Nunca antes na história deste país
O momento que vivemos agora é único e temos uma chance enorme de crescer

Como todo mundo sabe, a corrupção sempre existiu no Brasil. Mas alavancou barbaramente após a redemocratização. Não estou defendendo a ditadura, apenas constatando um fato: naquela época roubava-se menos. Muito menos.
Um general aceitava, duma incorporadora, financiamento de imóvel a longo prazo (cujas parcelas a inflação pagava). Funcionários públicos graduados compravam os últimos modelos de Aero Willys, ou Simca Tufão, também em módicas prestações, que o tempo esfarinhava. Não ia muito além disso.
Vieram Sarney, Collor e sucessores e os agrados se transformaram em roubalheira. Da grossa. Assaltaram os cofres do Tesouro e das estatais. Desviaram fundos dos hospitais públicos, da merenda escolar, da alimentação dos detentos, dos programas sociais.
O Congresso Nacional se prostituiu. ONGs, sindicatos e fundações foram criadas apenas para que se pudesse roubar. Enfim, afanaram a grana quase toda.
Como cada real em propina costuma redundar em gastos inúteis no mínimo cinco vezes maiores, o Tesouro faliu.
Esta última fase (digamos que a quinta onda de Elliot da corrupção) começou com uma singela viagem, custeada pelos cofres públicos, da ministra Benedita da Silva para assistir a cultos evangélicos na Argentina. Seguiu-se o recebimento de propina de R$ 3.000,00 (sim, três mil reais) pelo funcionário dos Correios Mauricio Marinho. Houve o encontro do contraventor Carlinhos Cachoeira com o presidente da Loterj, Waldomiro Diniz, no qual Diniz pediu um cala-boca pra intermediar um negócio.
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Surgiram então os escândalos do Mensalão e do Petrolão, que desaguaram na Lava Jato.
A República de Curitiba revelou aos poucos os pezzonovanti: Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, Antonio Palocci, Marcelo Odebrecht, Renato Duque, Léo Pinheiro e dezenas e mais dezenas de outros. Lula foi posto na cadeia.
Desses episódios emergiu a figura de Jair Bolsonaro.
Na expectativa da não renovação dos mandatos de políticos corruptos, e de melhorar a segurança nas ruas do país, os eleitores aceitaram se submeter a medidas até então amaldiçoadas, tais como a reforma da Previdência, a redução dos direitos trabalhistas, a privatização das estatais.
Embora acusado de machista, no 2º turno o capitão teve mais votos femininos do que seu adversário.
Bolsonaro está com a faca e o queijo na mão. Para melhorar as coisas, não precisará nomear dezenas de milhares de apadrinhados políticos para cargos de confiança.
Parafraseando vocês sabem quem, “nunca antes na história deste país” tivemos tanta chance de crescer. Mesmo porque estamos partindo de um patamar muito baixo, como baixas são a inflação e as taxas de juros.
É hora de investir. E não estou me limitando a aconselhar as pessoas a comprar ações na Bolsa. Isso é o mínimo que devem fazer.
Refiro-me aos empreendedores arregaçarem suas mangas, expandirem seus negócios, contratarem pessoal. Hora de as empresas abrirem o capital através de IPOs. Hora de atrair os gringos de volta.
CHEGOU AO TST
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