🔴 META: ATÉ R$ 3.000 POR DIA COM 2 OPERAÇÕES – CONHEÇA O INDICADOR X

Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
No Seu Dinheiro você encontra as melhores dicas, notícias e análises de investimentos para a pessoa física. Nossos jornalistas mergulham nos fatos e dizem o que acham que você deve (e não deve) fazer para multiplicar seu patrimônio. E claro, sem nada daquele economês que ninguém mais aguenta.
Política Europeia

Decisão de Macron de dissolver Parlamento e convocar eleições antecipadas é aposta política de alto risco

Atitude de Macron vem após avanço do partido de extrema direita Reunião Nacional nas eleições do Parlamento Europeu

Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
10 de junho de 2024
11:13
Emmanuel Macron, presidente da França
O presidente francês, Emmanuel Macron, que dissolveu o Parlamento e convocou novas eleições Imagem: Shutterstock

A decisão do presidente francês, Emmanuel Macron, de convocar eleições parlamentares antecipadas após um avanço repentino de seus rivais de extrema direita é uma medida de alto risco e uma enorme aposta política, dizem analistas.

Macron anunciou a dissolução do Parlamento francês e a convocou novas eleições após o partido de direita Reunião Nacional (RN), que tem Marine Le Pen na liderança, obteve cerca de 31% dos votos nas eleições deste domingo para o Parlamento Europeu.

Esse percentual é mais do dobro dos 14,6% obtidos pelo Partido do Renascimento, pró-europeu e centrista, de Macron e seus aliados, segundo informações da rede de TV CNBC.

Os mercados não reagiram bem à decisão do presidente francês. O CAC 40, da Bolsa da França, caiu 1,8% logo no início das negociações na manhã desta segunda-feira, com os bancos franceses negociando em forte baixa. O BNP Paribas e o Société Générale lideravam as perdas do Stoxx 600, ambos com baixa de 6%. O euro caía cerca de 0,4% em relação ao dólar em meio às incertezas.

Discurso em rede nacional de TV

“Este é um momento essencial para esclarecimentos”, disse Macron num discurso em rede nacional de TV no domingo à noite, ao anunciar a sua decisão de dissolver o parlamento.

“Ouvi a sua mensagem, as suas preocupações e não as deixarei sem resposta... A França precisa de uma maioria clara para agir com serenidade e harmonia”, acrescentou. O primeiro turno de votação acontecerá no dia 30 de junho, e o segundo será realizado no dia 7 de julho.

Tal como está, o Partido do Renascimento de Macron tem 169 assentos na Câmara Baixa do Parlamento francês, de um total de 577 assentos, e o RN tem 88 assentos.

Uma sondagem da empresa de pesquisas Ipsos, com 4.000 pessoas questionadas sobre suas intenções de voto em dezembro passado sugeriu que o RN poderia obter de 243 a 305 assentos, dando-lhe maioria no Parlamento.

Pressão da extrema direita

Com resultado nessa tendência nas próximas eleições, Macron provavelmente seria pressionado a nomear um primeiro-ministro do partido, com poder sobre a Política Interna e Econômica de França, embora Macron - como presidente - continuaria no comando da Política Externa, Justiça e Defesa.

O RN é tecnicamente liderado na Europa por Jordan Bardella, de 28 anos, visto como protegido de Le Pen. Mas Le Pen ainda é vista como a principal figura do partido.

Daniel Hamilton, pesquisador-sênior do Instituto de Política Externa da Universidade Johns Hopkins, descreve a decisão de Macron como a “grande história” da votação do Parlamento Europeu nos últimos dias, e que poderia facilmente levar a uma mudança sísmica no governo da França, em que Macron “teria de governar com o seu inimigo, basicamente”.

A sua aposta é usar os três anos que antecedem as próximas eleições presidenciais para mostrar que fizeram um péssimo trabalho e que de alguma forma os eleitores irão recompensá-lo. Por isso é uma enorme aposta política e deve criar muita incerteza em França”, ele disse à CNBC na segunda-feira.

“Embora muita coisa possa acontecer nas próximas semanas, as informações disponíveis sugerem que Macron convocou uma eleição que pode perder”, disse Antonio Barroso, vice-diretor de Pesquisa da consultoria Teneo, em nota na noite de domingo.

Tentativa de mobilização do eleitorado

Ele disse acreditar que Macron provavelmente “tentará usar o choque da grande vitória do RN nas eleições para o Parlamento Europeu para mobilizar o eleitorado centrista e limitar a probabilidade de Le Pen obter a maioria absoluta na Assembleia Nacional, a Câmara Baixa do Parlamento. O RN ainda poderá liderar um governo minoritário, mas um Parlamento fragmentado tornaria difícil para um governo liderado pelo RN conseguir aprovações na Casa”, disse ele.

Barroso avalia que a justificativa de Macron para convocar as eleições talvez possam trazer uma vitória do Reunião Nacional “a tempo de expor a falta de experiência do partido no governo e fazê-lo enfrentar decisões politicamente dolorosas antes das Eleições Presidenciais de 2027”.

Ele disse, por exemplo, que se o partido de Le Pen liderasse o próximo governo, teria de aprovar cortes de gastos ou aumentos de impostos (ou ambos) como parte do orçamento de 2025, com o objetivo de reduzir o grande déficit orçamentário da França (de 5,5% do PIB em 2023).

Os analistas questionam se a decisão de Macron demonstrou inteligência e estratégia política, ou se o exporá a mais acusações de arrogância e falta de compreensão sobre as preocupações dos eleitores quanto a questões internas como imigração, serviços públicos, custo de vida e emprego.

“A pergunta que todos se faziam ontem à noite era: ‘Por quê? Por que ele fez isso?”, disse Douglas Yates, professor da American Graduate School em Paris, à CNBC na segunda-feira.

“Ou seus críticos estão certos e ele é tão arrogante que não entende o quão odiado é, e vai levar uma surra, ou ele é um estrategista inteligente e calculou que pode vencer ou, mesmo que perca estas eleições, a sua estratégia de longo prazo será beneficiada”, disse Yates.

*Com informações da CNBC

Compartilhe

SONHO AMERICANO?

Concessão de visto de trabalho a brasileiros bate recorde nos EUA – mas oportunidades podem chegar ao fim se Trump ganhar

17 de junho de 2024 - 19:30

Os vistos para trabalhadores brasileiros qualificados também registraram número recorde. Porém, com discurso mais inflamado de Trump, o cenário pode mudar; veja como conseguir o seu green card

Energia renovável

Espanha produz eletricidade demais — e agora não sabe o que fazer com tanta energia

17 de junho de 2024 - 17:43

Investimentos em energia solar e eólica levaram o país a produzir mais energia do que necessita

O VALOR DA BANDEIRA BRANCA

Putin não aguenta mais? Rússia diz qual é o preço para acabar com a guerra na Ucrânia — e Ocidente manda a própria fatura

16 de junho de 2024 - 15:34

Pelo menos 90 países e organizações se reuniram na Suíça — sem a participação de Moscou — para tentar encontrar o caminho para a paz

NINGUÉM SEGURA

Efeito Godzilla: por que as tarifas não vão conseguir parar os carros elétricos made in China?

16 de junho de 2024 - 14:16

O presidente dos EUA, Joe Biden, introduziu no mês passado impostos elevados sobre os carros elétricos da China, efetivamente duplicando o preço de tabela — mas há quem diga que nem assim será possível freá-los

O PODER DA LOIRINHA

Efeito Eras Tour: como Taylor Swift pode impedir que um dos maiores bancos centrais do mundo corte os juros agora?

15 de junho de 2024 - 17:02

Termos como “Swiftflation” e “Swiftonomics” surgiram para se referir ao aumento nos gastos em serviços como hotéis, voos e restaurantes em torno das apresentações da cantora — e agora isso virou um problema para a política monetária

DESDE 1950…

Argentina está em crise, mas… desde quando? Banco Mundial aponta país como recordista de anos em recessão 

14 de junho de 2024 - 19:15

Em 1948, PIB per capita da Argentina era de cerca de 84% daquele das dez maiores economias do mundo; hoje, é de 34%

OS BRITÂNICOS VÃO ÀS URNAS

Quem leva a melhor no Reino Unido? A carta na manga dos trabalhistas para derrubar os conservadores nas eleições de julho

13 de junho de 2024 - 20:01

Os trabalhistas lideram as pesquisas de intenção de voto com a ajudinha de fórmulas conhecidas pelo centro

presidente motoserra

Milei consegue conter preços e inflação Argentina baixa para 4,2% em maio

13 de junho de 2024 - 18:10

Apesar da queda em maio, índice de preços ainda acumula 276% de alta em 12 meses

EM MEIO AO CAOS

Todo poder a Milei? Com voto de Minerva e repressão a manifestantes, Senado da Argentina aprova pacote ultraliberal

13 de junho de 2024 - 11:16

O projeto concede amplos poderes ao Executivo, dando prerrogativas de interferência ao presidente, mas foi desidratado na Casa

PEDIU O MERCADO EM NAMORO?

De Powell, com amor (mas nem tanto): o que a decisão do Fed diz sobre os juros nos EUA

12 de junho de 2024 - 15:12

Em decisão amplamente esperada, o banco central norte-americano manteve a taxa referencial na faixa entre 5,25% e 5,50% ano — foi o gráfico de pontos que mandou a mensagem aos mercados

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Continuar e fechar