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2019-03-25T08:30:34-03:00
Bruna Furlani
Bruna Furlani
Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.
Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.
Para colocar na agenda

Vale, Eletrobras, Gafisa, JBS e outras 4 empresas divulgam balanços nesta semana

Última semana de resultados anuais de 2018 promete ser agitada com grandes empresas do Ibovespa soltando números

25 de março de 2019
7:35 - atualizado às 8:30
A mineradora Vale
Imagem: Shutterstock

Depois de um ano complexo para as empresas com a greve dos caminhoneiros, retomada do crescimento econômico e realização das eleições presidenciais no Brasil, a temporada de balanços com os resultados das companhias em 2018 chega ao fim. Nesta semana, os destaques ficam por conta da Vale, Eletrobras, JBS e da polêmica Gafisa. Além delas, mais quatro empresas apresentam os seus números.

As primeiras a divulgar os seus balanços são a mineradora Vale e a gigante do setor elétrico, a Eletrobras, na quarta-feira (27). Em seguida, saem os resultados da JBS, Bradespar, Gafisa, Sabesp e Taesa na quinta-feira (28). Por último, a Kroton, que é focada na área de educação, apresenta os seus números na sexta-feira (29).

Vale: resultado mais animador?

Após superar as expectativas dos analistas no terceiro trimestre de 2018 ao registrar uma alta de 24,7% no lucro líquido recorrente, os analistas permanecem bem otimistas com a Vale. Segundo os especialistas consultados pela Bloomberg, a estimativa é que a mineradora brasileira registre um lucro líquido recorrente de R$ 10,091 bilhões no último trimestre do ano, ante os R$ 5,929 bilhões de 2017, o que representa um aumento de 70,20%.

Esse indicador (lucro líquido recorrente) é mais usado pelos investidores para avaliar se a empresa teve um bom desempenho, já que exclui do resultado fatores extraordinários do período, tais como a variação cambial e swap da dívida.

No quesito geração de caixa, que é medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), os números também devem acompanhar o movimento de alta no quarto trimestre de 2018. Para os analistas, a expectativa é de um aumento de 33,84% no Ebitda. Com isso, o valor deve saltar de R$ 13,385 bilhões para 17,915 bilhões no último trimestre do ano. 

A receita líquida, por sua vez, deve expandir 25,79% no último trimestre do ano.

Já no acumulado de 2018, a receita líquida também deve sofrer aumento de 26,46% e fechar o ano em R$ 137,253 bilhões. 

O lucro recorrente anual também deve seguir a mesma linha e apresentar crescimento de 16,91% e terminar 2018 em R$ 26,108 bilhões. Nas estimativas dos analistas, em 2018, o Ebitda anual deve encerrar o período em R$ 62,940 bilhões, uma alta de 28,47% ante 2017. 

Eletrobras: boas novas para a gigante do setor elétrico

Ao fechar o ano de 2017 no negativo com um prejuízo de R$ 1,726 bilhão, a Eletrobras mostrou que seria preciso mudar algumas práticas para reverter o prejuízo em lucro. E parece que a estratégia deu certo.

Segundo os analistas entrevistados pela Bloomberg, a estimativa é que a empresa termine o ano com um lucro líquido ajustado de R$ 683,400 milhões, ante o valor negativo de R$ 3,350 bilhões, que registrou um ano antes. 

A geração de caixa anual também deve expandir e terminar o ano em R$ 8,483 bilhões. O valor registrado anteriormente foi de R$ 5,554 bilhões, ou seja, um aumento de 52,74%. 

A receita líquida anual, por sua vez, deve finalizar o ano passado em R$ 39,351 bilhões, um leve crescimento de 3,89%.  

Já os dados do último trimestre do ano passado devem seguir na mesma linha e apresentar expansão. Os analistas entrevistados esperam que a Eletrobras feche o quarto trimestre do ano com lucro líquido ajustado de R$ 17.000 milhões, ante o prejuízo de 491.000 milhões de 2017. 

A geração de caixa no último trimestre de 2018 também deve vir melhor. Na opinião dos especialistas, o Ebitda da empresa deve fechar em R$ 1,323 bilhões, uma alta de 132,92%.

Ao contrário dos demais indicadores, a receita líquida deve cair. A expectativa é que ela termine o quarto trimestre em R$ 7,477 bilhões, ante os R$ 9,229 bilhões. 

JBS: "Devagarzinho"

Depois de anos difíceis para a gigante do setor de produção de alimentos, a JBS deve apresentar números mais interessantes no fechamento do ano de 2018. Mesmo assim, a companhia deve terminar o ano passado com uma queda no lucro líquido ajustado e fechar o período em R$ 1,235 bilhões, ante os R$ 2,111 bilhões de 2017. As estimativas foram feitas por analistas consultados pela Bloomberg. 

Ainda que isso ocorra, a expectativa é que a geração de caixa apresente leve expansão e termine o ano em R$ 14,496 bilhões, uma alta de 8,05%. A receita líquida também seguir a mesma linha e fechar o ano de 2018 em R$ 182,619 bilhões, um crescimento de 11,92%. 

Os dados do último trimestre do ano passado, por sua vez, também devem mostrar certo crescimento. A expectativa é que o lucro líquido ajustado do quarto trimestre do ano passado seja de R$ 1,044 bilhões. Anteriormente, a empresa apresentou um resultado negativo de R$ 451,734 milhões em 2017. 
A receita líquida, por sua vez, deve crescer e passar de R$ 42,734 bilhões em 2017 e terminar o último trimestre do ano passado em R$ 48,578 bilhões, uma alta de 13,67%. 
Já a geração de caixa deve ser menor. Nas estimativas dos analistas, a expectativa é que ela seja de R$ 3,033 bilhões, ante os R$ 3,198 bilhões do último trimestre de 2017. 

Gafisa: uma gestão polêmica e um balanço azedo

Ela ganhou os holofotes do mercado nos últimos tempos e acabou virando símbolo negativo de investimento. Com uma atrapalhada troca de gestão (que por sinal está longe de ter uma solução), a incorporadora Gafisa deve apresentar mais um prejuízo anual em 2018.

Os analistas consultados pela Bloomberg projetam perdas líquidas de R$ 148,950 milhões em 2018, um resultado melhor do que os R$ 486,414 milhões de prejuízo em 2017, mas que não tira a companhia do buraco.

Apesar disso, a geração de caixa medida pelo Ebitda deve fechar o ano passado bem melhor, com saldo positivo de R$ 4,65 milhões. Em 2017, o Ebitda ficou negativo em R$ 249 milhões. Já as receitas líquidas devem encerrar o ano em R$ 933 milhões.

No 4º trimestre, os analistas de mercado esperam prejuízo de R$ 123,3 milhões e Ebitda negativo e R$ 41,233 milhões. Em termos de receita, a empresa deve fechar o período em R$ 198,750 milhões.

Para colocar na agenda

Outras quatro empresas também divulgam seus números nos próximos dias. Preparamos para você um compilado das estimativas de mercado para cada um dos balanços. Apenas não conseguimos obter a expectativa dos analistas com relação a Bradespar porque não foram feitas análises sobre a companhia.

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