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Estoque de participação do não residente chega a 12,74% da dívida interna, maior desde outubro de 2017

Pelo quinto mês seguido, o investidor estrangeiro aumentou sua participação da dívida pública brasileira. Entre janeiro e maio, o estoque subiu em R$ 57,6 bilhões, totalizando R$ 476 bilhões, maior valor nominal desde janeiro de 2016.
Em termos percentuais, esse montante representa 12,74% de um estoque de R$ 3,735 trilhões. Tal participação é maior desde outubro de 2017 (12,8%). Entre 2014 e 2015, a participação rondava os 20%, mas a perda do grau de investimento mudou o padrão.
Os números não saltam aos olhos, mas sugerem uma recuperação depois de um ingresso líquido de apenas R$ 2,08 bilhões em 2018. Entre janeiro e maio do ano passado, o ingresso tinha sido de modestos R$ 11 bilhões.
Os maiores financiadores são os fundos de investimento, com R$ 992 bilhões, ou 26,58% do total. Na sequência estão as instituições de previdência, com R$ 927 bilhões, ou 24,83% do total. Depois temos os bancos, com R$ 821 bilhões (22%).
Segundo o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Luis Felipe Vital, o fluxo positivo indica maior confiança do estrangeiro em relação ao cenário doméstico.
“Esperamos ver fluxos positivos e consistente após a aprovação de reformas em especial a reforma da Previdência”, disse Vital.
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Segundo Vital, maio foi um mês negativo para emergentes em função das discussões sobre a política monetária dos EUA e guerra comercial. Mas o mercado local manteve um tom otimista, captando as expectativas com a tramitação da reforma da Previdência, o que resultou em queda nas taxas de juros.
Dando um exemplo dessa queda, Vital mostrou que a NTN-F de 10 anos começou maio sendo emitida a 9,01% e no fim do período foi vendida a 8,45%.
Esse otimismo, lembrou Vital, continuou agora em junho, resultando em continuidade da queda das taxas de juros. Essa mesma NTN-F, por exemplo, foi emitida a 7,96% em leilão na semana passada.
Agora em junho, o tom positivo do mercado local se somou a uma melhora de percepção externa, onde cresceu a expectativa de corte de juros pelos principais BCs de países desenvolvidos.

O Tesouro também atualiza mensalmente o custo de carregar esses trilhões de dívida. O custo médio acumulado em 12 meses foi de 9,38% em maio, recuando de 9,45% em abril.
Já o custo médio de emissão voltou a cair e marcou 7,13% no mês passado, menor valor da série histórica iniciada em 2010. O custo de emitir uma NTN-B fechou o mês em 10,1%, pouco acima dos 10% de abril. Para dar um parâmetro, no fim de 2015 esse custo passava dos 17%.

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