Jesus”, há algumas situações em que Cristo flerta com desafios ao Quarto Mandamento, que comanda honrar pai e mãe. Contardo Calligaris tem posição semelhante e identifica certa confusão naqueles que ligam a valorização da família (em seu conceito estrito) ao Cristianismo — o tema foi alvo de parte de sua palestra na sexta-feira à noite, a que assisti com grande interesse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Interpretações

Talvez sejam interpretações duras com as quais não necessariamente eu concorde. Mas, de certo, há algo pertinente aí: Jesus parecia ser liberal e universalista. Valorizava a vocação e as liberdades individuais, acima de grupos e instituições. O Deus cristão é para todos, não somente o Deus de um povo ou de outro, o que inclusive é uma novidade diante de religiões mais antigas.

Leia Também

Se você conecta os pontos, nota certa contradição nos autoproclamados cristãos nacionalistas. O cristianismo é necessariamente universal. Também não acho que possa haver liberal nacionalista, porque, para um liberal de fato, o indivíduo está acima do Estado-nação.

Eu me defino liberal. Isso tanto na esfera econômica quanto no escopo dos costumes. O liberalismo não é, para mim, apenas uma prescrição de política econômica. Trata-se também de uma filosofia moral e de uma proposta ética que valoriza o indivíduo e suas escolhas acima de grupos específicos (de qualquer natureza) ou do interesse do Estado. Como tal, precisa ser universal, tanto para fronteiras geográficas quanto para humanitárias.

Assim me declaro um liberal/liberal; não liberal com ressalvas. Para mim, dentro da lei, do respeito à rês-pública e da capacidade de também enxergar seus limites a partir da liberdade e do território do outro, vale tudo. Sempre com proteção, é claro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A tentativa deste texto é de ligar a discussão do liberalismo com a necessidade de se ter proteções no portfólio. E, mais especificamente, com qual proteção você deve montar agora.

O encontro

Começamos o dia com a notícia de que Paulo Guedes se encontra hoje com Jair Bolsonaro. Ao que parece, será a conversa para “consertar tudo”, nas palavras do ministro, em referência, claro, à decisão do final da semana passada de impedir o aumento do preço do diesel.

Conforme falei no grupo de Telegram dos assinantes da série Palavra do Estrategista na sexta-feira à tarde, acredito numa resolução para o caso específico. Tomada de forma intempestiva e atabalhoada, a decisão encontraria, cedo ou tarde, alguma solução menos dura à Petrobras.

É curioso como a proposta de selar a paz entre o liberalismo de Guedes e o intervencionismo de Bolsonaro tenha acontecido justamente no Domingo de Ramos. O jumento em que Jesus entra montado em Jerusalém é um símbolo de humildade e pacifismo, em oposição ao cavalo, mais opulento e beligerante.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O problema, para mim, não é tanto a questão em si — de novo, acho que haverá solução melhor para a Petrobras do que aquela com a qual fomos dormir na sexta-feira. E, sim, acho que as ações podem ter aberto uma interessante oportunidade de compra.

Contudo, resgate-se uma fonte de preocupação importante, de origem e essência desse governo: o quanto a conversão liberal do presidente Jair Bolsonaro é, de fato, para valer? Seria ele realmente fiel aos preceitos do liberalismo ou carregaria ainda as raízes intervencionistas do velho Bolsonaro? Conseguimos mesmo abandonar a fé em deuses antigos e registrar-nos no paganismo do livre mercado?

Dificuldades

A dificuldade é grande, porque saímos do modelo desenhado para a Petrobras, já bastante complexo e em si uma cama de Procusto, para modelarmos o homem. E, me desculpem, o homem é “imodelável”.

Não estamos aqui no campo da racionalidade econômica estrita. Não se trata de perguntar quanto o congelamento do preço do diesel anunciado na sexta-feira interfere no modelo de fluxo de caixa descontado para o preço-alvo de Petrobras — ali em torno de 35 reais por ação. O questionamento subjacente e relevante me parece ser: as pessoas mudam?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Claro que uma ou outra coisinha na superfície podemos alterar. Melhora daqui, piora dali, troca seis por meia dúzia em adereços estéticos. Mas e a essência? Podemos mudar a nossa alma?

Não tenho resposta.

Otimismo

No geral, sigo otimista com o momento do ciclo nos mercados brasileiros. Para mim, trata-se mais de uma imposição das condições materiais do que propriamente da convicção pessoal do presidente. Com efeito, era justamente essa a tese do que chamei de “O Segundo Mandato Temer”, em que, a despeito de quem fosse o rosto a compor a foto presidencial junto à faixa diagonal verde e amarela cruzando o peito, necessariamente veríamos o pêndulo político-econômico-social migrando do espectro da esquerda intervencionista para a direita liberal.

Mesmo depois da trapalhada de sexta, reitero o diagnóstico. Contudo, o acontecimento serviu para lembrar-nos do óbvio (tudo é óbvio depois que acontece): este governo é frágil. Seja pelo ímpeto do presidente, seja pela sua falta de convicção, seja pela sua falta de conhecimento em economia (acompanhada de sua pronta capacidade de agir sobre economia sem consultar quem conhece), seja pela resistência do Congresso em aceitar a “nova política” (seja lá o que isso queira dizer), seja pelo temor de que o ministro da Economia, cedo ou tarde, antes ou depois da Previdência, venha a se cansar das destemperadas ingerências políticas ou da relação pitoresca (para usar um eufemismo) com o Congresso — ele próprio parece saber de seu temperamento mercurial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Qual decisão pragmática tomar diante desse contexto?

A resposta parece passar por um portfólio mais líquido, mais diversificado e com mais proteções, ainda que inclinado ao otimismo com ativos de risco.

A ideia é colocar pouco dinheiro (aquele que você topa perder) e saber que, isoladamente, envolve bastante risco (toda opção fora do dinheiro envolve alto risco). Ao mesmo tempo, por mais contraditório que possa parecer, significa importante redução de risco quando considerado dentro de um portfólio com grande posição em Bolsa e em juros longos, conforme temos defendido. A defesa aqui é a mesma de sempre: foco na gestão do portfólio como um todo, no “asset allocation”, não somente neste ou naquele ativo em particular. É justamente a alocação de recursos diligente, diversificada e balanceada que vai gerar uma sólida construção patrimonial no longo prazo. O resto é tentativa irresponsável de ressurreição financeira, em ramos do paganismo charlatão.

Mercados

Mercados iniciam a semana próximos do zero a zero. Há grande expectativa sobre resultado de reunião entre Paulo Guedes e Jair Bolsonaro sobre a questão do aumento do diesel, ao mesmo tempo em que se repercute novo dado abaixo do esperado da atividade doméstica — IBC-Br apontou queda de 0,73 por cento, contra expectativa de recuo de 0,31 por cento. IGP-10, por sua vez, marcou inflação de 1 por cento em abril, acima do 0,87 por cento projetado. Relatório Focus completa a agenda macro brasileira. Nos EUA, sai Empire State Index.

Vencimento de opções sobre ações pode trazer dose adicional de volatilidade ao segmento Bovespa, bem como notícias sobre a tramitação da reforma da Previdência na CCJ.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ibovespa Futuro sobe 0,3 por cento; dólar e juros futuros avançam ligeiramente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
POLÍTICA MONETÁRIA

Selic a 8% ou a 15%? Ex-diretores do Banco Central explicam o dilema que o Brasil terá pela frente

27 de janeiro de 2026 - 18:46

Para Bruno Serra e Rodrigo Azevedo, o país entrou na fase decisiva em que promessas já não bastam: o ajuste fiscal precisará acontecer, de um jeito ou de outro

LENDA DO MERCADO

Dólar a R$ 4,40, ou dívida acima de 80% do PIB: o alerta de Stuhlberger para 2026

27 de janeiro de 2026 - 14:42

Dólar, juros e eleição entram no radar do gestor do lendário fundo Verde para proteger a carteira

POLÍTICA MONETÁRIA

Quando o Copom vai começar a cortar a Selic? O que dizem os economistas que esperam ajuste nesta semana e os que só veem corte em março

27 de janeiro de 2026 - 12:02

A grande maioria dos agentes financeiros espera a manutenção dos 15% nesta semana, mas há grandes nomes que esperam um primeiro ajuste nesta quarta-feira

JATINHOS, FESTAS MILIONÁRIAS E MAIS

A vida de rei vivida por Daniel Vorcaro enquanto o Banco Master crescia às custas do FGC

27 de janeiro de 2026 - 9:01

Enquanto o Banco Master caminhava para o colapso, Daniel Vorcaro manteve uma rotina de luxo que incluiu jatos particulares e uma festa de R$ 15 milhões para sua filha de 15 anos

MÁQUINA DE MILIONÁRIOS

Lotofácil abre semana com novo milionário, mas Dupla Sena paga maior prêmio da noite ao sair pela 1ª vez em 2026

27 de janeiro de 2026 - 7:03

Depois de a Lotofácil e a Dupla Sena terem feitos novos milionários, a Mega Sena tem prêmio estimado em R$ 92 milhões hoje

ESTÁ CHEGANDO A HORA

Temporada de balanços do 4T25 se aproxima: confira as datas das divulgações e teleconferências das principais empresas da B3

27 de janeiro de 2026 - 6:00

As empresas começam a divulgar os resultados na próxima semana e, como “esquenta”, a Vale (VALE3) publica hoje seu relatório de produção e vendas

SEGURANÇA ALIMENTAR

Depois da Nestlé e da Lactalis, mais uma gigante faz recall de fórmula infantil por risco de contaminação

26 de janeiro de 2026 - 14:38

Empresas de laticínios estão recolhendo lotes de fórmulas infantis à medida que cresce a preocupação de contaminação por toxina

VAI TER FOLGA?

