Menu
2019-04-05T10:43:32-03:00
Estadão Conteúdo
O mundo está mudando

CPFL diz que setor de distribuição se prepara para novas demandas de energia

Presidente da empresa, Gustavo Estrella, disse que o desafio é preparar a estrutura para as alternativas energéticas

30 de janeiro de 2019
18:35 - atualizado às 10:43

O presidente da CPFL, Gustavo Estrella, defendeu que a questão regulatória é o grande desafio hoje para o avanço da geração distribuída (GD) no País. "O arcabouço do setor não está preparado para receber um volume expressivo de GD", disse o executivo, destacando a participação importante dos painéis solares neste segmento, mas não exclusivamente.

Ainda conforme o executivo, o carro elétrico e geração distribuída são tendências muito claras. "O preço do carro elétrico vai baixar e a tendência é de que não em muito tempo vamos ver uma grande quantidade de carros elétricos", disse, durante evento do Credit Suisse, nesta quarta-feira. De acordo com o executivo, a estimativa é de, em 2030, termos já 2 milhões de carros elétricos no país - porcentual ainda pequeno frente à frota estimada hoje entre 40 milhões e 50 milhões.

O executivo disse que o desafio agora para o setor de distribuição de energia é preparar sua estrutura para a nova demanda. "Como que a gente recebe essa carga adicional de energia que é usada de uma forma descentralizada?", disse. De maneira geral, Estrella disse que a rede da CPFL já suportaria o crescimento da demanda projetado em 80% das suas instalações.

O gerente executivo de Estratégia da Petrobras, Rodrigo Costa, apontou o carro elétrico como uma tendência, mas que deve ser bem mais lenta no Brasil do que no restante do mundo. "O País fez uma escolha clara pelo biocombustível. Isso coloca uma escolha bem clara que o País fez em termos de mobilidade. Quando a gente olha esse espaço para veículos elétricos é entre 14% da frota em 2030, 2040, em uma frota total de veículos que pode chegar até a 80 milhões", disse.

Eólica

Estrella defendeu que o segmento renovável de energia eólica não precisa mais de subsídios do governo para se manter competitivo no País. "Fonte eólica não precisa mais de subsídio. Ela já está consolidada. Quanto menos subsídios, mais o mercado tem espaço para agir", defendeu, durante o evento.

De acordo com o executivo, no passado, tais subsídios eram fundamentais para o negócio. "Se você não conseguisse ter uma linha no BNDES para participar de um leilão de renovável, você nem aparecia no leilão. Isso está mudando", disse, defendendo que o preço do serviço deve começar a se encaixar na nova realidade. De acordo com Estrella, quando o governo coloca todos os players do mercado em um lugar e assume que eles têm riscos diferentes, distorções são criadas.

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

CARREIRA

Empiricus lança MBA de Análise de Ações com Estácio e oferece emprego de até R$ 25 mil a melhor aluno

Curso terá diploma de pós-graduação do MEC; programa alia conteúdo acadêmico com a prática de mercado dos profissionais de investimento.

Custo bilionário

Governo prevê a contratação de quase 51 mil servidores no orçamento de 2021

A partir de 2022, o custo anualizado do governo para manter essas novas despesas sobe para R$ 4,5 bilhões.

SÓ ELOGIOS

O bom, o ótimo e a Weg: BofA eleva preço-alvo das ações a R$ 90

Para analistas, empresa tem tudo para manter os resultados em patamares alto, justificando valor de mercado caro

MAIS UMA

Dona da Puket e da Imaginarium quer listar ações na bolsa

Uni.co, controladora das marcas, pretende utilizar recursos para expandir operações e vender participação do fundo Squadra

Desemprego

Brasil perdeu 382,5 mil empresas em 5 anos de saldos negativos, diz IBGE

Em cinco anos de dificuldades e fechamentos de empreendimentos, 2,9 milhões de trabalhadores perderam seus postos de trabalho

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies