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Nicolas Gunkel
Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP) com Nanodegree em Marketing Digital pela Udacity. Foi editor de Redes Sociais e repórter do site Exame, além de repórter no jornal Metro São Paulo.
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Bilionários ficam menos ricos pela primeira vez desde 2015

Segundo o banco UBS, muitos bilionários liquidaram posições para garantir uma parcela maior de seu patrimônio em caixa. Previsão é de que 2019 seja um ano melhor

8 de novembro de 2019
10:28 - atualizado às 12:19
Hong Kong, na China
Hong Kong, na China: segundo país com maior número de bilionários - Imagem: Shutterstock

O ano passado não foi um ano especialmente bom para os bilionários de forma geral. Pelo menos é o que aponta um relatório divulgado pelo UBS e pala PwC nesta sexta-feira.

Segundo levantamento realizado pelas instituições, a riqueza dos bilionários pelo planeta caiu 4,3% (equivalente a 388 bilhões de dólares), em 2018, atingindo a soma de 8.539 trilhões de dólares.

É a primeira vez que esse valor cai desde 2015.

As principais razões, como seria de se esperar, foram as tensões geopolíticas e a volatilidade dos mercados de ações. Receosos com o futuro, muitos investidores se protegeram e liquidaram posições para garantir uma parcela maior de seu patrimônio em caixa.

Entre as preocupações dos peixes grandes, estavam a guerra comercial entre EUA e China, o populismo e a mudança climática.

Varrendo bilionários

O impacto foi sentido principalmente na China, segundo país com maior número de bilionários, e que sofreu com a guerra comercial travada com os Estados Unidos, potência que ocupa a primeira posição no ranking.

Em termos percentuais, as fortunas dos chineses mais ricos, medidas em dólares, diminuíram 12,8% em relação a 2017.

Segundo Josef Stadler, diretor da área de grandes fortunas no UBS, a queda dos mercados acionários chineses e a desvalorização da moeda do país foram diretamente responsáveis pela queda.

No ano passado, o crescimento do PIB chinês foi o menor em três décadas, desaceleração que acabou por tirar o status de bilionário de algumas dúzias de pessoas.

Apesar disso, ressalta Stadler, um novo bilionário surge na China em média a cada 2 ou 3 dias.

Bilionários de tênis

Enquanto o número de ultra-ricos caiu mundo afora, na terra do Tio Sam a história foi outra. Os magnatas das gigantes de tecnologia não só garantiram a permanência dos EUA na primeira posição, como viram suas riquezas aumentarem.

Segundo o UBS, o dado mostra a resiliência da economia americana em momentos de turbulência.

A previsão do banco é de que a fortuna dos bilionários volte a crescer em 2019, embora não em ritmo tão acelerado quanto o recente rali dos mercados de ações possa sugerir.

Se você quer conhecer melhor a história dos maiores bilionários do Brasil e do planeta, vale a pena acompanhar a série Rota do Bilhão, do Seu Dinheiro.

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