Calendário de fevereiro de 2026: Carnaval é feriado? Veja as datas e quem tem direito à folga

26 de janeiro de 2026 - 12:20

Calendário de fevereiro 2026 mostra que o Carnaval não é feriado nacional, mas estados e municípios podem decretar folga para trabalhadores

IMPLOSÃO

Torre Palace: do primeiro hotel de luxo de Brasília à implosão no coração do poder

26 de janeiro de 2026 - 12:08

Primeiro hotel de alto padrão da capital federal, o Torre Palace nasceu como símbolo de sofisticação, mas afundou em disputa familiares 

CORRAM PARA AS COLINAS

Ouro ultrapassa US$ 5.120 e atinge recorde em corrida por proteção; ainda vale investir?

26 de janeiro de 2026 - 12:07

Em 2026, com apenas três semanas, o ouro já acumula valorização de 17%

SE A MODA PEGA

Leis municipais proíbem mais de uma pessoa na mesma moto — e o motivo envolve segurança

26 de janeiro de 2026 - 10:15

Medida vale para Lima e Callao e prevê multas, pontos na carteira e até apreensão do veículo em meio ao estado de emergência no país

NA MIRA DA PF

Banco Master, BRB e bilhões sob suspeita: quem a PF vai ouvir na nova fase da operação que investiga o banco de Daniel Vorcaro

26 de janeiro de 2026 - 9:38

Executivos do Master e do BRB, empresários e ex-dirigentes prestam depoimento à Polícia Federal nesta semana. O que está em jogo?

7 ANOS APÓS BRUMADINHO

Vale (VALE3): extravasamento de água e lama em Minas Gerais atingiu unidade da CSN Mineração (CMIN3), que se mantém funcionando

26 de janeiro de 2026 - 9:12

A estimativa da prefeitura de Congonhas, cidade vizinha também afetada pelo vazamento, é que foram derramados 200 mil m³ de água e lama; incidente ocorreu no aniversário de sete anos do rompimento de barragem em Brumadinho

TECNOLOGIA

IA no sistema financeiro: investimentos recordes e o desafio do Banco Central de regular sem travar a inovação

25 de janeiro de 2026 - 18:02

Avanço da inteligência artificial eleva investimentos e pressiona debate sobre governança, riscos sistêmicos e atuação do Banco Central

NO RADAR DOS ANALISTAS

Preço baixo e retorno alto: por que a XP recomenda a compra deste fundo imobiliário

25 de janeiro de 2026 - 16:45

Fundo imobiliário negocia com 15% de desconto e pode se beneficiar da retomada dos FIIs de tijolo

HÁ TRÊS DÉCADAS

O dia em que um experimento meteorológico quase terminou em guerra nuclear completa 31 anos

25 de janeiro de 2026 - 7:15

25 de janeiro de 1995 por pouco não impediu que o Brasil fosse pentacampeão mundial de futebol, entre outros acontecimentos das últimas três décadas

DO FGC AO BRB

Crise de liquidez, não fraude: a versão de Daniel Vorcaro sobre o colapso do Banco Master — e o impacto para o BRB

24 de janeiro de 2026 - 17:12

Em depoimento à PF, controlador diz que o banco sempre operou ancorado no FGC, com ciência do BC, e que a crise de liquidez começou “quando a regra do jogo mudou”

BOMBOU NO SD

Academia “all-inclusive” da maromba, Lotofácil sem novos milionários, INSS fora do ar e pagamentos atrasados da Fictor: o que bombou nesta semana

24 de janeiro de 2026 - 14:28

Academias de alto padrão e loterias da Caixa Econômica foram destaque no Seu Dinheiro, mas outros assuntos dividiram a atenção dos leitores; veja as matérias mais lidas dos últimos dias

É OBRIGATÓRIO!

Quem não planta, não mora: Cidade condiciona construção de novas casas a manutenção de horta

24 de janeiro de 2026 - 13:45

O “projeto Almere Oosterwold”, nos arredores de Amsterdã, busca uma alternativa ao planejamento urbano tradicional

PIONEIRO DO LOW COST

Fundador da Gol (GOLL54), Constantino Junior morre aos 57 anos

24 de janeiro de 2026 - 13:05

Segundo a imprensa, o empresário estava internado em um hospital da capital paulista e enfrentava um câncer havia alguns anos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar