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2019-10-14T14:31:02-03:00
Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.
Geração desconectada?

Bilionários, Bill Gates e Elon Musk estão decepcionados com a maneira das pessoas pensarem hoje em dia

Fundador da Microsoft resolveu fazer um alerta pelo Twitter que, no mínimo, vai fazer você repensar sobre seus hábitos de informação

14 de junho de 2019
15:28 - atualizado às 14:31
Bill Gates, fundador da Microsoft, e Elon Musk, CEO da Tesla
Bill Gates, fundador da Microsoft, e Elon Musk, CEO da Tesla - Imagem: Shutterstock

Personalidades de sucesso no mundo dos negócios sempre despertam o interesse de quem investe no mercado financeiro. Afinal, a maneira como eles conduziram seu patrimônio é invejável e há muito o que se aprender com seus passos, não é mesmo?

O magnata Bill Gates, fundador da toda poderosa Microsoft, é um daqueles nomes que por onde passa coleciona seguidores. E nesta semana ele resolveu fazer um alerta que, no mínimo, vai fazer você repensar sobre seus hábitos de informação. Segundo ele, as pessoas estão cada vez mais desconectadas da realidade do mundo, e a culpa disso está na forma como as notícias chegam até elas (na maioria das vezes, distorcidas).

Em uma postagem em sua conta no Twitter, Gates usou como exemplo alguns dados interessantes sobre a população dos Estados Unidos. Haviam quatro colunas: a primeira mostrava as causas de morte nos EUA em 2016, lideradas pela doença cardíaca e câncer - que compreendiam quase 60%.

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A coluna seguinte descrevia as pesquisas do Google nos EUA no mesmo ano, e essas mesmas doenças apresentavam resultados diferentes: procuras por câncer correspondiam a 37%, enquanto doença cardíaca levava ínfimos 2%. Na lista também apareciam termos como acidentes de trânsito, derrame, diabetes, pneumonia, suicídio, homicídio e terrorismo.

Mas a grande surpresa estava nas duas últimas colunas da postagem, que mostrava dados sobre a cobertura de dois dos jornais de maior circulação no mundo: o americano The New York Times e o britânico The Guardian. Enquanto o Top 2 de causas de mortes nos EUA ocupavam posições tímidas (câncer com a fatia de 13,5% e doença cardíaca com 2,5%), outros temas como homicídio (22,8%) e terrorismo (35,7%) monopolizavam o noticiário.

A grande crítica de Gates foi exatamente a seleção pouco benéfica de informações que chegam até as pessoas por meio da mídia. Para ele, essa falha é a principal causa da desinformação e dos preconceitos das pessoas.

O tal do medo

O fundador da Microsoft também pareceu frustrado com a maneira que o medo domina nosso pensamento e nossa cobertura de mídia. E nesse tema, ele acabou ganhando um reforço de argumento de mais um dos homens mais ricos do mundo: Elon Musk.

O CEO da Tesla respondeu o tuíte de Gates afirmando que "medo e memes trazem cliques". Traduzindo, a declaração foi mais uma alfinetada no sentido de que, em sua busca por audiência, a mídia apela a recursos extremos na tentativa de atrair a atenção dos leitores.

No meio de tantos alertas, as perguntas que ficam são: qual seria o jeito para reverter esse quadro? Como deixamos de ser atraídos pelo insignificante? Como nos persuadimos a nos concentrar no que é verdadeiramente vital?

Deixo então para você, caro leitor do Seu Dinheiro, fazer uma reflexão sobre esse tema. Deixe nos comentários abaixo a sua opinião a respeito das informações que as pessoas têm recebido ultimamente.

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