Casa Branca diz que investiga preços de carne e se JBS (JBSS32) e Marfrig (MBRF3) fazem parte de cartel nos EUA
De acordo com o conselheiro da Casa Branca, o nível de concentração das quatro maiores companhias reduz a concorrência e cria condições para a formação de preços

Os frigoríficos brasileiros voltaram ao centro das investigações nos Estados Unidos. JBS e Marfrig, por meio de sua subsidiária National Beef, estão sendo investigadas por formação de cartel.
O conselheiro econômico da Casa Branca, Peter Navarro, afirmou nesta segunda-feira (27) que o governo norte-americano está investigando os altos preços da carne bovina, de porco e frango no país, alegando que quatro grandes empresas — Cargill, JBS, Tyson Foods e National Beef, marca da Marfrig e subsidiária da MBRF — operam como um cartel no setor.
Em entrevista à Fox Business, Navarro disse que essas empresas — duas delas brasileiras — controlam as cadeias de produção, pois elas “coletam dados de indivíduos e fazem um monopólio dos preços”.
De acordo com o conselheiro, o nível de concentração dessas companhias reduz a concorrência e cria condições para a formação de preços que prejudicam tanto os pecuaristas norte-americanos quanto os consumidores. “O Departamento de Justiça (DoJ, na sigla em inglês) está de olho nisso”, acrescentou.
O DoJ anunciou em novembro de 2025 uma investigação contra grandes frigoríficos que atuam nos Estados Unidos.
Por volta das 13h40 (horário de Brasília), o BDR da JBS (JBSS32) recuava 2% na bolsa de valores brasileira (B3).
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Os pecuaristas norte-americanos criticam Trump desde outubro, depois do presidente sugerir que o país importe mais carne bovina da Argentina. Pouco antes disso, Trump havia pedido para que os pecuaristas reduzissem seus preços para incentivar os consumidores americanos a comprar sua carne.
A JBS e o sonho americano
Já a JBS está avançando cada vez mais no território norte-americano.
A empresa está amadurecendo seus procedimentos internos e pode se tornar uma candidata a novos patamares nos EUA, acredita o BTG. Ela pode ser elegível a entrar em grandes índices do mercado acionário, que reúnem empresas com certas características e são acompanhados de perto pelos investidores.
Isso pode fazer a ação se valorizar e ter mais liquidez, já que há fundos e investidores que compram apenas ações por meio de carteiras de índices. Também é o caso de ETFs que seguem essas carteiras teóricas.
Claro, o ápice seria entrar na carteira do índice S&P 500, que reúne as cerca de 500 empresas de maior valor de mercado do mercado norte-americano e concentra 80% de todo o valor de mercado do país. Seria o equivalente ao nosso Ibovespa, o mais importante da B3.
Não só isso traria credibilidade à companhia, mas elevaria a ação a novos valores. A estimativa do banco é que a entrada nesse índice pode elevar o fluxo para a ação em US$ 3 bilhões.
Com Money Times
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