🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Eduardo Campos

Eduardo Campos

Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.

Crédito Privado

Hit do mercado, debênture incentivada dá susto no investidor

Cotas negativas e rendimentos abaixo do CDI refletem fatores técnicos. Não é motivo para pânico, mas boa oportunidade para reavaliação de risco

Eduardo Campos
Eduardo Campos
1 de novembro de 2019
5:52 - atualizado às 18:20
Obra de insfraestrutura; debêntures de infraestrutura
Imagem: Shutterstock

A dor é o melhor professor, e a dor de perder dinheiro tem sempre que servir para alguma coisa. Parte dos mais de 185 mil cotistas dos fundos de debêntures incentivadas está passando pela experiência de sentir no bolso que retorno passado não é garantia de ganho futuro. Renda fixa varia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos últimos meses, alguns desses fundos, que têm o irresistível apelo da isenção de Imposto de Renda, estão apresentando cota negativa, ou entregando menos que o magro CDI atual. Não manja de debêntures? Veja o que são esses títulos e os cuidados que se deve ter ao avaliar esse interessante mercado.

Antes das explicações, muita calma. Esse segmento do mercado de crédito privado não está passando por problemas de solvência. Não temos empresas quebrando ou deixando de arcar com seus compromissos (salvo um evento).

Temos, sim, um ajuste técnico, envolvendo o preço das debêntures e a liquidez desse mercado. Podemos dizer que esse “ambiente de aprendizado”, pontuado por questões técnicas, é até saudável para os investidores que nunca tinham se aventurado nesse mercado. Seria tóxico se estivéssemos em meio a uma quebradeira generalizada.

"Não é um problema de crédito. O lado dos fundamentos está excelente. A qualidade de crédito das empresas melhorou, acompanhando a economia e a queda de juros", afirma o sócio e economista-chefe da Journey Capital, Victor Candido.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dores do crescimento

Esse mercado de títulos de crédito privado praticamente inexistia alguns anos atrás. Era um nicho no qual só os bancos atuavam em função de benefício fiscal.

Leia Também

Mais recentemente, tivemos a criação das debêntures incentivadas e, junto disso, um movimento de queda dos juros. Dois vetores que estimularam fortemente a emissão de dívida no mercado em detrimento da tradicional tomada de crédito bancário (a redução do BNDES conversa com isso, mas esse assunto fica para outro dia).

Nesses últimos dois a três anos, segundo nos explica o sócio e CIO da TAG Investimentos, Dan Kawa, o mercado vinha em uma “bola de neve positiva”.

O investidor de varejo olhava a rentabilidade passada e a baixa volatilidade e entrava, aumentando a captação dos fundos. Para dar um parâmetro, em 12 meses até setembro, quase 150 mil pessoas chegaram a esse mercado, segundo o Ministério da Economia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Capitalizados, os fundos iam às compras no mercado, que também passou por crescimento de emissões. Com maior demanda, o chamado spread de crédito fechava e a rentabilidade continuava alta. Um adendo ao leitor – o spread de crédito é a diferença entre uma referência, geralmente a taxa real de uma NTN-B, e quanto mais a empresa está pagando para se financiar. Por exemplo, a NTN-B para um determinado prazo está pagando 3% mais IPCA, e a debênture da empresa paga 6% mais IPCA. O spread de crédito é, portanto, a diferença de 6% e 3%.

Virada de ciclo

Só que chegou um momento em que a queda nos spreads de crédito chegou a tal ponto que a relação risco/retorno do crédito privado deixou de ficar atrativa. Algumas emissões estavam praticamente sem prêmio sobre os títulos do Tesouro, que são “risco zero”.

Além disso, vários investidores que tinham debêntures mais antigas foram vender seus papéis no mercado secundário para garantir a polpuda valorização decorrente da queda dos spreads (é a mesma lógica do seu título público, se a taxa cai, o valor nominal do papel sobe).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo Candido, o mercado começou a ficar congestionado, e os preços passaram a refletir essa massiva presença de vendedores. Nos últimos três meses, os spreads começaram a abrir, reduzindo o valor dos ativos, que passaram a ser remarcados a preços mais baixos, algo que se refletiu, também, nas cotas dos fundos. Pegando inclusive o fundo da casa, o Journey Capital Endurance Debêntures Incentivadas.

“Não está entrando dinheiro novo e só aumentando a venda. Essa dinâmica está tendo continuidade e o preço dos papéis sendo marcado para baixo”, explica Candido.

É como se a bola de neve positiva tivesse ficado negativa. Queda nas cotas, resgates dos cotistas, mais venda de papéis pelos fundos que têm de honrar os resgastes, mais abertura de spread, mais queda nas cotas...

Freando o ciclo vicioso

Kawa, da TAG, avalia que não é possível saber até onde esse movimento vai. “Não sei qual será a postura da pessoa física diante disso, como o assessor de investimento vai tratar esse negócio”, pondera.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Artur Cunha, sócio e gestor da Journey, em algum momento os compradores terão de voltar ao mercado para aproveitar as barganhas. Alguns papéis ganharam mais de 20 ou 30 pontos de spread de crédito.

O conselho de Cunha para o investidor tem dois pontos. Primeiro, entender que esse é um produto de investimento em longo prazo. Mesmo com a volatilidade recente, a expectativa é de performance melhor adiante, potencializada pela isenção de imposto. "Da mesma forma que abriu, esses spreads vão fechar. Vai ter ganho e volta a rentabilidade esperada para esse tipo de fundo", diz o gestor.

Do ponto de vista de oportunidade, Cunha avalia que esse é um bom momento, justamente pela subida recente dos spreads.

“Talvez uma forma de ver é comparar com ações. O investidor perdeu dinheiro por ruído de mercado, mas o fundamento é bom. Então, o preço vai corrigir, entregando o rendimento esperado”, explica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como o mercado está saudável, mas o lado técnico pesou contra, Kawa pondera que a decisão de entrar vai depender muito da estratégia de investimento de cada um.

Aqui, além do seu perfil de risco, o investidor tem que levar em conta sua preferência pela liquidez. Apesar de alguns fundos de debêntures terem liquidez em poucos dias, eles não podem ser vistos como "fundos de caixa".

Assim, diz Kawa, fundos com exposição a risco de crédito e liquidez de curto prazo pagando 105% do CDI, por exemplo, não são investimentos muito animadores. Agora, se o investidor aceitar resgates em 90 dias, 180 dias ou mais, o retorno já fica mais atraente, na casa de 180% do CDI.

Com ou sem hedge?

Quem chegou até aqui, já percebeu que o assunto é técnico, com abertura e fechamento de curvas e spreads. Mas tem mais um ponto que temos de observar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os fundos que estão sofrendo com esse movimento técnico do mercado são aqueles “hedgeados”, ou seja, são fundos que se protegem da variação do juro do título do Tesouro (que é referência para a emissão das debêntures) e ficam expostos à variação do spread de crédito.

Os fundos não hedgeados estão expostos às variações das NTN-Bs e do spread. Como o movimento recente da NTN-B foi maior que o do spread, esses fundos seguem com bom desempenho. Em tese, os spreads dos títulos e dos créditos privados deveriam andar juntos, mas o movimento foi tão forte que aconteceu esse descolamento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ALERTA

Conta de luz pode ficar mais salgada? Aneel vê risco “severo” nas tarifas da Light (LIGT3)

10 de março de 2026 - 17:01

Para diretor, disputa tributária envolvendo créditos de ICMS pode pressionar tarifas nos próximos anos; entenda

OS RICAÇOS

Saverin, Esteves e Lemann: Veja a lista dos maiores bilionários do Brasil  

10 de março de 2026 - 16:50

Também fazem parte da lista de bilionários os irmãos Batista e membros da família Salles

WORLD' BILLIONAIRES 2026

Por que Elon Musk está mais perto do trilhão do que de perder a liderança entre bilionários; veja o top 10

10 de março de 2026 - 15:37

Outro ponto que chama atenção no top 10 dos bilionários é o domínio do setor de tecnologia entre os mais ricos do planeta.

DINHEIRO ESQUECIDO

Brasileiros ainda têm mais de R$ 10 bilhões perdidos nos bancos; veja como consultar e resgatar dinheiro esquecido

10 de março de 2026 - 13:53

Cerca de uma em cada quatro pessoas físicas e jurídicas brasileiras têm direto para resgatar dinheiro esquecido nos bancos

INFLAÇÃO DAS FIGURINHAS

Quase mil figurinhas, 48 seleções e pacote mais caro: o que se sabe até agora sobre o álbum da Copa de 2026, o maior e mais custoso da história

10 de março de 2026 - 12:09

Se as estimativas estiverem corretas, o custo do preenchimento do álbum da Copa de 2026 vai passar de R$ 1.000 — isso sem nenhuma figurinha repetida.

COELINHO NÃO VAI PASSAR FOME

Contrariando o que se poderia imaginar, usuários de canetas emagrecedoras estão consumindo mais chocolate, não menos

10 de março de 2026 - 11:41

Enquanto parte dos usuários das canetas emagrecedoras buscam perder peso, eles engordam as vendas da Lindt, afirma empresa

FULECO APOSENTADO

Monotrilho da Linha 17-Ouro vai finalmente chegar ao Aeroporto de Congonhas antes da Copa do Mundo (mas não para a que foi prometido)

10 de março de 2026 - 9:39

Com o Fuleco agora aposentado, mais de 95% da obra da Linha 17-Ouro já está concluída, segundo o Metrô

SÓ DEU ELA

Lotofácil 3631 faz primeiro milionário da semana nas loterias da Caixa; Mega-Sena 2982 pode alcançar R$ 60 milhões hoje

10 de março de 2026 - 6:58

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na segunda-feira (9). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Em contrapartida, os prêmios em jogos aumentaram.

SER OU NÃO SER?

Bets pressionam governo a tratar Polymarket e Kalshi, da bilionária brasileira Luana Lopes, como casas de aposta; entenda o motivo

9 de março de 2026 - 16:04

Bets alegam que a Kalshi e a Polymarket não têm sede nem autorização para atuar no Brasil e pressionam para suas atividades sejam suspensas.

MADE IN BRASIL

O novo celular da Apple, o iPhone 17e, é “made in Brazil” e está disponível para pré-venda

9 de março de 2026 - 15:03

O iPhone 17e já pode ser adquirido e está sendo produzido no interior de São Paulo

METRÔ AQUÁTICO

Projeto da Prefeitura de São Paulo pode começar a transformar a capital paulista em uma Amsterdã

9 de março de 2026 - 12:26

Projeto de transporte hidroviário deverá conectar represas da zona sul de São Paulo aos rios Pinheiros e Tietê

O QUE TRAZES PRA MIM?

Dupla de Páscoa vem aí! Caixa divulga data e prêmio do primeiro sorteio especial de 2026

9 de março de 2026 - 10:27

A Dupla de Páscoa abre o calendário de sorteios especiais das loterias da Caixa, que conta também com a Quina de São João, a Lotofácil da Independência e a Mega da Virada.

CARRO-CHEFE

Vai R$ 60 milhões aí? Mega-Sena tem maior prêmio em jogo da semana (de novo), mas Quina acumulada é o destaque de hoje entre as loterias da Caixa

9 de março de 2026 - 7:02

Como a Mega-Sena só corre amanhã, a Quina e a Dupla Sena são as loterias da Caixa com os maiores prêmios em jogo na noite desta segunda-feira (9); confira os valores em disputa.

BOMBOU NO SD

Imposto de renda 2026 com prazo mais curto, a revanche dos bancões e o ‘cofrinho’ de 140% do CDI do Mercado Pago: veja as mais lidas da semana

8 de março de 2026 - 13:03

O atraso da Receita Federal bombou no Seu Dinheiro na última semana, junto com bancos grandes e pequenos

LOTERIAS

Lotofácil 3630 faz quatro novos milionários, enquanto Mega-Sena e Quina acumulam seus milhões

8 de março de 2026 - 9:57

Camaçari, Rio de Janeiro e Osasco tem novos milionários da Lotofácil; Mega-Sena e Quina acumulam prêmios maiores

A REUNIÃO IDEAL

Fórmula perfeita? Por que Jeff Bezos não usa power point e começa as reuniões com silêncio de 30 minutos

8 de março de 2026 - 9:30

Jeff Bezos não gosta de apresentações e valoriza a opinião dos funcionários, mesmo os mais juniores

FAVORITAS DO MERCADO

Axia (AXIA3) e Vale (VALE3) são as ações ‘queridinhas’ para o mês de março; veja a lista completa

7 de março de 2026 - 17:00

Ranking reúne as ações mais citadas por bancos e corretoras nas carteiras recomendadas do mês

METAIS PRECIOSOS

Ouro termina semana em queda de 3%: o que explica o movimento do metal em meio à tensão no Oriente Médio?

7 de março de 2026 - 16:00

Ouro sobre nesta sexta-feira (6), mas fecha semana no vermelho; entenda o que mexeu com o metal

IMPÉRIO MILIONÁRIO 

Hábitos financeiros: 3 coisas que sabotam sua riqueza, segundo um milionário “self-made”

7 de março de 2026 - 13:45

O melhor símbolo de status para um milionário é uma conta bancária robusta, segundo Brian David Crane

FICOU MAIS CARO

Em meio a guerra entre EUA e Irã, petróleo dispara 35% na semana, maior salto desde 1983

7 de março de 2026 - 11:45

Escalada do conflito no Oriente Médio provoca disparada histórica do petróleo, que ultrapassa os US$ 90; alta impulsiona ações da Petrobras na bolsa

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar