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Oslo é o destino para quem quer fugir da obviedade de roteiros europeus como Paris, Londres ou Roma; a capital da Noruega une a tradição viking à modernidade — e ainda conta com um restaurante Michelin três estrelas e sua própria “Monalisa”
Depois do A-ha, a Noruega ganhou o mundo. Emblema da era MTV, o single “Take on Me”, de 1985, foi sucesso de Osaka a Osasco, levando a voz, a guitarra e os teclados do trio de Oslo ao panteão do pop global. No entanto, nem mesmo tal sucesso foi o bastante para colocar o país escandinavo no hype do turismo internacional. Hoje, quatro décadas depois, essa é justamente sua graça: um destino altamente recomendável a quem quer sair das capitais europeias óbvias, inundadas pelo overtourism.
Fosse um sucesso da mesma era do A-ha, Oslo seria "Enjoy the Silence", do Depeche Mode: o silêncio é, afinal, a primeira coisa que chama atenção ao chegar na cidade. Em bares e restaurantes, não há música alta. A frota de carros e ônibus é quase 100% elétrica. Os noruegueses se deslocam de bicicleta ou patinete pelas ruas. E falam baixo: nenhum vendedor tenta conquistar clientes no grito.
A sensação é a de desembarcar em outro mundo. E a tecnologia, presente em cada esquina, ajuda nisso: os hotéis, por exemplo, contam com pouquíssimos ou nenhum funcionário. Já o aluguel de carros, bicicletas, patinetes e a compra de passeios é, em sua maioria, via aplicativos e assistentes virtuais. Tudo é rápido, prático e bastante seguro.
As ruas são limpas. O vaivém de pedestres, ciclistas e carros é organizado. Os motoristas param imediatamente ao menor sinal de que alguém pretende mudar de calçada. É esse respeito às regras de trânsito, aliás, que livra muitos turistas de acidentes com os patinetes rápidos demais disponíveis por toda a capital norueguesa. Se resolver alugar um, a dica é menos "Take on Me" e mais "take it slow".
A Noruega é famosa pelos fiordes, deslumbrantes entradas estreitas e profundas de mar, cercadas por altas montanhas rochosas formadas pela erosão glacial — o país tem mais de 1.700 deles, a maioria localizada na costa oeste.
Nærøyfjord e o Geirangerfjord, a cerca de 7h de carro de Oslo, são os mais famosos. Situados nas proximidades das cidades de Bergen e Alesund, ambos são Patrimônio Mundial da Unesco. Mais próximo, a 6h de estrada da capital, Sognefjord completa a tríade de fiordes com paisagens majestosas e profundos braços de mar entre as montanhas.
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Mesmo em viagens mais curtas, restritas à região de Oslo, porém, também é possível conhecer os fiordes. A capital norueguesa oferece os mais diversos tipos de embarcações que levam turistas bem próximos a eles em viagens de cerca de duas horas pelas águas cristalinas do Mar do Norte.
É possível até escolher o tipo de barco para o passeio: do mais viking style — com champagne à bordo garantido — até embarcações de dois andares fechadas por vidros para quem quiser escapar do vento gelado.
Além dos fiordes, a viagem para Oslo não está completa sem uma visita aos museus. E o mais famoso deles é o Munch. Inaugurado em 1963 para expor as obras doadas por Edvard Munch em seu testamento, a coleção do museu conta com mais da metade das pinturas do artista norueguês.

Edvard Munch doou a Oslo mais de 1.000 pinturas e 15.000 desenhos, além de grande parte de sua coleção de obras pertencentes a outros artistas. Uma das peças principais do museu é o "O grito" (1893) — que guarda uma surpresa, aliás, a quem for ver de perto um dos quadros mais famosos do mundo.
Mas aqui vai um alerta: muitos visitantes se decepcionam por não conseguir ver todas as versões de “O grito” no Munch porque uma delas se encontra na Galeria Nacional, a 26 minutos do museu. Contudo, lá também é possível admirar as obras de El Greco, Picasso, Van Gogh e Monet, por exemplo.

Inclua no roteiro de museus o Vikingskipshuset. Apesar de pequeno (e das muitas consoantes no nome), exibe os navios vikings mais bem conservados do mundo. Trata-se, afinal, de uma experiência exclusiva da Escandinávia, o berço da cultura viking. Se você gosta dos museus relacionados à temática marítima, aliás, vale ir também até a península Bygdøy. Ali, nos arredores da capital, ficam o Museu do Fram e o Kon-Tiki.
Porém, se a ideia é realmente voltar ao passado e imergir na cultura nórdica, então o roteiro passa necessariamente pelo Museu Norueguês da História Cultural. Nele, a visita não vale somente pelos quadros ou pelas esculturas. No Norsk Folkemuseum o visitante vive, literalmente, o passado e a tradição da Noruega. Isso porque ele é um museu ao ar livre com mais de 150 casas antigas, onde são expostos artigos tradicionais do país.

O mais legal é que algumas dessas casas contam com personagens típicos. Lá, eles relatam ao visitante um pouco da história da Noruega e do local. O local também tem visitas guiadas que podem ser agendadas na hora.
Mas Oslo não é só fiorde e museu. A cidade está cheia de lugares incríveis para visitar, como a Fortaleza de Akershus, um forte de origem medieval, por exemplo.
Há ainda o parque Vigeland, que apesar de ser um dos locais mais visitados da capital da Noruega, não foi tomado pelo turismo de massa. Ele segue sendo frequentado por locais. Para diferenciar os turistas dos moradores é fácil: os noruegueses estarão jogando frisbee. Os visitantes, por outro lado, estarão tirando fotos das flores e esculturas espalhadas pelo parque.

Vale destacar que o Vigeland, inclusive, é o maior parque de esculturas do mundo criado por um único artista. Trata-se do norueguês Gustav Vigeland, que projetou todo o espaço e produziu mais de 200 esculturas em bronze, granito e ferro. As obras retratam o ciclo da vida e as emoções humanas, com áreas como o Portão Principal, a Ponte, o Monólito e uma fonte.
Andar por Oslo é bastante tranquilo. Se revolver caminhar pelos bairros da cidade, Aker Brygge não pode faltar nesse trajeto. Construído depois da demolição de vários edifícios industriais antigos, entre 1986 e 1998, é um bairro cheio de vida. Especialmente nos dias mais quentes: por incrível que pareça, o verão na Noruega pode chegar a 30 graus.
Aker Brygge é repleto de restaurantes e terraços com cafeterias — os mais corajosos sobem o cais para saltar nas águas que banham o bairro. Mas nada se compara ao The Sneak Peak. A imensa torre possui um elevador que sobe 54 metros para oferecer um ponto de vista diferente da região.
Qualquer caminhada por Oslo deve incluir o centro da cidade. Lá não será difícil se deparar com saunas urbanas — uma tradição vinda dos vizinhos da Finlândia e que virou febre entre os noruegueses.
Essas saunas estão localizadas à beira dos fiordes de Oslo, ao longo do calçadão do porto. Cada uma delas, contudo, tem uma característica especial, entre elas, relaxamento e limpeza do corpo. É só escolher o traje de banho, aproveitar a sessão e mergulhar no fiorde.
Entre as mais famosas está a Kok, espécie de balsa-sauna com capacidade para até dez pessoas. O espaço oferece sauna aquecida a lenha combinada com banhos no fiorde durante todo o ano. Quando o fiorde está livre do gelo, aliás, também é possível fazer passeios turísticos. E não se preocupe: o motor da balsa é elétrico, permitindo o relaxamento silencioso e sem ruídos.
Já o Salt é um projeto nômade que une sauna e entretenimento, com chuveiros frios e barris de madeira cheios de água ao ar livre. Lá também se experimentam comida e bebida em charmosos cafés e bares. Mas aqui vai um aviso: se você gosta de algo mais privado, o Salt não é para você, já que tem capacidade para 100 pessoas.
Aí a escolha pode ser a charmosa jangada Måken, que flutua no fiorde de Bjørvika, não muito longe da emblemática Ópera de Oslo. Com capacidade para até 12 pessoas, a embarcação possui uma escotilha que leva direto para a água.

O cenário gastronômico de Oslo passou por uma revolução culinária nos últimos anos, misturando técnicas inovadoras com ingredientes tradicionais da Noruega.
Os sabores do mar estão presentes nas criações dos chefs da cidade, com peixes frescos, sobretudo o salmão e o bacalhau, mariscos e frutos do mar como protagonistas das criações. Mas a gastronomia de Oslo não se limita: as carnes de caça como alce, rena e aves selvagens também fazem parte do cardápio dos melhores restaurantes da capital.
O prato típico é o Fårikål, uma espécie de guisado feito com carne de cordeiro ou carneiro, repolho e pimenta-do-reino em grão. Depois de cozido por horas até que a carne fique macia, ele é servido com batatas.
A bebida típica da Noruega é o aquavit, um destilado forte feito de batatas ou grãos. Na prática, parece uma espécie de vodca aromatizada com especiarias. Outras bebidas comuns incluem a cerveja e o hidromel, por exemplo, uma bebida fermentada à base de mel.
Para conhecer a cena gastronômica de Oslo em seu mais alto nível, a pedida é o Maaemo, considerado um dos melhores restaurantes da Noruega e premiado inclusive com três estrelas Michelin. Mas o Statholdergaarden, o Kontrast e o Nedre Foss Gård também devem estar no cardápio de quem quer provar menus criativos, com técnicas modernas e ingredientes de origem local.
Além de unir a cozinha tradicional norueguesa com uma experiência culinária moderna, os restaurantes em Oslo têm forte ênfase na sustentabilidade. Além disso, priorizam ingredientes comprados diretamente de agricultores e pescadores da região. A ideia é, sobretudo, uma forma de garantir a qualidade do que é servido e evitar impactos ambientais.
Entre o luxo sem exageros, a calmaria e a arquitetura mantêm a beleza natural como protagonista. A Noruega vai, portanto, além da obviedade dos países mais visitados da Europa, como França, Itália e Espanha — e também não se resume à Oslo.
Para estender a viagem pelo país, aliás, reserve mais algumas diárias e vá a Bergen. Em cerca de 7 horas de estrada, é possível chegar à cidade, considerada a mais bonita do país por concentrar os principais fiordes.
Mas se quiser lugares ainda menos turísticos e fora da rota tradicional, aposte em Ålesund, ao norte, ou Stavanger, ao sul, ambas elogiadas pela beleza. Um bate-volta curto a partir de Oslo, por exemplo, também inclui Drobak, uma cidadezinha com cara de cenário de cinema a menos de uma hora da capital norueguesa.

A trilha sonora indicada para qualquer um desses destinos, você já sabe — as clássicas do A-ha. Ou, se preferir, pode apreciar o silêncio típico do país. Mas uma coisa é certa: você não precisa se preocupar com a massa de turistas falantes e barulhentos que provavelmente pegou um voo para outro lugar.
*Os preços da matéria são, em geral, uma média, podendo variar de acordo com a época do ano e o tipo de serviço contratado no local ou antecipadamente.
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