Lucro da TIM cresce no 3T24 e empresa anuncia dividendos, mas ação tem a maior queda do Ibovespa. Oportunidade de comprar TIMS3?
A empresa de telecomunicações prevê uma remuneração de aproximadamente R$ 3,5 bilhões aos acionistas com referência ao ano de 2024

A semana começou agitada para os investidores da TIM (TIMS3). Além dos resultados do terceiro trimestre de 2024, a operadora de telefonia divulgou atualizações sobre seu guidance de 2024 a 2026 com novas estimativas de pagamento de dividendos.
Mas a notícia de mais dinheiro no bolso dos acionistas não foi suficiente para impedir que as ações TIMS3 figurassem entre as maiores baixas do Ibovespa nesta terça-feira (5).
Por volta 13h14, os papéis da operadora caíam 4,11%, a R$ 16,10, liderando o ranking de quedas do índice. No mesmo horário, o Ibovespa caía 0,47%, aos 129.895,20 pontos. Às 13h57, as ações TIMS3 caíam 3,93%, a R$ 16,13.
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O que diz o guidance?
Em comunicado divulgado na segunda-feira (4) ao mercado, a TIM prevê o pagamento de aproximadamente R$ 3,5 bilhões aos acionistas com referência ao ano de 2024.
Desse montante, R$ 800 milhões já foram distribuídos em juros sobre capital próprio (JCP), e R$ 2,7 bilhões em adicionais (JCP e dividendos) serão deliberados nos próximos meses.
Até 2026, a previsão de remuneração foi mantida em um total de R$ 11,8 bilhões a R$ 12,2 bilhões.
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As projeções do guidance consideram os resultados que a TIM classificou como robustos nos primeiros nove meses de 2024. A empresa de telefonia também reafirmou que está bem posicionada para cumprir todas as metas previamente anunciadas.
Já em relação à receita, a TIM estima um crescimento anual da receita de serviços de 5% a 7% em 2024 e de 5% a 6% no período acumulado até 2026. Para o Ebitda, a operadora projeta uma expansão anual de 7% a 9% em 2024 e de 6% a 8% ao ano até 2026.
A companhia também prevê que os investimentos (capex) alcancem entre R$ 4,4 bilhões e R$ 4,6 bilhões anualmente até 2026, e um Fluxo de Caixa Operacional com crescimento de dois dígitos no Ebitda-AL menos Capex, tanto em 2024 quanto no acumulado até 2026.
Os resultados da TIM no 3T24
A TIM também informou que registrou um lucro líquido de R$ 805 milhões no terceiro trimestre, uma alta de 12,4% na comparação com o mesmo período do ano passado.
A receita líquida da TIM Brasil entre julho e setembro somou R$ 6,4 bilhões, 6% acima do apresentado um ano antes. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 3,2 bilhões, alta de 7,9% em relação ao mesmo período de 2023.
O serviço móvel registrou um faturamento de R$ 5,9 bilhões, representando um aumento anual de 6,3%. Já o segmento de redes fixas apresentou uma alta de 2,6% nas receitas, alcançando R$ 333 milhões. As vendas de produtos totalizaram R$ 187 milhões (+3,5%).
O que dizem os analistas sobre o 3T24 da TIM?
Para o BTG Pactual, a TIM apresentou resultados sólidos no 3º trimestre, mas em linha com as expectativas. O banco manteve a recomendação da compra para as ações TIMS3, com preço-alvo de R$ 20 para 2025, um potencial de alta de 19% em relação ao fechamento anterior.
Os analistas ressaltam que a ação da TIM está sendo negociada a 11,5 vezes o lucro esperado para 2024, próximo da média das operadoras globais (11x) e com desconto em relação à Vivo (14x), uma das principais concorrentes. O rendimento de dividendos estimado para 2025 é de 10%, superior ao das operadoras dos EUA (5%) e da Vivo (8,5%).
“O aumento consistente dos dividendos a cada ano dá um ótimo suporte à ação, e consideramos a TIM uma boa opção de investimento para quem busca defensividade e um retorno atrativo”, afirmam os analistas do banco, em relatório divulgado hoje.
Segundo o Goldman Sachs, a receita, o Ebitda e o lucro líquido da operadora ficaram aproximadamente em linha com as expectativas do banco e do consenso da Refinitiv.
Com as principais projeções em relação ao guidance mantidas, o Goldman Sachs espera uma reação neutra do mercado em relação às ações da companhia. O preço-alvo para TIMS3 é de R$ 18,10, um potencial de alta de cerca de 8% em relação ao fechamento anterior.
Para o Santander, os resultados da TIM vieram em linha com as estimativas do banco e as do mercado, e os analistas também esperam uma reação de neutra a positiva no pregão desta terça.
Embora o crescimento da receita com serviços móveis tenha desacelerado em relação ao segundo trimestre de 2024, os números ainda estão “em um ritmo saudável”.
“A empresa continua com um bom desempenho no segmento pós-pago, no qual a receita aumentou 8% anual, impulsionada por aumentos de preços, upgrade de clientes para planos superiores e esforços para reduzir a taxa de cancelamento”, afirma o Santander.
O banco mantém classificação outperform para as ações TIMS3, equivalente a compra. O preço-alvo é de R$ 23, um potencial de valorização de aproximadamente 37%.
Em sua análise sobre o balanço da TIM, o Bank of America ressaltou que a operadora apresentou resultados em grande parte dentro do esperado. Já a projeção de remuneração aos acionistas ficou um pouco abaixo da previsão do BofA, que era de R$ 3,6 bilhões.
“Mantemos nossa recomendação de compra e preço-alvo de R$ 21,50 para a TIM Brasil, dado o cenário positivo no mercado de telefonia móvel e a valorização atrativa com um rendimento de FCFE [Free Cash Flow to Equity ou fluxo de caixa livre aos acionistas] de 11% estimado para 2025”, diz o BofA.
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