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País abriu uma queixa para reverter as tarifas adicionais de quase 40% de importação para veículos chineses
A guerra comercial entre a China e a União Europeia (UE) tem ganhado diversos contornos nos últimos meses - e os carros elétricos são os principais pivôs dessa batalha.
Em um novo capítulo na disputa, o governo de Xi Jinping decidiu recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC), órgão máximo que regula o comércio global, para tratar das tarifas adicionais impostas pelo bloco econômico a veículos elétricos chineses.
O país solicitou uma consulta à OMC, iniciando formalmente uma disputa contra o bloco europeu.
Segundo a China, as tarifas são inconsistentes com as regras definidas pelo regulador internacional.
As consultas dão às partes uma oportunidade de discutir o assunto e encontrar uma solução satisfatória sem prosseguir com o litígio.
Após 60 dias, se as consultas não resolverem a disputa, o reclamante – a China – pode solicitar a adjudicação por um painel.
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No início de julho, a Comissão Europeia impôs tarifas adicionais de até 37,6% aos fabricantes de carros elétricos da China.
A medida foi criada após investigação concluir que subsídios concedidos pelo governo chinês tornaria a concorrência com as montadoras europeias desleal.
Vale destacar que os impostos anunciados pela Europa ainda são muito mais baixos do que a tarifa de 100% que os Estados Unidos planejam aplicar às importações de carros elétricos chineses.
Apesar da medida, a China ainda teria alguns meses para que a tarifa virasse permanente . Enquanto isso, o país asiático poderia negociar com o bloco europeu.
Ainda no mês passado, o Ministério do Comércio da China informou que ambos os lados realizaram rodadas de negociações técnicas sobre as tarifas sobre os carros elétricos chineses.
"Esperamos que os lados europeu e chinês caminhem na mesma direção, mostrem sinceridade e avancem com o processo de consulta o mais rápido possível", afirmou o porta-voz do Ministério, He Yadong.
Também houve retaliação por parte do governo asiático. A China também impôs tarifas de 25% para os automóveis da UE com grandes motores a gasolina.
Atualmente, a China é um dos principais players na indústria automobilística, tanto em termos de produção como de consumo.
As fabricantes alemãs, por exemplo, tiveram cerca de um terço de suas vendas no ano passado realizadas na China.
Com o protecionismo europeu, a intenção de privilegiar as montadoras do Velho Mundo pode ter um efeito contrário, caso a China imponha mais tarifas aos automóveis importados no país.
Por outro lado, a participação de mercado das marcas chinesas na Europa subiu de menos de 1% em 2019 para 8% atualmente — e pode chegar a 15% em 2025, segundo dados da Comissão Europeia.
O número é puxado especialmente pela propagação dos carros elétricos, em especial da montadora BYD.
*Com informações de Estadão Conteúdo
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