Menu
2019-05-10T14:56:29+00:00
quem é o inimigo?

Governo é inábil na conversa com o Congresso, diz presidente da comissão da reforma

Para Marcelo Ramos (PR/AM), não houve derrota para o Palácio do Planalto na reforma administrativa, mas a confusão feita pelo governo pela derrubada de um item resultou em passos para trás no debate

10 de maio de 2019
14:56
Marcelo Ramos previdência
Deputado Marcelo Ramos (PR-AM), presidente da Comissão Especial da reforma da Previdência. - Imagem: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O presidente da comissão especial da reforma da Previdência, Marcelo Ramos (PR/AM), afirmou nesta sexta-feira, 10, que o governo tem sido inábil no trato com o Congresso.

Para ele, não houve derrota para o Palácio do Planalto na reforma administrativa, mas a confusão feita pelo governo pela derrubada de um item resultou em passos para trás no debate. "Hoje o maior inimigo da reforma é o próprio governo", disse.

Segundo o deputado, a reação do governo à retirada do Coaf do Ministério da Justiça, no texto da reforma administrativa, criou conflitos internos dentro de partidos que têm simpatia pela reforma, além de ruídos com o presidente da Casa, Rodrigo Maia.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

"Sabe aqueles jogos de tabuleiro? O governo joga os dados e de vez em quando ele tira 6. Mas quando ele tira 6, ele cai naquela casa: volte 7 casas. Eles sempre conseguem isso", afirmou Ramos.

Resistência

Ele disse que o tamanho do impacto fiscal da proposta será proporcional à resistência dos parlamentares à pressão dos servidores públicos.

"A pressão dos servidores, que praticamente inexistiu na Comissão de Constituição e Justiça, hoje está sendo forte no Congresso", disse o deputado a jornalistas, após participar de evento na Fundação Getulio Vargas (FGV).

Ramos também comentou a questão do abono na reforma e disse que esse será um debate "tenso". No entanto, afirmou que, "se tirar", o impacto fiscal é "muito grande". "Começaria a comprometer", disse.

Para ele, nas condições atuais, há mais chance de o item permanecer na reforma do que ser retirado.

Além disso, o deputado afirmou que não há meio termo para o item da reforma referente ao abono. "Eu não vejo caminho alternativo, e olha que eu gosto de caminhos alternativos", disse.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

De volta aos cofres da União

Caixa deve devolver R$ 3 bi ao governo

Recursos contribuirão para reduzir a dívida pública. A devolução refere-se ao dinheiro recebido pelos bancos durante o governo petista para reforçar seu capital

Pauta avançou no Congresso

Reforma tributária resultará em bom texto mesmo com mudança em comissão, diz Appy

Segundo Bernard Appy, a proposta de reforma tributária pode elevar em 10% o potencial de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em um período de dez anos

governo de lado

Senadores já discutem agenda própria

Em almoço realizado nesta quarta-feira, 22, na residência oficial do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), líderes de bancadas avaliaram que o governo está “sem rumo”

Mais mercado, menos bancos

Crédito total no país é de R$ 9,5 trilhões ou 138% do PIB e governo fica com quase metade disso

Banco Central passa a apresentar dados sobre o crédito ampliado, que além das operações feitas no sistema financeiro, agrega títulos públicos, privados e operações externas

Blog da Angela

Se o risco é alto e a articulação deve ser perfeita, entregue-se ao inimigo…

A Nova Previdência será um passo fundamental para o reequilíbrio das contas públicas no médio e no longo prazo. Não é à toa que a reforma da Previdência é considerada a mãe das reformas estruturais que o Brasil precisa fazer

TUDO QUE VAI MEXER COM SEU DINHEIRO HOJE

Ares agitados: o novo jogo do setor aéreo

Veja os destaques do Seu Dinheiro nesta manhã

Dia de cautela

Exterior negativo pressiona Ibovespa e dólar; mercado analisa cenário político local

O Ibovespa abriu o pregão desta quinta-feira (23) em queda, com os mercados exibindo um tom de prudência em relação à guerra comercial e à cena política doméstica. O dólar opera em alta

Títulos públicos

Veja os preços e as taxas do Tesouro Direto nesta quinta-feira

Confira os preços e taxas de todos os títulos públicos disponíveis para compra e resgate

fim da lua de mel

Otimismo após eleições acaba e confiança do consumidor recua, afirma FGV

Quanto às perspectivas para os meses seguintes, o indicador que mede o otimismo relacionado à evolução da economia foi o que mais contribuiu para a queda da confiança no mês

Duras críticas

‘Setor privado não investe em ditaduras’, afirma Maia

Declarações ocorreram no dia seguinte à discussão pública com o líder do governo na Casa, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), motivada por críticas ao Legislativo

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements