🔴 TRÊS AÇÕES LIGADAS À IA PODEM DOBRAR NOS PRÓXIMOS MESES – CONHEÇA AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar e… Cosan (CSAN3): como lidar com despedidas — e ainda ganhar dinheiro com elas

Depois de passar por uma fase bastante difícil “na carreira”, a Cosan ainda tem muito valor a destravar no período que antecede sua retirada dos gramados — mas atenção à volatilidade

Logo da Cosan CSAN3 com gráfico de ações
Imagem: Shutterstock

Independentemente de sua nacionalidade ou seleção de futebol para a qual você torça, o mundial da Fifa de 2026 oferecerá a todos nós a última chance de testemunhar Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar em uma Copa do Mundo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar de já sentir uma certa saudade, nos resta saber apreciar aquela que deve ser a última dança de três dos maiores ícones do esporte mais popular do mundo.

Outro ícone que começou a se despedir — da Bolsa, neste caso — é a Cosan (CSAN3), mas não se assuste, porque isso pode ser boa notícia para os acionistas.

A última dança de Cosan

Na teleconferência de resultados do primeiro trimestre, o CEO Marcelo Martins disse ser “bastante razoável” assumir que a Cosan deixaria de existir em um horizonte de 3 a 5 anos. Para entender o motivo, precisamos voltar alguns anos para compreender como a companhia chegou nesta situação.

A história pós-IPO da Cosan é marcada por dois períodos bastante distintos. O primeiro, a partir de 2007, iniciou o processo de expansão e diversificação com os investimentos na Rumo, Radar, Esso (que depois viraria Shell/Raízen), Comgás (que depois seria absorvida pela Compass) e, por fim, a compra de ações da Vale.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A estratégia era relativamente simples: levantar capital através de dividendos das subsidiárias ou captação de dívidas e comprar participações em novas empresas, aumentando cada vez mais o conglomerado.

Leia Também

DÉCIMO ANDAR

O Casamento Vermelho dos mercados: o que fazer com os fundos imobiliários (FIIs) depois das urnas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O preço da oportunidade: bolsa em queda, dólar em alta e leilões de imóveis antes do feriado

Aqui vale um esclarecimento importante: na condição de uma holding que toma decisões “arriscadas” de investimento, se faz necessário um desconto para os ativos detidos (desconto de holding) que reflita a possibilidade de eventuais erros na alocação de capital. Essa estratégia deu bastante certo até o início desta década, quando entramos em um ciclo de forte aperto da Selic.

Fonte: Banco Central

A combinação de alto endividamento, juros elevados e um ciclo pesado de capex, especialmente em Rumo e Raízen, já seriam muito ruins para o negócio. Mas ainda tivemos queimadas de canaviais que atrapalharam bastante a produtividade da cana-de-açúcar, um aporte bilionário na Vale em um timing desfavorável, investimentos em etanol de segunda geração com retornos muito baixos, aumento de competição de grupos sonegadores no segmento de distribuição de combustíveis e um incêndio que destruiu a maior planta de lubrificantes da Moove.

A tempestade perfeita acabou de vez com as ambições da Cosan de continuar crescendo. Os dividendos das subsidiárias já não cobriam mais os juros da dívida e a solução foi começar a vender ativos, ainda que em um timing desfavorável.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Aqui vale uma observação importante: a solução para os problemas da Cosan passa pela venda de ativos, o que significa que daqui em diante testemunharemos um encolhimento da holding até o momento em que ela não terá mais razão de existir.

Mas por que investir nesse negócio, se ele deixará de existir?

Primeiro porque a Cosan negocia atualmente com um desconto de quase 30% para o valor de suas participações. Mas em um contexto de redução do conglomerado e venda de participações, esse desconto deveria reduzir drasticamente, dado o baixo risco de alocação de capital — eventualmente, podemos até ver participações da Cosan sendo vendidas com um prêmio de controle para o preço de tela, o que ajudaria a reduzir ainda mais a percepção de necessidade de desconto de holding.

O segundo motivo para investir em Cosan é que suas próprias subsidiárias estão negociando por preços bem abaixo do que entendemos serem seus preços justos.

Por exemplo, na quarta-feira (17) a Compass foi iniciada por cinco bancos de investimento com recomendação de compra por todos e preço-alvo entre R$ 34 e R$ 38, cerca de 45% de upside para os preços atuais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As ações da Rumo negociam por volta de R$ 12,50, enquanto a média dos preços-alvo para os papéis é de R$ 20 (potencial de 60%). Os resultados da Moove devem continuar melhorando pós-incêndio, o que também implicará em um valuation mais alto do que o mercado considera hoje (pelo menos, 10% em nossas contas). Com esses três ajustes, o valor justo de Cosan deveria subir para perto de R$ 7,50.

Outra surpresa positiva pode vir da gestora de terras Radar, e o anúncio desta semana apenas reforça esse ponto: venda de 12% do portfólio por R$ 1,85 bilhão (R$ 586 milhões referentes à participação da Cosan). O desconto de apenas 10% para o que a própria Cosan dizia ser o valor justo afasta receios de que as terras estivessem “sobreavaliadas”.

Esboçando reação, mas é preciso ter exposição pequena

Além de a venda reforçar que a companhia está no caminho certo, a forte alta de 6% de CSAN3 na quarta-feira (mesmo com a Bolsa caindo) dá um gostinho do que deve ser a dinâmica dos papéis daqui para frente, com cada venda de participação/ativo sendo associada a uma redução da alavancagem e do desconto de holding, com consequente valorização dos papéis.

Não será uma trajetória fácil e os papéis devem continuar muito voláteis, sendo imprescindível que o investidor tenha uma exposição pequena do portfólio a esta tese.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas depois de passar por uma fase bastante difícil “na carreira”, a Cosan ainda tem muito valor a destravar no período que antecede sua retirada dos gramados.

Por esse motivo, CSAN3 faz parte das séries Empiricus Ações e Oportunidades de Uma Vida. Com o Empiricus+ você tem acesso a essas e diversas outras carteiras pelo preço de uma só. Confira mais detalhes aqui.

Um abraço e até a próxima,

Ruy

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Ressaca no mercado de ações. 27 de outubro de 2026 - 8:59

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Não precisa ser assim: Ibovespa junta os cacos da ressaca eleitoral

27 de outubro de 2026 - 8:59
Imagem com a bandeira do Brasil ao fundo e um gráfico vermelho com números e uma seta apontando para baixo representando a queda do ibovespa 27 de outubro de 2026 - 7:10

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

O choque passou pela bolsa, mas o veredito virá do fiscal

27 de outubro de 2026 - 7:10
Lula aparece do lado esquerdo em uma montagem. Do lado direito, Flávio Bolsonaro. 26 de outubro de 2026 - 8:21
weg wege3 ações balanço 23 de outubro de 2026 - 6:03
Imagem da palavra SELIC seguida do símbolo de porcentagem e uma moeda de R$ 1 21 de outubro de 2026 - 20:00

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Na média, continua tudo meio igual

21 de outubro de 2026 - 20:00
21 de outubro de 2026 - 8:44
Fundo de céu claro com bandeira da França com rachadura no meio 20 de outubro de 2026 - 7:33
19 de outubro de 2026 - 8:28
19 de outubro de 2026 - 6:45

VISÃO DE DONO

Antes de abrir uma empresa, experimente um estágio de dono

19 de outubro de 2026 - 6:45
Touro e urso nos mercados financeiros 16 de outubro de 2026 - 7:05
Fantasma segurando um contrato rasgado, com casas e prédios ao fundo. 15 de outubro de 2026 - 8:35
Robert E. Hall e Michael Woodford Ill, vencedores do Nobel de Economia de 2026. Foto: Ilustração de Niklas Elmehed para a Fundação Nobel 14 de outubro de 2026 - 19:45

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: O empurrão que faltava para o Novo Keynesianismo

14 de outubro de 2026 - 19:45
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar