🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Maria Carolina Abe

Maria Carolina Abe

É jornalista formada pela ECA-USP, com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais para Jornalistas pela B3. Tem mais de 25 anos de experiência e passagem pelas principais redações do país - entre elas, Estadão, Folha, UOL e CNN Brasil. Atualmente, é editora de Empresas no Seu Dinheiro.

ENTREVISTA EXCLUSIVA

Crescer no contraciclo: a receita do CEO da SLC Agrícola (SLCE3) para colher bons frutos em meio à baixa do agronegócio e ainda pagar dividendos

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Aurélio Pavinato fala da importância da boa gestão de riscos e da diversificação para superar os contratempos do setor e do impacto da guerra comercial de Trump para os negócios

Maria Carolina Abe
Maria Carolina Abe
9 de junho de 2025
6:03 - atualizado às 11:06
Aurélio Pavinato, CEO da SLC Agrícola - Imagem: Divulgação

Quem leva uma vida urbana costuma reclamar quando chove — porque prejudica o trânsito, estraga a praia ou atrapalha os passeios planejados para o fim de semana. Mas para quem é da roça, chuva (na hora certa, claro) é coisa a ser comemorada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda mais quando é chuva no Mato Grosso no fim de maio, época de seca no Estado, dando o último gás que faltava para as culturas de milho e algodão. Quem celebrou, no caso, foi Aurélio Pavinato, CEO da SLC Agrícola (SLCE3), uma das maiores produtoras de commodities do país. O executivo conversou com o Seu Dinheiro nos últimos dias do mês passado.

“Está chovendo hoje no Mato Grosso, uma coincidência! Deu uma chuva lá no Sapezal, no oeste do Mato Grosso”, contou o CEO, animado. “As safras de milho e de algodão estão bem encaminhadas. A nossa expectativa é ter um 2025 mais parecido com 2023 do que com 2024, o que a gente considera um ano normal.”

O ano passado realmente não foi dos melhores para a companhia, que viu uma safra com menor produtividade por conta dos efeitos do El Niño, além da queda no preço das commodities, em especial da soja. A empresa encerrou 2024 com lucro líquido consolidado de R$ 481,723 milhões, uma redução de 48,6% em relação ao ano anterior.

Pavinato ressalta que esse “normal” para 2025, na verdade, significa manter a tendência de crescimento ao longo dos anos. “Dentro da eficiência que a gente consegue ter na nossa operação, vamos ter um bom resultado, mesmo, em tese, com preços baixos”, afirma o executivo, filho de pequenos produtores nascido em Vista Gaúcha (RS), que entrou na SLC em 1993 e nunca mais saiu.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os dados do primeiro trimestre deste ano já indicaram essa perspectiva. A empresa reportou lucro líquido de R$ 510,7 milhões, alta de 123,1% em comparação com o mesmo período de 2024 e acima das expectativas do mercado.

Leia Também

A receita do sucesso no agronegócio

Questionado sobre como consegue se sobressair em meio a um setor em crise, Pavinato diz que, na verdade, o setor vive é um ciclo de baixa e que “aqueles que não têm uma gestão eficiente de riscos acabam sofrendo” nesse período. 

A receita do sucesso no agro, afirma ele, é pensar em ciclos de longo prazo e ter uma gestão de riscos bem definida e eficiente, pois a produção agrícola tem sua volatilidade natural, com variações de preços e da produtividade das lavouras em função do clima.

Ele conta que uma das estratégias adotadas pela SLC para mitigar os riscos ao longo do tempo foi a diversificação de produção — a empresa tem lavouras de soja, milho e algodão —, além da diversificação geográfica –= ao todo, tem hoje 26 fazendas em oito Estados brasileiros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Adicionalmente aos produtos tradicionais cultivados, a companhia também vem investindo na criação de gado no modelo integração lavoura-pecuária (ILP) e na produção e venda de sementes de soja e algodão sob a marca SLC Sementes.

O plano de Pavinato inclui, ainda, reuniões semanais com os times para discutir estratégias comerciais, incluindo a compra de insumos, que têm um grande peso no caixa da companhia.  

Aproveitando o ciclo de baixa para crescer

O executivo conta que a estratégia da empresa no médio e longo prazo é aproveitar os ciclos de baixa para crescer, não os de alta — portanto, não de forma linear. 

“A gente cresceu muito em 2021, aí em 2022 e 2023 a gente não cresceu, porque foram anos em que o negócio estava muito bom, mas, ao mesmo tempo, estava tudo muito caro. Agora, 2024 e 2025 são anos em que o agro está sofrendo pelos preços baixos, e aí nós crescemos.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para 2026, segundo ele, tudo dependerá das oportunidades, mas a estratégia maior deverá ser de consolidação.

Portanto, enquanto alguns pelejam nesse ciclo de baixa do agro, a SLC aproveitou para “passar o rodo” e fazer uma série de aquisições. Somente no primeiro trimestre, já foram quatro anúncios: 

  • Aquisição da empresa Sierentz Agro Brasil por aproximadamente R$ 775 milhões;
  • Aquisição da Fazenda Paladino, localizada em São Desidério (BA), com 39.987 hectares, por R$ 723 milhões;
  • Aquisição da Fazenda Pamplona, situada em Unaí (MG), com 7.835 hectares, por R$ 190 milhões;
  • Aquisição da participação de 47,8% do capital da SLC-MIT Empreendimentos Agrícola.

Em relatório divulgado em maio, o BTG Pactual destaca esta estratégia da empresa como acertada. “A SLC há muito se posiciona como uma empresa anticíclica — preservando o caixa durante os ciclos de alta, enquanto aproveita as crises como oportunidades de expansão”, escreveram os analistas do banco. 

Impacto da guerra comercial de Trump

Assim que Donald Trump começou a anunciar suas tarifas contra todos os países do mundo, alguns analistas destacaram a SLC Agrícola como uma potencial beneficiada pelas medidas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Pavinato, há um impacto direto no curto prazo, com aumento da procura pelos produtos da empresa em substituição aos produtos dos EUA — com exceção do algodão, explica ele, pois neste caso a insegurança em relação ao PIB mundial faz com que a demanda se contraia. 

E, no longo prazo, o Brasil sai fortalecido como sendo um fornecedor global confiável e seguro, avalia o executivo.

Em relatório divulgado em maio, a analista Georgia Jorge, do BB Investimentos, escreveu: “Em nossa visão, a SLC Agrícola está bem posicionada para seguir capturando essas oportunidades comerciais [da guerra comercial de Trump], inclusive com um crescimento contratado de 13,7% em área plantada para a safra 2025/26.”

Sobre os preços das commodities, Pavinato afirma que a expectativa é de manutenção no atual patamar no médio prazo. Segundo ele, o estoque global de soja está alto, mas o do milho não está, então um acaba compensando o outro. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dividendos e relação com acionistas

A SLC Agrícola tem como praxe pagar 50% do lucro em proventos aos acionistas, e a estratégia é manter esse nível de payout, segundo o CEO. Ele estima que a empresa tenha em torno de 70 mil investidores pessoa física no Brasil atualmente.

O papel opera hoje na casa dos R$ 19, acumulando valorização de quase 10% neste ano.

A ação SLCE3 é acompanhada por analistas de 12 casas e conta com cinco recomendações de compra: Itaú BBA (com preço-alvo de R$ 25), Morgan Stanley (R$ 25), BTG Pactual (R$ 24), Ativa Investimentos (R$ 24,60) e Banco do Brasil (R$ 24,90).

  • LEIA TAMBÉM: Onde investir no 2º semestre de 2025? Evento gratuito do Seu Dinheiro reúne as melhores recomendações de ações, FIIs, BDRs, criptomoedas e renda fixa

A ação também é recomendada pela Empiricus, integrando a carteira geral da gestora, a carteira Vacas Leiteiras (que inclui as melhores pagadoras de dividendos) e o fundo Empiricus MAB FIA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na opinião dos analistas do BTG, “o comportamento das ações da SLC frequentemente acompanha os preços das commodities no curto prazo. No entanto, suas melhorias de produtividade e seu perfil de investimento anticíclico tendem a amplificar seu desempenho quando os preços se recuperam”. Por isso, afirmam, “vemos este como um momento atraente para COMPRAR. SLC continua sendo uma das nossas principais escolhas.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VACAS MAGRAS

Além do Oriente Médio, EUA e China também afetam os frigoríficos e até o preço da carne do seu churrasco

11 de março de 2026 - 15:07

Situação dos rebanhos nos EUA e tarifas da China também afetam o cenário para a carne bovina; JBS, MBRF e Minerva podem sofrer, e, em 2026, o seu churrasco deve ficar ainda mais caro

REESTRUTURAÇÃO FINANCEIRA

Pedido pra cá, pedido pra lá: Quais as diferenças (nem sempre sutis) entre recuperação judicial e extrajudicial

11 de março de 2026 - 14:59

As diferenças estão na forma como essas negociações acontecem e no grau de participação do Judiciário no processo.

AMBIÇÃO GLOBAL

Revolut quer virar “banco de verdade” em 100 países — e acaba de destravar a licença em casa

11 de março de 2026 - 12:48

Fintech recebe licença bancária no Reino Unido e lança oficialmente o Revolut Bank UK, acelerando o plano de se tornar uma plataforma financeira global

RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL

Para quem o GPA (PCAR3) deve R$ 4,5 bilhões? Lista de credores vai de Itaú a Casas Bahia

11 de março de 2026 - 12:45

Varejista entrou em recuperação extrajudicial e suspendeu os pagamentos por 90 dias para tentar reorganizar suas finanças

CAMINHO TORTUOSO

Como a Raízen (RAIZ4) chegou até a recuperação extrajudicial? As discussões que levaram a gigante dos combustíveis a renegociar dívidas de R$ 65 bilhões

11 de março de 2026 - 11:04

A maior produtora global de açúcar e etanol de cana já havia dito que estava avaliando a reestruturação da sua dívida e que uma recuperação extrajudicial estava entre as possibilidades

EM BUSCA DE FÔLEGO

Raízen (RAIZ4) tenta parar o relógio de R$ 65 bilhões em dívidas: empresa pede trégua em pedido de recuperação extrajudicial

11 de março de 2026 - 7:44

Joint venture de Cosan e Shell busca 90 dias de suspensão de pagamentos enquanto negocia reestruturação com bancos e investidores

DE CARA NOVA

De ex-CEO do Banco do Brasil a ex-S&P: os três conselheiros que devem ajudar a acelerar a transformação do Bradesco

10 de março de 2026 - 19:48

A movimentação, que já havia sido antecipada ao mercado no mês passado, traz nomes de peso do setor financeiro para o colegiado

VEREDITO DO MERCADO

A Vale ainda tem espaço para subir mais? O tripé que chama atenção do gringo para os ADRs da mineradora

10 de março de 2026 - 18:15

Analistas do Itaú BBA e do Citigroup reforçam a tese positiva para a mineradora após encontro com o CEO e o diretor de RI da companhia

MRV DAY

MRV (MRVE3) quer pôr uma pedra no ‘problema Resia’ para focar no futuro: “certeza que será maravilhoso”, diz CEO

10 de março de 2026 - 16:43

No MRV Day, gestão contou os planos para acabar de vez com o peso da operação nos EUA. O objetivo é concentrar esforços no mercado brasileiro para impulsionar margens e retorno aos acionistas

SUBIU DEMAIS?

Hora de tirar o pé das Havaianas? Citi rebaixa ação da Alpargatas (ALPA4) após rali de quase 120% na B3

10 de março de 2026 - 14:41

Analistas dizem que o turnaround funcionou — mas o mercado já parece ter colocado essa melhora na conta; veja a tese

CONFIANÇA RENOVADA

Embraer (EMBJ3) pode voar ainda mais alto: JP Morgan eleva preço-alvo e vê potencial de alta de 30%

10 de março de 2026 - 13:09

Banco revisa estimativas após resultados do 4º trimestre e mantém recomendação de compra para a fabricante brasileira de aeronaves

CRISE FINANCEIRA

Cosan (CSAN3) trava queda de braço com Shell sobre capitalização da Raízen (RAIZ4): “Formato atual não resolve”, diz CEO

10 de março de 2026 - 11:58

Cosan diz que modelo proposto não ataca o nó estrutural da Raízen e defende mudanças mais profundas na companhia de energia e combustíveis

TENTATIVA DE RESPIRO

Após rombo bilionário do Master, Banco de Brasília (BRB) tenta captar R$ 8,9 bilhões para reforçar o caixa

10 de março de 2026 - 11:24

Os objetivos do BRB são reforçar a estrutura de capital, fortalecer os indicadores patrimoniais e ampliar a capacidade de crescimento das operações

DÍVIDAS BATENDO À PORTA

Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) fecha acordo de recuperação extrajudicial com credores para negociar dívidas de R$ 4,5 bilhões; o que deu errado?

10 de março de 2026 - 9:08

A rede varejista afirmou que ficam de fora dessas negociações os débitos com fornecedores, parceiros e clientes, bem como obrigações trabalhistas, que não serão afetadas

BALANÇO DO 4T25

Conta da crise na Raízen (RAIZ4) chega à Cosan (CSAN3): prejuízo da holding de Rubens Ometto vai a R$ 5,8 bilhões no 4T25

10 de março de 2026 - 7:58

Apesar de bilionária, a cifra representa uma melhora de quase 40% em relação ao 4T24; veja os destaques do balanço

BALANÇO

Direcional (DIRR3) tem recorde de rentabilidade no 4T25: “é o nosso maior mérito no resultado”, diz CEO; lucro sobe a R$ 211 milhões

9 de março de 2026 - 20:07

Direcional reportou lucro líquido de R$ 211 milhões em outubro e dezembro, alta de 28% na base anual, e atingiu ROE recorde de 44%; CEO Ricardo Gontijo atribui avanço à demanda resiliente e aos ajustes no Minha Casa Minha Vida

CÂMBIO

Dólar mergulha no fechamento: como uma única declaração de Trump desarmou a tensão no mercado

9 de março de 2026 - 19:17

A moeda norte-americana terminou o pregão em baixa de 1,52%, a R$ 5,1641, menor valor de fechamento desde 27 de fevereiro

EFEITO DA GUERRA

Até quando a Petrobras (PETR4) vai aguentar? Petróleo acima de US$ 100 aumenta a pressão sobre o reajuste da gasolina

9 de março de 2026 - 19:00

Alta da commodity reacende questionamentos sobre defasagem nos combustíveis e coloca em dúvida a estratégia da estatal para segurar os preços no Brasil; veja o que dizem os analistas

QUERIDINHO DOS ANALISTAS

Ação deste banco “novato” na bolsa pode dobrar de valor — e quatro casas de análise já recomendam a compra

9 de março de 2026 - 17:15

Modelo híbrido que combina atendimento físico e banco digital para aposentados do INSS chama a atenção de analistas; descubra qual a ação

SOB PRESSÃO

Em busca de fôlego: por que a Oncoclínicas (ONCO3) está pedindo mais tempo para pagar suas dívidas

9 de março de 2026 - 13:19

Companhia chama credores e debenturistas para discutir extensão de prazos e possível waiver de alavancagem; entenda

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar