🔴 +30 RECOMENDAÇÕES DE ONDE INVESTIR ESTE MÊS – ACESSE DE GRAÇA

Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Análise SD

Jogou a toalha? Azul (AZUL4) critica plano de recuperação da LATAM e dá a entender que não vai aumentar a proposta

A LATAM pretende injetar mais de US$ 8 bi com as medidas de seu plano de recuperação judicial, cifra superior à proposta pela Azul (AZUL4)

Victor Aguiar
Victor Aguiar
29 de novembro de 2021
13:15 - atualizado às 18:29
Azul Linhas Aéreas AZUL4
Imagem: Shutterstock

Não é segredo para ninguém que a Azul (AZUL4) queria botar as asinhas para fora: a empresa suportou bem os desafios da pandemia e estava de olho numa possível compra da LATAM — o grupo chileno, mais endividado e exposto à aviação internacional, foi atingido em cheio pela Covid e entrou com um pedido de recuperação judicial ainda em 2020. Só que o sonho de voos altos da aérea brasileira via fusão parece perto do cancelamento.

A Azul fez o dever de casa: abordou os credores da LATAM, desenhou um projeto de junção das operações e colocou dinheiro na mesa. Só que, neste fim de semana, a empresa chilena finalmente apresentou seu plano de recuperação judicial — e o documento prevê uma injeção de dinheiro bem superior à proposta pelos brasileiros.

Indo aos números: a Azul planejava que, através de uma fusão com a LATAM, conseguiria disponibilizar até US$ 5 bilhões em dinheiro novo através de ações já acertadas com alguns dos credores. O grupo chileno, no entanto, diz que pretende levantar mais US$ 8 bilhões, num misto de novos financiamentos de longo prazo e emissão de papéis e títulos de dívida conversíveis em ações.

Não é preciso ser um grande gênio da contabilidade para entender que, para os credores, o plano de recuperação da LATAM parece mais vantajoso que a proposta feita pela Azul: afinal, quanto mais recursos, menores as chances de um calote. A própria empresa brasileira reconhece isso — mas ainda tenta uma última cartada.

Azul e LATAM: xadrez nos ares

"O valor da empresa no plano apresentado pela LATAM é maior do que a Azul acredita ser razoável, especialmente tendo em vista as contínuas incertezas no setor, especialmente nos mercados internacionais de longa distância", escreveu a empresa brasileira, em comunicado enviado à CVM.

Há dois pontos a serem absorvidos dessa frase. Em primeiro lugar, a Azul dá a entender que não pretende elevar sua proposta, já que as cifras envolvidas na recuperação da LATAM estão acima do razoável. Em segundo, a empresa brasileira tenta tirar a credibilidade do plano, trazendo os credores para o seu lado.

Leia Também

E isso porque o plano apresentado neste fim de semana pela LATAM ainda precisa ser aprovado pela Justiça americana e, posteriormente, em assembleia de credores que deve ocorrer apenas em março de 2022, se tudo der certo. Então, há tempo útil para uma movimentação de bastidores.

O grupo chileno diz ter recebido o sinal verde de 70% dos credores sem garantia, cerca de 48% dos detentores dos títulos de dívida com vencimentos em 2024 e 2026, e quase 50% dos atuais acionistas. A Azul, por outro lado, afirma que costurou acordos com "alguns membros do grupo sem garantia", sem citar uma porcentagem específica.

A Azul também reforça que uma eventual fusão traria inúmeros ganhos de sinergia para os acionistas da LATAM — ganhos estes que superariam em US$ 4 bilhões o valor de mercado previsto pelos chilenos no plano de recuperação. É um apelo à visão de longo prazo dos credores.

Os planos de voo

LATAM

  • Valor total: US$ 8,19 bilhões;
  • Estrutura: US$ 800 milhões em ações, US$ 4,64 bilhões em títulos de dívida conversíveis em ações, divididos em três classes; US$ 500 milhões em crédito bancário; e US$ 2,25 bilhões em refinanciamentos;
  • Diluição dos atuais acionistas: cerca de 90%;
  • Governança: cinco membros a serem indicados pelos credores e outros quatro pelos atuais acionistas;
  • Se tudo der certo: dívida de US$ 7,26 bilhões (corte de 30% em relação ao nível do terceiro trimestre de 2021) e liquidez de US$ 2,67 bilhões.

Azul

  • Valor total: US$ 5 bilhões;
  • Estrutura: não revelada;
  • Governança: a empresa combinada seria compartilhada entre os acionistas da Azul, os credores da LATAM que receberiam compensação em ações e os participantes do novo capital. O conselho de administração seria composto por membros independentes.
  • Ganhos de sinergia: US$ 4 bilhões em valor incremental acima do previsto no plano da LATAM.

LATAM e Azul (AZUL4): reação nas bolsas

Os investidores reagiram de maneira negativa ao plano apresentado pela LATAM: as ações da empresa na bolsa de Santiago (LTM) recuam quase 40% nesta segunda-feira (29), a 580 pesos. Nos EUA, os ADRs (LTMAQ) têm desempenho semelhante e são negociados a US$ 0,75 — no começo de 2020, os papéis valiam US$ 10,00.

Desempenho das ações da LATAM (LTM) na bolsa de Santiago desde o começo de 2021

Muito dessa reação negativa se deve à perspectiva de forte diluição dos atuais acionistas caso o plano aprovado pela LATAM vá adiante; além disso, há o risco de credores e eventuais interessados na compra da companhia — inclusive a Azul — apresentarem propostas alternativas, o que atrasaria ainda mais a reestruturação do grupo chileno.

A LATAM não tem BDRs negociados na B3; mas, por aqui, é possível ver a reação dos investidores ao noticiário intenso através do comportamento dos ativos da Azul (AZUL4) — e, em linhas gerais, o mercado não se mostrou contrariado com o possível revés da companhia brasileira.

As ações AZUL4 fecharam em alta de 1,07%, a R$ 23,55; é verdade que, na última sexta-feira (26), os papéis tiveram perdas de mais de 10% em meio às preocupações com a variante ômicron da Covid-19, o que limita eventuais baixas hoje.

Gráfico de linha mostrando o comportamento das ações PN da Azul (AZUL4) desde o começo de 2021
As ações AZUL4 caíram forte na última sexta-feira e foram às mínimas do ano; hoje, recuperam uma pequena parte do terreno perdido

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SEXTOU COM O RUY

Multiplicação histórica: pequenas empresas da bolsa estão prestes a abrir janela de oportunidade

9 de maio de 2025 - 6:03

Os ativos brasileiros já têm se valorizado nas últimas semanas, ajudados pelo tarifaço de Trump e pelas perspectivas mais positivas envolvendo o ciclo eleitoral local — e a chance de queda da Selic aumenta ainda mais esse potencial de valorização

BALANÇO NAS ALTURAS

Itaú (ITUB4) tem lucro quase 14% maior, a R$ 11,1 bilhões, e mantém rentabilidade em alta no 1T25

8 de maio de 2025 - 18:51

Do lado da rentabilidade, o retorno sobre o patrimônio líquido médio atingiu a marca de 22,5% no primeiro trimestre; veja os destaques

COM PÉ DIREITO

Bradesco (BBDC4) salta 15% na B3 com balanço mais forte que o esperado, mas CEO não vê “surpresas arrebatadoras” daqui para frente. Vale a pena comprar as ações do banco?

8 de maio de 2025 - 11:35

Além da surpresa com rentabilidade e lucro, o principal destaque positivo do balanço veio da margem líquida — em especial, o resultado com clientes. É hora de colocar BBDC4 na carteira?

DINHEIRO NO BOLSO

Muito acima da Selic: 6 empresas pagam dividendos maiores do que os juros de 14,75% — e uma delas bateu um rendimento de 76% no último ano 

8 de maio de 2025 - 11:21

É difícil competir com a renda fixa quando a Selic está pagando 14,75% ao ano, mas algumas empresas conseguem se diferenciar com suas distribuições de lucros

UM BRINDE!

Ambev (ABEV3) tem lucro estável no 1º trimestre e anuncia R$ 2 bilhões em dividendos; ações saltam na B3

8 de maio de 2025 - 10:36

Lucro no 1T25 foi de R$ 3,8 bilhões, praticamente estável na comparação anual e em linha com o consenso de mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Não há escapatória: Ibovespa reage a balanços e Super Quarta enquanto espera detalhes de acordo propalado por Trump

8 de maio de 2025 - 8:30

Investidores reagem positivamente a anúncio feito por Trump de que vai anunciar hoje o primeiro acordo no âmbito de sua guerra comercial

ALTAS EXPECTATIVAS

Itaú Unibanco (ITUB4) será capaz de manter o fôlego no 1T25 ou os resultados fortes começarão a fraquejar? O que esperar do balanço do bancão 

8 de maio de 2025 - 7:04

O resultado do maior banco privado do país está marcado para sair nesta quinta-feira (8), após o fechamento dos mercados; confira as expectativas dos analistas

RESULTADO DO BANCÃO

Mesmo com apetite ao risco menor, Bradesco (BBDC4) supera expectativas e vê lucro crescer quase 40% no 1T25, a R$ 5,9 bilhões

7 de maio de 2025 - 18:49

Além do aumento na lucratividade, o banco também apresentou avanços na rentabilidade, com inadimplência e provisões contidas; veja os destaques

TÁ DIFÍCIL

Endividada e frágil: Azul (AZUL4) tem nota de crédito nacional e internacional rebaixada pela Fitch; entenda

7 de maio de 2025 - 13:21

O motivo é simples: nota reflete baixa flexibilidade financeira da Azul, que continua enfrentando dificuldades para acessar crédito enquanto negocia com credores

REJEIÇÃO À OPA

Conselho de administração da Mobly (MBLY3) recomenda que acionistas não aceitem OPA dos fundadores da Tok&Stok

7 de maio de 2025 - 12:25

Conselheiros dizem que oferta não atende aos melhores interesses da companhia; apesar de queda da ação no ano, ela ainda é negociada a um preço superior ao ofertado, o que de fato não justifica a adesão do acionista individual à OPA

COM PRESSÃO ALTA

Balanço fraco da RD Saúde (RADL3) derruba ações e aumenta pressão sobre rede de farmácias. Vale a pena comprar na queda? 

7 de maio de 2025 - 12:05

Apesar das expectativas mais baixas para o trimestre, os resultados fracos da RD Saúde decepcionaram o mercado, intensificando a pressão sobre as ações

CONTEÚDO EMPIRICUS

Analista revela 5 ações para buscar dividendos em maio diante de perspectiva de virada no mercado

7 de maio de 2025 - 12:01

Carteira gratuita de dividendos da Empiricus seleciona papéis com bom potencial de retorno em maio

DE CABEÇA NAS CRIPTOS

Méliuz (CASH3): assembleia não consegue quórum mínimo para aprovar investimento pesado em bitcoin (BTC)

6 de maio de 2025 - 19:11

Apesar do revés, a companhia fará uma segunda convocação, no dia 15 de maio, quando não há necessidade de quórum mínimo, apenas da aprovação das pautas de 50% + 1 dos acionistas.

BALDE DE ÁGUA FRIA?

Balanço da BB Seguridade (BBSE3) desagrada e ações caem forte na B3. O que frustrou o mercado no 1T25 (e o que fazer com os papéis agora)?

6 de maio de 2025 - 13:07

Avaliação dos analistas é que o resultado do trimestre foi negativo, pressionado pela lucratividade abaixo das expectativas; veja os destaques do balanço

OS DESTAQUES DO BALANÇO

Rafael Ferri vai virar o jogo para o Pão de Açúcar (PCAR3)? Ação desaba 21% após balanço do 1T25 e CEO coloca esperanças no novo conselho

6 de maio de 2025 - 11:58

Em conferência com os analistas após os resultados, o CEO Marcelo Pimentel disse confiar no conselho eleito na véspera para ajudar a empresa a se recuperar

DESTAQUES DA BOLSA

É recorde: Ações da Brava Energia (BRAV3) lideram altas do Ibovespa com novo salto de produção em abril. O que está por trás da performance?

6 de maio de 2025 - 10:49

A companhia informou na noite passada que atingiu um novo pico de produção em abril, com um aumento de 15% em relação ao volume visto em março

ONDE INVESTIR

Onde investir em maio: Petrobras (PETR4), Cosan (CSAN3), AT&T (ATTB34) e mais opções em ações, dividendos, FIIs e BDRs

5 de maio de 2025 - 17:32

Em novo episódio da série, analistas da Empiricus Research e do BTG Pactual compartilham recomendações de olho nos resultados da temporada de balanços e no cenário internacional

SOL ENTRE NUVENS

Não convenceu? Gol (GOLL4) tem receita líquida preliminar de R$ 5,6 bilhões no 1T25 e ação cai mais de 3%; saiba o que esperar da aérea

5 de maio de 2025 - 13:27

Os resultados preliminares servem como a versão revisada do plano de reestruturação da companhia nos EUA, um passo importante para o fim do Chapter 11

NO CORRE

3G, de Lemann, compra marca de tênis Skechers por US$ 9,4 bilhões, e ações disparam 

5 de maio de 2025 - 11:00

Após a conclusão do negócio, a Skechers se tornará uma empresa de capital fechado, pondo fim a quase três décadas de ações negociadas em bolsa

DINHEIRO NA MÃO

Veja as empresas que pagam dividendos e juros sobre capital próprio nesta semana

5 de maio de 2025 - 8:39

Magalu, Santander, Fleury e mais 15 empresas pagam proventos nos próximos dias; confira o calendário

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar