🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Subimos apesar do governo: quando a pior decisão é sempre a próxima

O Brasil parece ter desenvolvido uma habilidade peculiar — quase artística — de desperdiçar momentos estratégicos. Quando o mercado estende a mão em sinal de trégua, Brasília responde com um tropeço

27 de maio de 2025
6:28 - atualizado às 20:29
haddad ações varejo
Imagem: Canva/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil - Montagem: Giovanna Figueredo

A sexta-feira passada foi tudo, menos entediante — e a forma como os mercados reagiram ajuda a decifrar a temperatura do momento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O cenário global trouxe mais um capítulo da já habitual imprevisibilidade trumpista: o ex-presidente americano voltou a ameaçar a Europa com tarifas de 50%, num déjà vu tarifário que reacende o protecionismo como pauta de campanha.

O efeito foi imediato no câmbio: o dólar perdeu tração globalmente, enquanto o euro e o real ganharam fôlego.

O movimento reforça a leitura de que os fluxos internacionais começam a buscar refúgio fora do eixo tradicional. Basicamente, há desconforto crescente com o cenário fiscal e comercial dos EUA — e o Brasil, com todos os problemas, acaba se beneficiando da bagunça.

Mas, como de costume, Brasília nunca perde a oportunidade de atrapalhar o próprio momento. Justo quando os ativos locais ensaiavam uma tendência mais robusta de alta — ajudados por uma combinação de valuations atrativos e fluxo estrangeiro consistente —, o governo resolveu ressuscitar um fantasma.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A elevação do IOF sobre diversas operações financeiras foi anunciada no pior momento possível, em meio à expectativa por medidas de responsabilidade no Relatório Bimestral de Receitas e Despesas. A reação imediata foi de incredulidade. E embora o recuo parcial da Fazenda tenha suavizado o impacto nos mercados, o estrago à credibilidade está feito.

Leia Também

No fim, o episódio reforça duas coisas. A primeira é que o mercado está resiliente: a performance da bolsa, mesmo após o tropeço, permaneceu positiva — o que sugere um viés construtivo para os ativos brasileiros, apesar do ruído político e fiscal.

A segunda é que, mais uma vez, o governo ensina como transformar oportunidade em crise: o país poderia ter surfado melhor o bom momento de entrada de capital estrangeiro, mas preferiu testar os limites da paciência do investidor.

Brasil desperdiça momentos estratégicos

O que ficou de pé após o recuo: IOF de 3,5% para compras no exterior com cartão, saques em espécie e remessas para contas de banking internacional; 1,1% para remessas a contas de investimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Permanecem isentas as operações de importação, exportação, recebimento de valores, envio de dividendos e aportes em fundos no exterior.

O Brasil parece ter desenvolvido uma habilidade peculiar — quase artística — de desperdiçar momentos estratégicos. Quando o mercado estende a mão em sinal de trégua, Brasília responde com um tropeço.

A quinta-feira oferecia uma rara oportunidade: o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas veio melhor do esperado, com um contingenciamento robusto de R$ 10,6 bilhões e um bloqueio adicional de R$ 20,7 bilhões.

Seria o momento ideal para o governo ganhar pontos com o investidor. Mas, fiel ao seu próprio padrão de comportamento, o Planalto preferiu se sabotar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A decisão de elevar o IOF sobre remessas ao exterior por meio de fundos caiu como um balde de água fria. É como se a lição da proposta mal comunicada de isenção do IR, que no final de 2024 ofuscou o pacote de contenção de gastos, tivesse sido convenientemente esquecida.

Sim, o recuo da Fazenda foi bem-vindo, mas o estrago já havia sido feito. O episódio reforça a percepção de que falta coordenação entre os núcleos político e econômico do governo — e, mais grave, que ainda não há clareza sobre o que se quer comunicar ao mercado.

O resultado prático é direto: a confiança volta a ser penalizada. E o prêmio de risco, mais uma vez, será embutido nos preços.

Ensaio de controle de capitais

Está cada vez mais evidente que o governo optou por ignorar o nó estrutural dos gastos obrigatórios e escolheu a rota mais curta — e frequentemente mais nociva — da arrecadação improvisada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O problema é que, ao mirar os bolsos com olhos de curto prazo, o governo tropeçou em um dos piores pecados que se pode cometer diante do investidor: acenou para um ensaio de controle de capitais.

A alíquota que saltaria de 0% para 3,5% da noite para o dia nas remessas ao exterior era um sinal preocupante. A leitura foi direta: se apertarem demais o botão populista em busca da reeleição, os mecanismos para tentar conter a fuga de capitais já estariam preparados.

Politicamente, a oposição não precisou se esforçar muito. A medida foi rapidamente empilhada ao lado de outras trapalhadas recentes — como o infame monitoramento do Pix — num momento em que o governo ainda tenta apagar o incêndio do escândalo do INSS.

No limite, o Planalto fabricou mais uma crise gratuita para chamar de sua. A condução errática, somada à ausência de previsibilidade, reforça a impressão de um governo mais interessado em puxadinhos do que em um plano crível de longo prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Agora, o governo conseguiu a proeza de perder tudo ao mesmo tempo: o efeito positivo de um relatório fiscal acima do esperado, a arrecadação potencial da medida — baseada em estimativas otimistas de R$ 20,5 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026 — e, mais grave, a confiança. E essa última não se recompra em leilão.

Por que os ativos locais ainda sobem

Do ponto de vista fiscal, o episódio apenas reforça um diagnóstico já desconfortavelmente consolidado: o governo parece decidido a tratar o ajuste das contas públicas exclusivamente pela via da arrecadação. E, ainda assim, os ativos locais fecharam em alta. Há explicações plausíveis para esse aparente paradoxo.

A primeira é que, na prática, o aumento do IOF funciona como um aperto monetário adicional — e isso pode ajudar o Banco Central a justificar o encerramento do ciclo de alta da Selic, abrindo espaço para o início do debate sobre cortes futuros.

A segunda é que, do ponto de vista político, medidas impopulares como essa desgastam ainda mais o governo, alimentando a tese de que o pêndulo político pode mudar de direção em 2026. A oposição, caso consiga se organizar em torno de um nome viável, reformista e fiscalmente responsável, terá terreno fértil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por fim, o barulho fiscal e comercial vindo dos EUA tem acelerado o redirecionamento dos fluxos internacionais.

No fim das contas, a história se repete com incômoda familiaridade: Brasília desperdiça capital político, gera ruído desnecessário e sabota a própria narrativa de responsabilidade.

O mercado pode perdoar, mas não esquece. Cada recaída do governo na tentação de tributar o que estiver ao alcance reforça a percepção de risco, afeta a confiança e cobra preço.

Ainda assim, o Brasil continua barato, os fluxos estrangeiros seguem positivos e a possibilidade de inflexão política em 2026 ainda anima parte relevante dos investidores. Mas a travessia até lá será tudo, menos suave.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
EXILE ON WALL STREET

Ruy Hungria: Não tenha medo da volatilidade 

18 de fevereiro de 2026 - 20:00

Após anos de calmaria no mercado brasileiro, sinais de ruptura indicam que um novo ciclo de volatilidade — e de oportunidades — pode estar começando

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja quando as small caps voltarão a ter destaque na bolsa, liquidação do banco Pleno e o que mais afeta os mercados hoje

18 de fevereiro de 2026 - 8:39

Depois que o dinheiro gringo invadiu o Ibovespa, as small caps ficaram para trás. Mas a vez das empresas de menor capitalização ainda vai chegar; veja que ações acompanhar agora

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os investimentos mais “fora da caixa” da bolsa, propostas para a Raízen, Receita de olho no seu cartão, e o que mais você precisa ler hoje

16 de fevereiro de 2026 - 8:08

Confira as leituras mais importantes no mundo da economia e das finanças para se manter informado nesta segunda-feira de Carnaval

VISÃO 360

A hora da Cigarra: um guia para gastar (bem) seu dinheiro — e não se matar de trabalhar

15 de fevereiro de 2026 - 8:01

Nem tanto cigarra, nem tanto formiga. Morrer com dinheiro demais na conta pode querer dizer que você poderia ter trabalhado menos ou gastado mais

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Zuck está de mudança: o projeto californiano que está deslocando o eixo dos bilionários nos EUA

14 de fevereiro de 2026 - 9:02

Miami é o novo destino dos bilionários americanos? Pois é, quando o assunto são tendências, a única certeza é: não há certezas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Por que Einstein teria Eneva (ENEV3) na carteira, balanço de Vale (VALE3) e Raízen (RAIZ4), e outras notícias para ler antes de investir

13 de fevereiro de 2026 - 8:52

Veja a empresa que pode entregar retornos consistentes e o que esperar das bolsas hoje

SEXTOU COM O RUY

Por que Einstein seria um grande investidor — e não perderia a chance de colocar Eneva (ENEV3) na carteira?

