Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
ELEIÇÕES AMERICANAS - O FUTURO EM JOGO

EUA podem se tornar ‘bomba de sucção’ de dinheiro com Trump – e Brasil será prejudicado se não souber se posicionar, diz Marcos Troyjo, ex-banco dos Brics

Diplomata avalia que economia americana seguirá protagonista em qualquer cenário e critica postura brasileira: “Temos peso, mas não temos atenção à altura”

marcos troyjo
O diplomata Marcos Troyjo, durante o painel Eleições Americanas. - Imagem: Market Makers

A maneira de estimular a economia é um dos principais pontos de conflito entre Donald Trump e Kamala Harris, candidatos à presidência dos Estados Unidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esta é a visão do diplomata Marcos Troyjo, ex-presidente do banco dos Brics. Durante sua participação no evento Eleições Americanas - o futuro em jogo, promovido pelo Market Makers e Seu Dinheiro, Troyjo afirmou que, embora os projetos de governo republicano e democrata possuam muito em comum se excluídos os elementos ideológicos, a estratégia para alavancar o país será distinta.

“Se Kamala Harris ganhar, deve haver uma continuidade do projeto de regulamentação da economia, transferência de renda e inclusão social, o que é uma agenda cara para os americanos. Deve seguir também o processo de reindustrialização via incentivos e subsídios, na expectativa de que os ganhos cubram a questão fiscal”, resumiu o diplomata.

Já em caso de vitória de Trump, Troyjo entende que o estímulo se dará por outra via, que pode prejudicar o Brasil, caso nosso país não esteja sintonizado com a dinâmica internacional.

“Com Trump, devemos assistir a um dos mais vigorosos projetos de desregulamentação e corte de burocracia da história dos Estados Unidos, além de uma robusta diminuição de impostos”, projetou. “Se os EUA fizerem isso, a tendência é que eles se tornem uma ‘bomba de sucção’ de investimentos estrangeiros diretos”, complementou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na opinião do ex-Brics, essa atratividade extra da economia americana pode ser um problema para o Brasil. Isso porque, diante de uma carga tributária brasileira que pode chegar a 34% e com um forte grau de insegurança jurídica, uma simplificação das regras americanas e redução da alíquota de cerca de 27% criaria um forte diferencial competitivo para os EUA, estimulando a fuga de capitais.

Leia Também

COPA 2026

França será campeã da Copa do Mundo? Dados mostram que o verdadeiro vencedor já está colhendo os frutos do torneio

Conteúdo Empiricus

Fim do cessar-fogo entre EUA e Irã é definitivo ou parte do processo? Veja o que diz analista da Empiricus

Reação ao candidato vitorioso é mais importante do que o vencedor em si

Questionado sobre qual candidato seria melhor para o investidor e a economia brasileiros, Troyjo relativizou: “Se você é um piloto de Fórmula 1 e começa a chover, isso é bom ou ruim?”

A analogia ilustra uma mudança de cenário, mas que pode ser positiva ou negativa a depender de uma série de fatores, como os pneus utilizados, a preparação da equipe de pit-stop, o tempo que falta para acabar a corrida, etc.

Na visão de Troyjo, os EUA sob Biden abriram oportunidades com o IRA (programa de reindustrialização), mas o Brasil não aproveitou. “Se você olhar o Brasil como ‘ilhas’, há setores que estão preparados para o futuro americano. Mas olhando o país como um todo, não há esse direcionamento.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o diplomata, hoje existem duas visões a respeito da relevância dos EUA no mundo: se eles seguirão protagonistas ou se são uma potência em declínio. Em sua opinião, embora estejam “menos influentes”, os EUA estão “mais poderosos” - especialmente em termos econômicos.

Entre os argumentos que o fazer crer nesta tese estão o crescimento da renda per capita nos últimos anos em relação à Europa e o ganho de relevância das empresas americanas entre as maiores do mundo: se antes apenas quatro das dez maiores empresas globais eram americanas, hoje são nove.

Segundo Troyjo, as atitudes do Brasil apontam para uma aposta de que os EUA estão em declínio, o que em sua visão é uma posição errônea, já que o Brasil poderia se aproveitar muito de uma relação mais próxima com os americanos, seja pela proximidade geográfica e alinhamento ocidental, seja por nosso potencial no abastecimento global de alimentos e na transição energética.

“O Brasil tem peso, mas não tem atenção à altura vinda dos Estados Unidos. Se Trump ou Harris serão melhores ou piores, vai depender muito mais do que nós fizermos”, sintetizou. Confira abaixo o painel com Marcos Troyjo na íntegra:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Cobras nadando na cidade de Hengzhou, na China. 10 de julho de 2026 - 14:19
jogadores da espanha comemorando 10 de julho de 2026 - 6:49
Logo do Federal Reserve (Fed) em uma nota de dólar 9 de julho de 2026 - 17:30
9 de julho de 2026 - 9:05

CRISE NA COSTA OESTE

Como esse paraíso americano entrou em decadência

9 de julho de 2026 - 9:05
seleção de marrocos canta o hino 9 de julho de 2026 - 6:45
barata ciborgue 8 de julho de 2026 - 15:37

INSETOS ROBÔS

Por que cientistas estão transformando baratas em ciborgues?

8 de julho de 2026 - 15:37
Painel de investimentos internacionais do evento Onde investir no segundo semestre de 2026 7 de julho de 2026 - 6:10
Vista panorâmica dos 587 minicastelos do Burj Al Babas 6 de julho de 2026 - 16:29
Com um estante ao fundo, um fome de blusa preta está sentado em uma mesa, com um microfone a frente 4 de julho de 2026 - 15:02
Montagem de barris de petróleo 4 de julho de 2026 - 13:11
Montagem com um fundo de gráfico de ações e a bandeira do Brasil dentro de uma lupa, gestores, ações, fundos 3 de julho de 2026 - 17:50
MetLife Stadium, em Nova Jersey, será palco da grande final da Copa do Mundo 2 de julho de 2026 - 17:35
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar