Governo tem déficit de R$ 18,3 bilhões em fevereiro. Previdência responde por R$ 14,2 bilhões
Resultado primário capta movimento sazonal de maior repartição de recursos com Estados e municípios. PEC que mudou orçamento amplia rigidez do Orçamento, segundo Mansueto

O governo central, que reúne Tesouro, Banco Central e Previdência, fechou fevereiro com déficit primário de R$ 18,3 bilhões (receitas menos despesas, sem considerar conta de juros). A Previdência respondeu por R$ 14,2 bilhões, ante R$ 13,7 bilhões um ano antes.
Em fevereiro do ano passado, o déficit foi de R$ 19,2 bilhões. Os déficits são usuais no segundo mês do ano em função do aumento nos repasses a Estados e municípios. Em janeiro, o governo tinha registrado um superávit de R$ 30 bilhões, que chegou a ser comemorado pelo presidente Jair Bolsonaro, no seu “Twitter”, mesmo sendo um resultado pontual.
Em 12 meses, o déficit é de 1,74% do PIB, ou R$ 122,2 bilhões. A meta para o ano é de 1,9%, ou R$ 139 bilhões.
Segundo o secretário do Tesouro, Mansueto de Almeida, o espaço para cortar despesas discricionárias está perto do fim, o que evidencia a urgência na mudança das despesas obrigatórias, como Previdência e subsídios.
"São gastos determinados por lei. Tem pouco que o ministro da Economia ou um técnico pode fazer", disse.
Segundo Mansueto, a despesa discricionária está no menor patamar desde 2008, na casa dos R$ 100 bilhões. Em meados de 2014, essa conta estava ao redor de R$ 190 bilhões.
Leia Também
A melhora no comparativo anual, segundo o Tesouro, reflete um aumento real de 5% na receita, que foi superior ao crescimento de 2,3% das despesas.
Em nota, o Tesouro afirma que os resultados deixam evidente que o processo de ajuste fiscal exigirá, cada vez mais, uma mudança na dinâmica das despesas obrigatórias, em especial, nos gastos com aposentadorias e pensões, bem como com a folha de pessoal.
O déficit da Previdência nos regimes geral e dos funcionários públicos civis e militares está estimado em R$ 314 bilhões neste ano.
“O desafio fiscal está pronto e é significativo”, diz o Tesouro, lembrando que atualmente, o resultado do governo central encontra-se em um patamar 4 pontos percentuais do PIB inferior ao período anterior à crise.
Segundo o Tesouro, o fator que mais explica essa deterioração é o crescimento das despesas públicas, responsáveis por 75% da piora do resultado como proporção do PIB entre 2008 e 2018. As despesas previdenciárias cresceram 2,1 pontos.
“A superação do desafio fiscal passas, necessariamente, por reformas que estabilizem a dinâmica das despesas obrigatórias e que exigem o esforço em conjunto de toda a sociedade brasileiras”, diz o Tesouro.
Carga Tributária
O Tesouro também apresentou a estimativa da Carga Tributária Bruta (CTB) do governo geral para 2018, que compreende governo central, Estados e municípios. Houve um crescimento de 0,97 ponto com esse indicador alcançando 33,6% do PIB no ano passado.
Breve comparativo apresentado pelo Tesouro, mostra que o Brasil possui a segunda maior CTB entre as economias da América Latina e Caribe, perdendo apenas para Cuba. A CTB do Brasil se aproxima a de países como Reino Unido, Israel e Canadá.
“Temos uma carga tributária muito elevada para o nosso nível de desenvolvimento”, disse.
Capacidade de tributar cresce com o nível de renda, explicou Mansueto. Países semelhantes em termos de renda não têm carga de 34% do PIB. O Chile, por exemplo, tem carga de 20%.
Segundo Mansueto, temos carga tributária alta, com dívida alta (77% do PIB) e déficit fiscal alto. "Sem cortar despesa, só aumentando a carga tributária."
PEC
Sobre a PEC que muda o orçamento, Mansueto explicou que a medida aumenta a despesa obrigatória, o que significa que a parcela de despesa discricionária vai diminuir e isso será levado em conta do debate da lei orçamentária anual.
“Isso não é tão problemático porque temos o teto, as despesas terão de seguir o teto. Mas isso não significa que será simples”, disse, complementando que a PEC aumenta o engessamento do Orçamento.
Questionado sobre as avaliações de que a PEC pode colocar em risco o teto, Mansueto falou que o risco maior para o teto continua sendo a não realização da reforma da Previdência, assim como salários do funcionalismo e concursos.
Sobre a parte que tornaria obrigado o pagamento de investimentos orçados, Mansueto disse que essa parte da lei não ficou clara e ainda será regulamentada.
Ainda de acordo com Mansueto, despesa obrigatória, como as emendas parlamentares, seja no âmbito federal, estadual e municípios é calculada pelo empenho. Se ele não é executava se transforma em empoçamento de liquidez. Isso dificulta o gerenciamento do Orçamento, o governo tem de cortar despesas sem poder remanejar onde há obrigação de gastos que não conseguem ser executados.
CORRIDA CONTRA O RELÓGIO
Tem dinheiro esquecido nas bets? Faltam poucas horas para sacar antes do fechamento das plataformas
5 de outubro de 2026 - 14:21NO RETROVISOR
Mega-Sena acumulada se aproxima dos R$ 100 milhões e cola de vez na +Milionária
5 de outubro de 2026 - 7:48ELEIÇÕES 2026
Eleições 2026: como fazer sua ‘colinha’ para votar? Veja a ordem dos candidatos na urna
4 de outubro de 2026 - 11:39LOTERIAS
Lotofácil premia aposta solitária de São Paulo em R$ 1,83 milhão; veja o que aconteceu com a Mega-Sena e outras loterias
4 de outubro de 2026 - 10:21GÁS RENOVADO
Gás do Povo outubro 2026: veja critérios e como receber gás grátis do governo
4 de outubro de 2026 - 5:13O QUE BOMBOU
Chinelo-mule polêmico da Havaianas, o que falta para a Hapvida se recuperar e o fim da greve da Caixa: veja as mais lidas da semana
3 de outubro de 2026 - 17:24VEJA COMO VOTAR
Seu Dinheiro é finalista do Prêmio +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças 2026; veja como votar
3 de outubro de 2026 - 10:00PARA OS ESTUDANTES
Pé-de-Meia outubro 2026: veja quem recebe a sétima parcela e as datas de depósito
3 de outubro de 2026 - 5:08MOMENTO PROMISSOR
Recuperação do setor de shoppings anima BB Investimentos; veja por que Allos (ALOS3) e Multiplan (MULT3) tiveram preços-alvo elevados
2 de outubro de 2026 - 19:00INDECISÃO?
Já não basta bater recorde para a Embraer (EMBJ3)? Entregas do terceiro trimestre dividem JP Morgan e Santander
2 de outubro de 2026 - 16:30DEPOIS DA QUEDA
A mulher por trás da farsa da Theranos quebra o silêncio: o que esperar do documentário que revela sua versão da história?
2 de outubro de 2026 - 14:07BOLA DIVIDIDA
Lotofácil 3794 posiciona 3 ganhadores a meio caminho do primeiro milhão de reais; Mega-Sena 3065 acumula e prêmio aumenta para R$ 82 milhões
2 de outubro de 2026 - 6:28OLHO NO CALENDÁRIO
INSS e BPC/LOAS outubro 2026: veja quando os benefícios serão depositados
2 de outubro de 2026 - 5:07O FUTURO DA BOLSA
Eleições 2026: o que pode levar o Ibovespa aos 248 mil pontos — ou derrubá-lo a 165 mil, segundo a XP
1 de outubro de 2026 - 19:50AÇÃO NO EXTERIOR
Esta fabricante de chips já subiu 476% no ano, e ainda está barata em meio à corrida da IA; veja o que dizem Empiricus e XP sobre a empresa
1 de outubro de 2026 - 16:40O DESAFIO DO PRESIDENTE
Lula ou Flávio? Para Kinea, ambos terão o mesmo desafio e precisarão correr contra o tempo para evitar uma crise
1 de outubro de 2026 - 15:01SEM TETO
Pix por aproximação muda hoje: a nova regra que todo usuário precisa conhecer
1 de outubro de 2026 - 11:01SÓ MUDA O MÉTODO
Entre a simplicidade e a teimosia, Lotofácil 3793 fecha setembro com 2 meio-milionários; +Milionária acumula e prêmio chega a R$ 100 milhões
1 de outubro de 2026 - 7:05A VISÃO DO DONO
Inquilino não paga o aluguel? Veja o que você pode ou não fazer e como evitar que a dívida se torne problema seu
1 de outubro de 2026 - 6:34OS ENDIVIDADOS