🔴 RENDA MÉDIA DE R$ 21 MIL POR MÊS COM 3 CLIQUES – SAIBA COMO

Cotações por TradingView

Juízo ao entrar e muito cuidado ao sair (não se trata de namoro, mas da Bolsa)

A ditadura militar havia acabado, uma Nova República fora instaurada no ano anterior e o governo Sarney empenhava-se para debelar a inflação com o primeiro programa de estabilização monetária de que se tinha notícia. Nada daria errado naquele 1986.

18 de julho de 2019
10:37 - atualizado às 11:00
Sede da B3
Sede da B3 - Imagem: Shutterstock.com

Se você quer ir a Nova York, saiba que terá de percorrer 7.680 quilômetros e desembolsar 3.500 reais. Há 30 anos, a distância era a mesma, mas o bilhete era mais caro. Se o ano não fosse 1986, talvez eu esquecesse o desejo de conhecer a “capital do mundo”, tomasse decisões mais sensatas e nem aprendesse a cantarolar Frank Sinatra: “Start spreading the news/ I am leaving today/ I want to be a part of it/ New York, New York”. Mas não foi assim.

Havia certa euforia no ar. A ditadura militar havia acabado, uma Nova República fora instaurada no ano anterior e o governo Sarney empenhava-se para debelar a inflação com o primeiro programa de estabilização monetária de que se tinha notícia. Nada daria errado naquele 1986. Afinal, lançado em fevereiro, o Plano Cruzado havia gerado um dividendo imediato. Em março, a inflação caiu a um quarto do que era. Em abril, quase desapareceu. Os juros despencaram. O Ibovespa subiu, subiu e subiu. Em algum momento iria parar? Talvez. Mas cair nem pensar...

Com a certeza que só a ignorância nos dá, raspei o tacho. Coloquei na Bolsa cada centavo da reserva das férias e pensei: “É só deixar o tempo passar”.

Não dei a mínima para o cenário que, em pouco tempo, não convencia sequer os mais otimistas. Ignorei a minha própria avaliação de que o congelamento de preços imposto pelo plano do governo e o consequente sumiço de produtos das prateleiras dos supermercados prenunciavam um fiasco.

Algum bom senso e alguma informação sobre o mercado acionário teriam possivelmente evitado prejuízo, frustração e várias correções de rota no mapa das Américas que colei na parede em frente à minha mesa de trabalho.

Mas como estávamos no primeiro trimestre daquele ano e a Bolsa brasileira renovava recordes rumo aos impensáveis 50 mil pontos, eu flertava com o mapa... pensava que algumas horas e 7.680 quilômetros depois era só desembarcar no JFK e cumprir a minha agenda de teatros, cinemas, baladas e, claro, de caminhadas pelo Central Park.

Olho gordo

A animação era tanta que estranhei quando um colega disse: “O Ibovespa emperrou!”. De imediato, pensei: “É inveja, olho gordo”. Que nada! Foram dias seguidos de vendas maciças de ações de estatais — as bambambãs do Ibovespa naquela época —, mas não me abalei. Não dá para dizer o mesmo, porém, sobre a rota das Américas. Rapidamente Nova York ganhou ares de Cancún. Os megaedifícios espelhados que povoavam os meus sonhos deram lugar a palmeiras e céu azul.

Não pense que me agarrei aos mais de 9.000 quilômetros da costa brasileira. Que nada! Mantive o pique de um aventureiro que embarcaria no Alasca rumo aos trópicos.

O Ibovespa emagrecia a cada semana. De repente, por que não Natal, no Rio Grande do Norte? Cabia no bolso. Logo, passou a ser um destino possível. Tudo certo até chegar o “Aviso de Férias”. Assinado o documento, corri para resgatar a aplicação. Eu havia perdido parte do principal investido. E Natal foi para as calendas. Parti para as contas: Porto Seguro ficava ainda melhor no bolso, a “apenas” 1.591 quilômetros de São Paulo e — a preços de hoje — a passagem do interestadual custava quase 90 por cento mais barato que o voo original (que pareceu tão maneiro).

De Viação Águia Branca cheguei a Porto Seguro 28 horas depois do embarque. O retorno para casa merecia alguma alegria. Fiz uma parada no Rio de Janeiro e voltei para casa no Trem Prata, que parou de circular em 1991, foi reativado em 1995 e saiu de linha definitivamente em 1º de dezembro de 1998. Para mim, uma perda inestimável. Eu adorava fazer essa viagem.

Nada de balada

Conheci Nova York antes que o Trem Prata deixasse de rodar. Você ainda se lembra daquela minha agenda de teatros, cinemas, baladas? Não foi cumprida à risca porque o Brasil acostumou-se a tempos bicudos. Os brasileiros também.

A redefinição de rotas das Américas marcou o mapa de vermelho. Durante alguns anos ainda ficou na parede em frente à minha mesa de trabalho e não me deixou esquecer de 1986, tampouco do tombo da Bolsa. O Ibovespa só se reergueria à pontuação semelhante daquele “high” quase oito anos depois, no embalo do Plano Real. Mas aqui já vivi outra história...

Neste mesmo espaço, há dois dias, o estrategista-chefe e CEO da Empiricus, Felipe Miranda, foi tão claro que me animou a te contar a minha não viagem à Nova York. Ele disse que ninguém sabe quando a Bolsa vai subir ou cair. E explicou: “Tenha uma tese, apoiada nos fundamentos e no preço dos ativos, e se agarre a ela. Tudo que podemos fazer, na melhor das hipóteses, é comprar coisas por preços inferiores aos seus verdadeiros valores intrínsecos, na esperança de que A (o preço) vai convergir para B (o valor). A velocidade e a forma de convergência não nos pertence”.

Se você é um dos três leitores da coluna do Felipe, certamente leu, na terça, a explicação e o alerta que ele deu aos incautos ou aos investidores de primeira viagem. Valentes como eu em 1986.

“Os movimentos em Bolsa acontecem aos saltos, de súbito e de maneira não linear. No dia em que você resolver sair das ações, é capaz de amanhecer com uma alta de 10 por cento na sua cabeça. E daí você não pega nunca mais o movimento, porque dificilmente vai ter a frieza de comprar 10 por cento acima do preço que vendeu”, escreveu ele.

Eu não vou esquecer. Você vai?

Mercados

A agenda de indicadores é fraca, mas o mercado está exposto, nesta quinta-feira, à aversão ao risco que já domina os negócios na Europa e pode se estender aos Estados Unidos. Além da desaceleração do crescimento mundial — também reflexo da guerra comercial entre Estados Unidos e China —, resultados decepcionantes de empresas e a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) corte o juro em apenas 0,25 ponto percentual estão no foco dos investidores, sobretudo nas Bolsas americanas, onde os principais índices declinam no mercado futuro.

Por aqui, a Bolsa abre a sessão em leve queda; dólar e juros em leve alta. Hoje é o primeiro dia do recesso parlamentar, mas a política não sai de cena com a comemoração dos 200 dias do governo Bolsonaro. Em cerimônia prevista para as 16h, o governo deve anunciar a liberação de recursos do FGTS — medida que pode servir de consolo para o país, que espera por mais crescimento e melhora na oferta de emprego.

Compartilhe

ESTÁGIO E TRAINEE

Twitter, Vale e Americanas têm processos seletivos abertos para estágio e trainee; veja oportunidades com bolsas-auxílio de até R$ 7 mil

12 de setembro de 2022 - 13:35

Os processos seletivos aceitam candidaturas até outubro, com início previsto a partir de janeiro de 2023

ANOTE NO CALENDÁRIO

Atenção, investidor: Confira como fica o funcionamento da B3 e dos bancos durante o feriado de 7 de setembro

6 de setembro de 2022 - 11:29

Não haverá negociações na bolsa nesta quarta-feira. Isso inclui os mercados de renda variável, renda fixa privada, ETFs de renda fixa e de derivativos listados

7ª RODADA DE CONCESSÕES

Em leilão sem concorrência, espanhola Aena arremata bloco com aeroporto de Congonhas por R$ 2,45 bilhões

18 de agosto de 2022 - 15:26

O ágio da proposta foi de 231,02% sobre o lance mínimo de R$ 740,1 milhões; bloco inclui Congonhas e outros 10 aeroportos

SÉRIE A DA B3

Ibovespa: 2ª prévia confirma três novas ações na carteira a partir de setembro; confira

16 de agosto de 2022 - 9:47

Os papéis da Arezzo CO (ARZZ3), Raízen (RAIZ4) e São Martinho (SMTO3) são confirmados na segunda prévia; JHSF (JHSF3) deve deixar o Ibovespa

Balanço do 2º tri

Cenário difícil para os ativos de risco pesa sobre o balanço da B3 no 2º trimestre; confira os principais números da operadora da bolsa

11 de agosto de 2022 - 19:56

Companhia viu queda nos volumes negociados e também nas principais linhas do balanço, tanto na comparação anual quanto em relação ao trimestre anterior

EM BUSCA DAS BOAS OPORTUNIDADES

Existe vida após o massacre dos IPOs na bolsa? Confira as ações das novatas da B3 que podem ressurgir das cinzas

10 de agosto de 2022 - 6:00

Enquanto boa parte das ações das novatas amarga perdas pesadas, gestores e analistas avaliam que é possível separar o joio do trigo e encontrar ativos de qualidade por um preço baixo; confira as principais apostas

MULHERES EM TECH

B3 lança programa de formação em tecnologia para mulheres; veja como se inscrever

20 de julho de 2022 - 16:10

A instituição financeira oferece 50 vagas, com possibilidade de contratação no final dos cursos; as inscrições vão até 2 de agosto

ESTÁGIO E TRAINEE

Bradesco abre inscrições para o programa de estágio; confira outras vagas com bolsas-auxílio de até R$ 7 mil

18 de julho de 2022 - 12:45

Além do banco, Getnet e B3 também abriram inscrições para os programas de estágio; a maioria dos processos seletivos aceitam inscrições até o final de julho

ANTES DO BALANÇO CHEGAR…

Itaú BBA rebaixa recomendação para B3 (B3SA3) e escolhe a ação de banco favorita para comprar

14 de julho de 2022 - 17:36

A dona da bolsa brasileira deve encarar um período de baixa lucratividade, por isso teve a indicação reduzida para neutra e preço-alvo fixado em R$ 13

CAÇADOR DE TENDÊNCIAS

Oportunidade de lucros de aproximadamente 5% em swing trade com a B3 (B3SA3); confira a recomendação

6 de julho de 2022 - 8:18

Identifiquei uma oportunidade de swing trade – compra dos papéis da B3 (B3SA3). Veja a análise

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies