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A principal justificativa citada para a performance de BHIA3 é o desenrolar de um short squeeze, mas há quem veja fundamentos por trás da valorização. Saiba o que esperar das ações
Há semanas, os investidores acompanham o movimento estelar das ações da Casas Bahia (BHIA3) na bolsa brasileira, com ganhos de quase 150% desde o início de 2025, apesar de um balanço aquém das expectativas no quarto trimestre.
A principal justificativa do mercado para a performance é o desenrolar de um short squeeze com os papéis BHIA3. Mas a pergunta é: até onde o mercado terá espaço para continuar "apertando" a varejista na B3?
Afinal, o short squeeze acontece quando investidores com posições vendidas (short) precisam desfazer suas apostas na queda do papel recomprando as ações no mercado, consequentemente elevando ainda mais os preços do ativo.
Isso significa que inegavelmente há um limite de posições a serem fechadas, mas é difícil cravar um preço alvo para esse tipo de movimento. É por isso que o monitoramento da redução de papéis alugados deve estar no radar do investidor.
No dia 5 de março, aproximadamente 23 milhões de ações BHIA3 em circulação estavam alugadas, algo em torno de 25% dos papéis. Essa quantidade foi reduzida para 18,8 milhões no último dia 19 de março, para algo em torno de 20% do free float alugado.
Para uma gestora com posição comprada na varejista, há sim um elemento relevante de short squeeze impulsionando as cotações na tela de forma acentuada. Segundo ela, como o valor de mercado da Casas Bahia é baixo, essas oscilações tendem a multiplicar as cotações.
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Segundo a Genial Investimentos, houve um aumento dos custos de manter uma posição vendida (lending interest) em BHIA3 desde fevereiro.
Isso reflete uma pressão sobre os investidores que operam vendidos, já que aqueles que ainda desejavam manter suas posições passaram a enfrentar um custo cada vez mais elevado para continuar apostando na queda
Além disso, como o posicionamento vendido das ações da Casas Bahia já estava alto, um rali inesperado poderia ter forçado esses investidores a zerar suas posições.
Inácio Alves, analista da Melver, também cita a melhora relevante de resultados, com aumento das vendas em lojas físicas e de novos crediários, o que diminui o risco financeiro e operacional da empresa, além do reperfilamento de dívidas, que deu à varejista um fôlego extra.
“A prorrogação das dívidas deu um maior espaço para a empresa levantar caixa. Contudo, o aumento recente da Selic e uma nova alta de juros contratada, mesmo que de menor magnitude, pode comprometer a estratégia da companhia”, avaliou o analista.
Vale lembrar que a Casas Bahia entregou uma redução de prejuízo no quarto trimestre de 2024, apesar de a cifra ter vindo acima do esperado pelo mercado, enquanto surpreendeu negativamente do lado das despesas financeiras.
Na visão de Rafael Ragazi, sócio e analista de ações da Nord Investimentos, há outro fator que pode ter catapultado as ações na B3: a entrada de Rafael Ferri como acionista da varejista.
O executivo ultrapassou a marca de 5% em participação na companhia em 11 de março. Acontece que, mesmo após essa data, o papel não parou de subir, com alta acumulada de aproximadamente 37% de lá para cá.
“Há a possibilidade de que seja inclusive uma combinação de um investidor, talvez o próprio Ferri, que fez uma compra grande de ações da Casas Bahia que levou a um aumento da volatilidade e a um short squeeze”, disse o sócio da Nord.
Uma fonte de mercado afirma que a entrada de Ferri acaba por atrair investidores que estão de fora e acreditam que o investidor poderia saber de algo que eles não sabem. “Esse tipo de notícia faz aumentar as compras do papel, o que também pode ter acionado stops de quem apostava na queda e estava vendido no papel.”
Apesar dos ganhos expressivos nos últimos pregões, o mercado ainda não encontra-se disposto a comprar a tese de Casas Bahia (BHIA3).
Segundo dados compilados pela Bloomberg, a varejista hoje conta com quatro recomendações neutras e cinco de venda ou equivalentes (underperform ou underweight).
Diante da volatilidade elevada dos papéis e do momento ainda complexo para a varejista, com finanças pressionadas e o macro jogando contra, a recomendação da Nord é que os investidores evitem as ações BHIA3.
“Não sabemos até onde as ações poderão ir ou se haverá mais short squeeze. O ideal é focar nos fundamentos e não fazer apostas tentando prever movimentos de curto prazo, que são oscilações técnicas que em nada tem a ver com o momento atual da empresa”, disse Ragazi.
Inácio, da Melver, destaca que, após a pernada recente, as ações da Casas Bahia já alcançaram o preço-alvo da maioria das casas de análise. Dessa forma, seja por fundamentos ou por análise técnica, a recomendação é entrar em compasso de espera para avaliar os próximos comportamentos dos papéis.
Há quem destoe da maioria e ainda siga otimista com as ações da Casas Bahia. Investidores conhecidos por entrar em teses controversas em busca de maiores assimetrias, como Heloisa Cruz, da Stoxos, já afirmaram possuírem posição em BHIA3.
Um agente de mercado afirma que, ainda que a ação da Casas Bahia tenha dobrado de preço desde as mínimas de fevereiro, a varejista não se apreciou de forma relevante em termos de múltiplo.
“Se ela conseguir realizar o turnaround, ela poderia chegar à casa dos bilhões em valor de mercado, o que significaria que o papel ainda poderia se multiplicar 10 vezes.”
No mesmo sentido, uma gestora com posição comprada nos papéis avalia que ainda há um grande espaço para valorização adicional da Casas Bahia na bolsa. A visão é baseada no patamar deprimido de valuation da varejista, de cerca de 3,5 vezes a relação entre valor de firma sobre Ebitda previsto para 2025, segundo a Bloomberg.
“A ação está muito barata, então vale o questionamento: o que está errado, o patamar atual de R$ 7 ou o preço que víamos em fevereiro, de R$ 2 a ação? A empresa com certeza vale mais do que está sendo negociada hoje”, disse ao Seu Dinheiro.
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