13 de fevereiro de 2026 - 6:03

Felizmente, vez ou outra o tal do mercado nos dá ótimas oportunidades de comprar papéis por preços bem interessantes, exatamente o que aconteceu com Eneva nesta semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Japão como paraíso de compras para investidores, balanços de Ambev (ABEV3), Vale (VALE3) e Raízen (RAIZ4), e o que mais move a bolsa hoje

12 de fevereiro de 2026 - 8:59

O carry trade no Japão, operação de tomada de crédito em iene a juros baixos para investir em países com taxas altas, como o Brasil, está comprometido com o aumento das taxas japonesas

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Podemos dizer que a Bolsa brasileira ficou cara? 

11 de fevereiro de 2026 - 19:50

Depois de uma alta de quase 50% em 12 meses, o mercado discute se os preços já esticaram — e por que “estar caro” não significa, necessariamente, fim da alta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja se vale a pena atualizar o valor de um imóvel e pagar menos IR e se o Banco do Brasil (BBAS3) já começa a sair do fundo do poço

11 de fevereiro de 2026 - 9:39

Confira as vantagens e desvantagens do Rearp Atualização. Saiba também quais empresas divulgam resultados hoje e o que mais esperar do mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio no Japão que afeta o mundo todo, as vantagens do ESG para os pequenos negócios e o que mais move as bolsas hoje

10 de fevereiro de 2026 - 9:30

Veja qual o efeito da vitória da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, nas eleições do Japão nos mercados de todo o mundo

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

Entre estímulo e dívida: o novo equilíbrio do Japão após uma eleição que entra para a história

10 de fevereiro de 2026 - 7:11

A vitória esmagadora de Sanae Takaichi abre espaço para a implementação de uma agenda mais ambiciosa, que também reforça o alinhamento estratégico de Tóquio com os Estados Unidos, em um ambiente geopolítico cada vez mais competitivo na Ásia

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

CSN (CSNA3) quer convencer o mercado que agora é para valer, BTG bate mais um recorde, e o que mais move as bolsas hoje

9 de fevereiro de 2026 - 8:39

Veja os sinais que o mercado olha para dar mais confiança ao plano de desalavancagem da holding, que acumulou dívidas de quase R$ 38 bilhões até setembro

TRILHAS DE CARREIRA

O critério invisível que vai diferenciar os profissionais na era da inteligência artificial (IA)

8 de fevereiro de 2026 - 8:00

O que muda na nossa identidade profissional quando parte relevante do trabalho operacional deixa de ser feita por humanos?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Carnaval abaixo de 0 ºC: os horários e os atletas que representam o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno

7 de fevereiro de 2026 - 9:02

Mudaram as estações e, do pré-Carnaval brasileiro, miramos nosso foco nas baixas temperaturas dos Alpes italianos, que recebem os Jogos Olímpicos de Inverno

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Cuidado com o ouro de tolo ao escolher ações; acompanhe a reação ao balanço do Bradesco (BBDC4) e o que mais move a bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 8:45

Veja como distinguir quais ações valem o seu investimento; investidores também reagem a novos resultados de empresas e dados macroeconômicos

SEXTOU COM O RUY

O “lixo” não subiu: empresas pagadoras de dividendos e com pouca dívida devem seguir ditando o ritmo na bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 6:07

Olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A difícil escolha entre dois FIIs de destaque, e o que esperar dos resultados de empresas e da bolsa hoje

5 de fevereiro de 2026 - 8:33

As principais corretoras do país estão divididas entre um fundo de papel e um de tijolo; confira os campeões do FII do Mês

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Bolsa e o trade eleitoral — by the way, buy the whey

4 de fevereiro de 2026 - 20:00

Investir não é sobre prever o futuro político, mas sobre manter a humildade quando o fluxo atropela os fundamentos. O que o ‘Kit Brasil’ e um pote de whey protein têm em comum?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda no valor da Direcional (DIRR3) é oportunidade para investir, e Santander tem lucro acima do esperado 

4 de fevereiro de 2026 - 8:38

Saiba por que a Direcional é a ação mais recomendada para sua carteira em fevereiro e o que mais move as bolsas hoje

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar