Cartão de débito em xeque: Pix por aproximação começa nesta sexta (28); veja como funciona a nova modalidade e saiba se é segura
Novidade permite efetuar pagamentos por Pix apenas aproximando o celular da maquininha; veja quais cuidados tomar

A partir desta sexta (28), todos os brasileiros terão acesso a mais uma modalidade do Pix, o sistema de pagamentos instantâneo do país: trata-se do Pix por aproximação, em fase de testes desde novembro, mas que agora chega finalmente ao público geral.
O sistema promete facilitar e agilizar os pagamentos com débito em conta ao permitir que os brasileiros efetuem um Pix apenas aproximando seu celular da maquininha ou do QR Code gerado pela empresa ou pessoa que irá recebê-lo, sem necessidade de fazer login na conta do seu banco e acessar a área Pix do aplicativo.
Do ponto de vista dos comerciantes e prestadores de serviços, o pagamento mais ágil de fácil pode possibilitar mais vendas e evitar as desistências ("abandono de carrinho") nas compras online.
O Pix por aproximação é mais uma iniciativa no âmbito do Open Finance, agenda do Banco Central que visa ao compartilhamento padronizado de dados e serviços financeiros entre instituições autorizadas, baseando-se no princípio de que os clientes são os donos dos seus próprios dados bancários, podendo escolher quando e com quem compartilhá-los, mediante consentimento prévio e seguro.
Segundo o próprio BC, o objetivo do Pix por aproximação, chamado tecnicamente de iniciação de pagamentos sem redirecionamento, é justamente aumentar a rapidez e a comodidade deste tipo de transferência, uma vez que reduz o número de etapas para a realização de um Pix.
Mas como irá funcionar o Pix por aproximação? E ele é realmente seguro?
Leia Também
Como funciona o Pix por aproximação
O Pix por aproximação consiste no pagamento via Pix, presencial ou on-line, apenas com a aproximação do celular da maquininha ou do QR Code com os dados da cobrança, o que possibilita inclusive o pagamento apenas encostando os celulares de quem paga e quem recebe.
Em compras online, o Pix por aproximação não exigirá mais que o cliente saia do ambiente do e-commerce para realizar o pagamento — por exemplo, abrir outro aplicativo ou ser redirecionado para outra aba do navegador.
Ele poderá simplesmente vincular sua conta previamente à loja virtual e efetuar o pagamento diretamente nesse ambiente (como ocorre hoje com os cartões de crédito cadastrados nas opções de compra com um clique de sites como Amazon e Mercado Livre).
Para usar a nova modalidade, o celular precisa contar com a tecnologia NFC (Near Field Communication), sendo também necessário cadastrar a conta da qual partirá ao pagamento a uma wallet (carteira digital) e salvá-la para efetuar o Pix por aproximação, como já é feito hoje com cartões.
Neste primeiro momento, a modalidade funciona apenas com o Google Pay, carteira digital do Google, mas há expectativa de que, no futuro, seja expandida também para outras wallets, como Apple Pay e Samsung Pay.
Por padrão, o limite do Pix por aproximação para qualquer pessoa física é de R$ 500, mas é possível aumentá-lo ou reduzi-lo junto ao seu banco, de acordo com a sua preferência e as possibilidades oferecidas por cada instituição financeira.
Além disso, embora não seja necessário abrir o app do banco para efetuar o Pix por aproximação, a princípio será exigido algum tipo de confirmação de quem está efetuando o pagamento: senha, biometria por digital ou biometria facial, a depender do mecanismo de segurança do celular utilizado.
- VEJA MAIS: Prazo para declaração do Imposto de Renda 2025 vai começar; saiba como acertar as contas com o Leão
Quem já oferece a modalidade
O Santander já anunciou que está disponibilizando o Pix por aproximação aos clientes aos poucos, enquanto Itaú e Banco do Brasil se anteciparam e já oferecem a todos os clientes pessoas físicas.
No caso do BB, o cliente precisa acessar o app do banco e clicar em "Pix por aproximação" antes de passar o celular na maquininha.
Para valores de até R$ 200, é necessário realizar apenas a autenticação biométrica ou digitar a senha de login para entrar no aplicativo do banco, mas não para confirmar a transação; já para operações superiores a R$ 200, é preciso adicionalmente digitar a senha de transações no banco, a mesma já utilizada na realização do Pix tradicional.
Do lado das maquininhas de cartões, a GetNet, do Santander, já confirmou a adesão, e as máquinas "laranjinhas" da Rede (Itaú), assim como as do PicPay e as do Mercado Pago já estão habilitadas para aceitar a modalidade.
A adesão dos adquirentes por enquanto é voluntária. Porém, outras empresas de maquininhas devem passar a oferecer a modalidade ao público geral após a estreia, como as da Cielo, do Pagbank e da Stone.
- Quer viver de renda? Descubra quanto é preciso investir com calculadora gratuita desenvolvida pelo Seu Dinheiro
Pix por aproximação é menos seguro que a modalidade tradicional?
À primeira vista, pagamentos por aproximação podem parecer muito inseguros em países com altos níveis de criminalidade como o Brasil, então é natural que surja a dúvida se o Pix por aproximação é seguro e se é mais arriscado que um Pix tradicional.
Segundo o advogado Thiago Amaral, professor da FGV e do Insper e sócio do Barcellos Tucunduva Advogados nas áreas de Meios de Pagamento e Fintechs, do ponto de vista técnico o Pix por aproximação não é mais inseguro que o Pix tradicional, que obriga o usuário a abrir o aplicativo do banco e ler um QR Code ou digitar uma chave Pix para efetuar o pagamento.
"A forma de iniciar um Pix não muda nada na captura dos dados, criptografia, e também não tem medida de segurança diferente em relação a um pagamento com cartão de crédito [via carteira digital]", explica o advogado.
A exigência de autenticação via senha ou biometria também adiciona uma camada de segurança que a transferência pelo app do banco também teria (por exemplo, biometria digital para abrir o app e senha para confirmar a transação).
Na verdade, dependendo do local onde você está fazendo a transação, pode ser até mais seguro completá-la rapidamente, em vez de ficar um tempo prolongado com o app do banco aberto com o celular desbloqueado na mão.
Amaral, no entanto, aconselha os usuários de Pix por aproximação a tomarem precauções para que, de fato, a modalidade não se transforme numa dor de cabeça: manter o limite para a modalidade baixo e programado para sempre exigir autenticação via senha ou biometria para o pagamento ser completado, independentemente do valor.
Caso você ainda não se sinta seguro em fazer Pix por aproximação sob nenhuma circunstância, não se preocupe.
O fato de ter chegado ao grande público não significa que um Pix por aproximação possa ser feito indevidamente só porque você tem o aplicativo do banco instalado no celular.
Se você não cadastrar sua conta numa carteira digital e/ou autorizar esse tipo de transação, a modalidade simplesmente não será habilitada para você.
IMPOSTO DE RENDA 2025: O que a Receita Federal quer de você? A lógica por trás do IR
RENDA MENSAL MILIONÁRIA
Lotofácil da Independência 2026 promete R$ 300 milhões; veja quanto rende o prêmio se você ganhar sozinho
7 de setembro de 2026 - 6:12FILOSOFIA DE INVESTIMENTO
O professor de Warren Buffett: as referências filosóficas do value investing de Benjamin Graham
6 de setembro de 2026 - 10:32O PREÇO DAS BETS
Quanto as bets custam ao seu futuro? Seu Dinheiro lança calculadora para mostrar o impacto das apostas no patrimônio
6 de setembro de 2026 - 8:02ONDE INVESTIR
O que fazer com o seu dinheiro em setembro? Veja as melhores estratégias de investimento
5 de setembro de 2026 - 10:07Conteúdo Empiricus
Inteligência artificial para quem já construiu uma carreira: Especialização ensina como usar IA para novas oportunidades de trabalho
3 de setembro de 2026 - 18:00DINF11
BTG Pactual lança ETF de infraestrutura que mescla ações e debêntures isentas — com R$ 200 milhões do BNDES
2 de setembro de 2026 - 8:36NA PONTA DO LÁPIS
Está difícil achar inquilino para o seu imóvel? Veja se vale a pena vender para aplicar na renda fixa e ganhar dois dígitos
31 de agosto de 2026 - 6:01BOMBOU NO SD
Partilha de herança, TotalPass para pessoa física e como usar o Tesouro Direto para se aposentar: confira as mais lidas da semana
30 de agosto de 2026 - 12:10Conteúdo BTG Pactual
O fundo de renda fixa que financia o tênis brasileiro: Match Point Brasil, da EQI, completa um ano e projeta R$ 1 bi de patrimônio
27 de agosto de 2026 - 9:53PLANEJAMENTO SUCESSÓRIO
Heranças agora podem ser divididas de forma desigual, entende STJ; saiba quando um herdeiro pode receber mais que outro
24 de agosto de 2026 - 6:03LOTERIAS
Sortudo de Blumenau (SC) acerta a Mega-Sena sozinho e leva R$ 57,2 milhões
23 de agosto de 2026 - 11:45Conteúdo Empiricus
Tesouro IPCA+ 2026: Com 258% de retorno em 10 anos, vencimento distribui mais de R$ 258 bilhões para investidores; confira o que fazer com o dinheiro
20 de agosto de 2026 - 11:30DINHEIRO PINGANDO NA CONTA
Ações, renda fixa e até bitcoin com dividendos: como funcionam os ETFs que geram renda extra mensal que pode superar 1% ao mês
19 de agosto de 2026 - 6:08Conteúdo BTG Pactual
O erro que faz muitos brasileiros perderem poder de compra mesmo com o dinheiro rendendo 14% ao ano
18 de agosto de 2026 - 11:00Conteúdo Empiricus
BCDI11: Fundo de infraestrutura com previsão de renda recorrente e isenção de IR chega à bolsa para investidores com perfil mais defensivo
18 de agosto de 2026 - 9:00Conteúdo PAN
Crédito mais barato existe? Entenda por que algumas modalidades cobram menos juros que outras
13 de agosto de 2026 - 8:00Conteúdo PAN
6 maneiras de ampliar seu acesso a crédito para realizar projetos
12 de agosto de 2026 - 16:00BOM PARA O AMBIENTE E PARA O BOLSO
Investimento sustentável com R$ 10: BTG lança primeiro ETF voltado para o desenvolvimento da Amazônia
12 de agosto de 2026 - 11:05ULISSES NA BOLSA
A ‘Odisseia’ do investidor: o manual mitológico para não naufragar no mercado financeiro
9 de agosto de 2026 - 14:03Conteúdo Empiricus