Gol (GOLL54) recebe prazo da B3 para regularizar ações, que operam (muito) abaixo de R$ 1
Com ações valendo menos de 1 centavo, companhia aérea deve adotar grupamento para se enquadrar às regras da bolsa

Com a ação cotada a menos de 1 centavo, a Gol (GOLL54) recebeu um prazo para se enquadrar às regras da B3 que proíbem as chamadas penny stocks — papéis negociados abaixo de R$ 1.
A dona da bolsa determinou que a empresa aérea tem até o dia 29 de janeiro de 2026 para adotar as medidas a fim de reenquadrar as ações.
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Em comunicado, a Gol não informou as providências que tomará, mas disse que “manterá os acionistas e o mercado em geral devidamente informados”.
Como não há a mínima perspectiva de que as ações da Gol voltem à cotação de R$ 1, o mais provável é que a companhia faça um grupamento das ações.
Gol (GOLL54): negociação em lote de mil
As ações da Gol vivem uma situação atípica na B3 desde junho. Na ocasião, os papéis passaram a ser negociados em lotes de 1.000 unidades — e com o ticker GOLL54 no lugar do tradicional GOLL4.
Isso significa que, na tela, o preço parece estar na casa dos R$ 5, mas, na prática, cada ação vale menos de um centavo.
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No pregão de ontem, as ações GOLL54 fecharam a R$ 5,72 — ou seja, cada papel da companhia vale apenas R$ 0,00572.
Além da regra de penny stocks, a Gol negocia abaixo do free float (capital em circulação) mínimo. Nesse caso, a B3 concedeu o prazo até 18 de janeiro de 2027 para o reenquadramento.
Gol (GOLL54) e Azul (AZUL4) desistem de fusão e rompem acordo de codeshare
Desde o início do ano, o mercado vinha aguardando o desfecho das negociações para a fusão da Gol (GOLL54) e da Azul (AZUL4), quando as tratativas foram iniciadas.
Na noite da última quinta-feira (25), a espera dos investidores acabou — mas não como o esperado. As companhias aéreas anunciaram o fim das negociações para uma combinação de negócios.
De acordo com a Abra, controladora indireta da Gol, apesar da disposição inicial de avançar com o projeto, as negociações não progrediram devido ao foco da Azul em seu processo de Chapter 11, que equivale à recuperação judicial nos EUA.
Junto com o fim do processo de fusão, Gol e Azul também anunciaram o fim do acordo de codeshare, que permite a comercialização de bilhetes de uma empresa em voos operados por outra.
Anunciado em maio do ano passado, o acordo de cooperação comercial unia as malhas aéreas no Brasil, com as companhias compartilhando um mesmo voo para mais de 150 destinos.
* Com informações do Money Times
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