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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

ATAQUE HACKER

Roubo do século: Banco Central autoriza C&M a religar os serviços após ataque hacker; investigações continuam

De acordo com o BC, a suspensão cautelar da C&M foi substituída por uma suspensão parcial e as operações do Pix da fintech voltam ao ar nesta quinta-feira

Camille Lima
Camille Lima
3 de julho de 2025
10:05 - atualizado às 10:13
O maior roubo da história do Brasil e o impacto para a BMP.
O maior roubo da história do Brasil e o impacto para a BMP. - Imagem: iStock

Após o maior roubo da história do Brasil, a C&M recebeu autorização do Banco Central (BC) para restabelecer os sistemas, que haviam sido interrompidas em um esforço para estancar a sangria do ataque hacker.

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Em comunicado, o BC informou que a suspensão cautelar da empresa foi substituída por uma suspensão parcial, permitindo que os sistemas da fintech fossem restabelecidos sob rigoroso controle.

“A decisão foi tomada após a empresa adotar medidas para mitigar a possibilidade de ocorrência de novos incidentes”, escreveu a autoridade monetária.

Dessa forma, as operações do Pix da fintech voltam ao ar nesta quinta-feira, sob regime de produção controlada.

As operações da C&M poderão ser restabelecidas em dias úteis, das 6h30 às 18h30, desde que aprovadas expressamente pela instituição participante do Pix e que haja um “robustecimento do monitoramento de fraudes e limites transacionais”.

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Em nota enviada ao Seu Dinheiro, a C&M confirmou que todas as medidas de segurança previstas em seus protocolos foram “prontamente implementadas”. Isso inclui auditorias independentes, reforço nos controles internos e comunicação com os clientes afetados.

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O diretor comercial da C&M, Kamal Zogheib, afirma que a empresa segue colaborando com o Banco Central e com a Polícia Civil de São Paulo e que “continuará respeitando o sigilo das investigações em curso”.

Roubo do século: como aconteceu o maior ataque hacker da história do Brasil?

O ataque ocorreu por meio de uma vulnerabilidade nos sistemas da C&M, que permitiu ao hacker o acesso a diversas contas de clientes da companhia.

A C&M revelou que o crime envolveu o uso indevido de credenciais de clientes, o que possibilitou o acesso fraudulento.

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Dessa forma, os mecanismos de segurança não foram ativados para impedir as transações, que movimentaram rios de dinheiro em poucos minutos durante a madrugada de segunda-feira (30).

Estima-se que o ataque cibernético tenha se aproximado da marca de R$ 1 bilhão em dinheiro roubado, embora o valor final ainda não esteja claro. Desse montante, cerca de R$ 400 milhões foram levados da conta reserva da prestadora de serviços de Banking as a Service (BaaS) BMP no BC.

A C&M é uma das sete empresas autorizadas pelo BC a prestar serviços de tecnologia ao sistema financeiro.

Conhecidas como PSTIs, essas empresas oferecem soluções de processamento de dados para instituições financeiras, especialmente em relação a operações de pagamentos instantâneos como o Pix, e transferências de valores.

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A origem da falha e a devolução do dinheiro roubado

Ainda não se sabe exatamente qual foi o ponto de vulnerabilidade que causou o rombo bilionário.

Além disso, não há informações confirmadas sobre o total de valores recuperados até o momento.

Fontes que acompanham de perto o caso informaram ao Seu Dinheiro que a BMP conseguiu reaver cerca de R$ 150 milhões graças ao MED (Mecanismo Especial de Devolução), que permite a devolução de transações realizadas via Pix.

O MED facilita o processo de devolução de transações, permitindo que o valor seja estornado ao pagador original.

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Apesar da recuperação parcial do dinheiro roubado, a BMP ficou com um rombo relevante nas contas.

A fintech ainda não sabe se conseguirá reaver os R$ 250 milhões restantes, já que a maior parte do dinheiro roubado foi rapidamente convertida em criptomoedas, segundo a fonte.

No entanto, a BMP explicou que os recursos furtados pertenciam exclusivamente à sua conta de reserva no Banco Central, utilizada para a liquidação interbancária.

Em outras palavras, o ataque não afetou as contas dos clientes finais da instituição, que permanecem seguras. O impacto foi restrito ao capital da própria companhia, que utilizava essas contas para garantir operações internas.

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