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Em conversa com jornalistas nesta quinta-feira (9), o Ministro das Cidades afirmou que nova medida do governo pretende ampliar crédito imobiliário às famílias brasileiras; mercado espera com otimismo
O governo federal deve anunciar amanhã (10) uma nova política habitacional voltada à ampliação do crédito à classe média, que deve atender famílias que hoje não se encaixam no Minha Casa Minha Vida e carecem de financiamento imobiliário, dado o esgotamento da poupança.
De acordo com o Ministro das Cidades, Jader Filho, famílias com renda entre R$ 12 mil e R$ 20 mil não têm acesso a fontes de financiamento, e o objetivo da nova política — apelidado de “nova poupança" — é ampliar essa oferta. O ministro participou, nesta quinta-feira (9), do Incorpora 2025, evento da Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc).
O Ministro afirmou que o novo modelo de crédito deve garantir 80 mil novos financiamentos na Caixa Econômica Federal em 2026. O anúncio tem sido esperado com bastante otimismo pelo mercado.
“O que nós buscamos com as alterações que serão anunciadas pelo presidente Lula amanhã é dar mais recursos para que todas as famílias brasileiras, não apenas as de classes mais baixas, consigam realizar o sonho da casa própria”, destacou Filho.
Segundo Filho, o Ministério também deverá atingir a meta estabelecida pelo governo federal no início do mandato para os próximos quatro anos, de 2 milhões de novas moradias contratadas no Minha Casa Minha Vida. Agora, a expectativa é que esse número alcance 3 milhões no próximo ano.
No evento, o ministro também anunciou que buscará um fundo de R$ 160 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para investimentos em habitação, infraestrutura e saneamento. Desse total, cerca de R$ 150 bilhões devem ser voltados para habitação.
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Além disso, ele afirmou que o financiamento do Fundo Social do Pré-Sal, responsável pela criação da Faixa 4 do Minha Casa Minha Vida, continuará sendo utilizado para apoiar o setor de habitação popular. “Nós temos R$ 30 bilhões destinados para os anos de 2025 e 2026. Pretendemos que esse financiamento se estenda também para 2027 e 2028", afirmou o Ministro.
O ministro também confirmou que existem estudos em andamento para promover ajuste nas três primeiras faixas do MCMV, tanto para a renda familiar quanto para o valor do imóvel — algo que o mercado já vinha pleiteando.
“Ontem, tive um diálogo com o ministro Rui Costa, da Casa Civil, e foi decidido que faremos ajustes no teto dos imóveis para algumas faixas de renda. Além disso, existe um processo de discussão, incluindo um pedido da Abrainc e de outros segmentos, para também ajustar o teto da renda”, afirmou o Ministro.
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