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Elétrico que simboliza nova fase da Volvo é sustentável e minimalista ao extremo; aposta alta em público jovem, endinheirado e sedento por inovação
A chegada do novo carro elétrico Volvo EX30 não se limita a um lançamento. Além de ser um carro que quebra paradigmas, ele sublinha uma nova fase da marca sueca no Brasil, um passo à frente desde quando foi decidida sua guinada à eletrificação.
Antes de falar do carro em si, é importante entender um pouco dos bastidores desse momento em que a Volvo se esforça para expressar essa nova fase.
A ideia é conquistar novos consumidores nos dois sentidos: atrair clientes vindos de outras marcas convencionais e também jovens. Uma nova era para uma marca tradicional, que reúne bons argumentos para essa estratégia.
Há cinco anos, a Volvo anunciou que todo seu portfólio seria híbrido plug-in e elétrico. Outra ambição é que metade de suas vendas globais seja de veículos elétricos até 2025 e todos 100% elétricos até 2030.
Mais recentemente, a alta cúpula no Brasil foi toda reestruturada, apontando para um novo posicionamento da operação local.
Sete executivos, todos jovens para os padrões do setor automotivo, foram promovidos a diretores. Durante a apresentação do novo carro elétrico com jornalistas, o dress code desses líderes era básico e minimalista, assim como o modelo lançado.
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Toda essa linguagem ainda pode ser conferida em seu material publicitário, repleto de atributos lúdicos.
Numa das peças, crianças pequenas que serão motoristas apenas na próxima década, tornam-se avaliadores do novo EX30 e exaltam diferenciais do elétrico, como espaço de bagagem onde estaria o motor, ausência de ruído, materiais reciclados, plugado como um videogame, não solta “pum” (numa alusão aos gases poluentes), desempenho de esportivo e um impressionante design escandinavo.
O Volvo EX30 foi apresentado no País em setembro de 2023, quando a marca iniciou sua pré-venda e a nove meses de sua efetiva chegada. Desde então, foram vendidas 2 mil unidades do novo modelo, que começam a chegar às lojas agora.
Os preços partiam de R$ 219.950, mas com a volta da cobrança do imposto de importação para elétricos, decidida meses depois, a marca teve de fazer um reajuste para R$ 229.950 no modelo de entrada.
Além do retorno do tributo, a antecipação da pré-venda muito provavelmente não contava com a invasão chinesa sem precedentes, liderada pela BYD e GWM, que lançaram novos produtos 100% elétricos de boa qualidade a preços mais acessíveis, acompanhados do crescimento de vendas e da rede de concessionárias.
O que não cresceu na mesma proporção que os carros chineses, contudo, a Volvo faz questão de explorar: os pontos de recarga.
A marca sueca, que não tem fábrica no Brasil nem esboça planos para isso, ressalta com razão seu empenho na preocupação do abastecimento de energia, algo que as chinesas ainda ficam devendo.
Seus executivos foram à Suécia e conseguiram ser a única subsidiária no mundo a convencer a matriz a ajudá-los a investir em infraestrutura: trouxeram R$ 70 milhões para instalar 101 eletropostos por todo o país. Metade da meta já foi alcançada.
Mais do que colocar wallboxes em comércios, que servem como recarga de conveniência, mas lenta, a Volvo Cars Brasil vem instalando carregadores rápidos.
Recentemente anunciou 14 em operação, desses que são sonho de consumo e capazes de recarregar um carro elétrico em meia hora.
Em qualquer posto de recarga com a bandeira Volvo a utilização (ainda) é gratuita, mediante uso do aplicativo da marca (estendido a qualquer dono de carro elétrico) e a importadora dispõe de uma equipe dedicada ao monitoramento desses carregadores e à manutenção – por serem de uso público, é comum encontrar pontos de outras marcas quebrados ou que sofreram vandalismo. A Volvo investe para evitar isso.

A pré-venda serviu de laboratório para a Volvo entender o perfil de quem se interessa pelo EX30, a partir dos 2 mil interessados na novidade.
Eles têm entre 18 e 44 anos, com maior concentração dos 35 anos, e 50% adquirem um carro elétrico pela primeira vez.
Outro dado curioso: 87% são novos clientes, vindos de marcas convencionais e fazendo um upgrade para uma marca premium.
Também se enquadram no que o marketing definiu de “early adopters”, ou seja, pessoas ávidas por tecnologia, que não se preocupam em gastar em um produto inovador em troca de uma experiência.
Em geral, correm riscos nos investimentos que fazem e possuem boa capacidade financeira, caso aquele carro que comprou tenha uma desvalorização acima da média do mercado.
Na pré-venda, a Volvo recebeu 50% dos pedidos da versão Ultra (mais cara) e de 10 a 15% nas demais. Cerca de 60% das reservas foram para mulheres.

Por causa do EX30, as metas da Volvo são ousadas: dobrar suas vendas no País – passar de 8.300 no total do ano passado para mais de 17 mil unidades este ano. Das atuais 47 concessionárias, o plano é crescer 10% e encerrar 2024 com 53 lojas.
Lembrando que o modelo de negócios da Volvo é o de vendas diretas: a compra é online, o estoque é unificado com a marca e não nas lojas, que deixam de ter esse custo imobilizado, e com dinheiro em caixa concentram seus esforços para entender e atender melhor seus clientes.
A marca vai inaugurar, por exemplo, sua primeira concessionária no estado do Tocantins, em Palmas, além de ampliar a presença no interior, com lojas em Presidente Prudente (SP), Piracicaba (SP), Santos (SP), Dourados (MS) e Sinop (MT).
Se o foco da demanda será em um veículo elétrico, a Volvo se baseia na menor quantidade de manutenção que um modelo assim requer.
Para o EX30 são 3 anos de garantia ou 100 mil km e 8 anos e 160 mil km para a bateria. A marca ainda oferece 3 anos (ou 100 mil km) de manutenção grátis.
As tecnologias embarcadas permitem atualizações de seus sistemas a distância, sem que o cliente precise ir a uma autorizada. O serviço conta até com o monitoramento da bateria – o Brasil fica lado a lado de Noruega, Portugal, Holanda e Austrália, únicos países que já implementaram este tipo de acompanhamento.
Por meio deles, é possível detectar quando uma bateria apresenta algum comportamento diferente. A importadora, então, se antecipa e agenda uma visita à concessionária. O serviço já funciona para os veículos elétricos da Volvo vendidos no Brasil e a rede se prepara para torná-lo disponível em breve para o EX30.
Depois de tanto falar dos negócios, vamos saber mais sobre essa novidade. A reportagem do Seu Dinheiro colocou o EX30 à prova. Nada de rodar apenas na cidade. O desafio de qualquer elétrico é seu alcance, principalmente em viagens. Pior, encarando uma serra.
O percurso escolhido foi sair de São Paulo rumo à montanhosa Campos do Jordão que conta, atualmente, com 21 eletropostos.
O percurso entre a capital congestionada e a cidade turística foi de 195 km, que consumiram 60% de sua bateria. Só na serra, ou seja, em 20 km de subida foram esgotados 20% da energia. Mas chegamos ao destino ainda com 40% de bateria.
Avaliamos a versão Ultra, top de linha, que custa R$ 293.950 e tem um extensor que eleva sua autonomia a 338 km segundo o Inmetro. Essa quilometragem é facilmente atingida em percursos urbanos.

Na estrada, o carro elétrico consome muito mais, portanto, nada de viajar por mais de 300 km sem um “plano de voo”, ou paradas para recarga.
A versão Core de entrada, por sua vez, tem alcance de 250 km e precisa ser levada “com carinho” até uma cidade distante de 200 km, ou seja, fica mais limitada a viagens.
A recarga da bateria de 51 kWh da versão Core leva cerca de 8 horas nos carregadores de 7,4 kW, 6 horas se for o wallbox de 11 kW e 26 minutos em carga rápida.
Já nos modelos com bateria maior, de 69 kWh, a espera é de 10 e 8 horas nos carregadores mais comuns e 28 minutos nos rápidos.

Logo ao entrar no carro já percebemos por que o Volvo EX30 quebra paradigmas: ele é todo clean e minimalista. Pouco botões e teclas e não é por ter a proposta de low cost. Tudo nele tem uma intenção.
Por exemplo, o acabamento não apresenta a sofisticação e luxo dos novos chineses. Nada de couro, o carro é todo vegano e 95% do que ele tem é reciclável ao fim da vida. Segundo a Volvo, é o carro com a menor pegada de carbono já feito pela marca.
Produzido na China, o EX30 conta com outros materiais naturais, como os tecidos aplicados nos bancos e acabamentos interiores.
Os tapetes em carvão são produzidos a partir de garrafas PET; 17% do aço e plástico em sua construção são renováveis e 25% do alumínio empregados no carro são reciclados. Os bancos, conforme a versão, são feitos de poliéster 70% reciclado.
Ao invés de chave, o Volvo utiliza um cartão com tecnologia NFC. Por meio de um sensor ele destrava as portas e não há botão para ligá-lo. Basta colocar o cartão no espaço de carregamento por indução, acionar alavanca na coluna de direção para o Drive e sair andando, no total silêncio.

Todos estranham a ausência do quadro de instrumentos, com as informações que o motorista precisa. Não existe mesmo. Naquele espaço à frente do volante, a fabricante coloca um sensor de fadiga, que alerta o motorista caso ele detecte cansaço ou distração.
Para saber qualquer coisa sobre o carro, como ajustar os retrovisores externos, é preciso recorrer à imensa tela do sistema multimídia de 12,3 polegadas, posicionada verticalmente, como um grande tablet.
E não é invenção da Volvo lançar um carro sem o painel de instrumentos. Quase todos os Teslas já anteciparam essa tendência, concentrando as informações na tela central.
Especialistas ouvidos pela reportagem dizem que integrar as informações em um único módulo é uma evolução do infotainment, gerando economia pela redução de custos de materiais (módulos, chicotes etc.) e eficiência do sistema que agrega todas as tecnologias. Ao mesmo tempo, sua permanência no futuro dependerá da aceitação do mercado.
Na prática, faz falta. Para verificar os dados, como quilometragem ou velocímetro, é preciso desviar levemente o olhar para a tela central. Na parte superior dela ficam destacados os indicadores de velocidade, marcha, autonomia, nível da bateria e alertas de segurança.
Dados tão relevantes para dirigir poderiam ficar disponíveis num head-up display – recurso presente em outros carros da Volvo que projeta as informações mais importantes no para-brisa.
O desempenho é impecável. O Volvo EX30 conta com motor elétrico traseiro que rende 272 cv de potência e 35 kgfm de torque imediato. Bastam 5,3 segundos para acelerar esse elétrico de 0 a 100 km/h.
Na prática é um torpedo nas ultrapassagens, com sua aceleração instantânea ao acionar o pedal de forma mais vigorosa. Por não ser muito alto, o SUV compacto com acerto de suspensão mais firme é obediente nas curvas.

O Volvo EX30 não é um carro para uma grande família. Com distância entre-eixos de 2,65 metros, se equivale ao espaço interno de um VW T-Cross, com a vantagem de ter o assoalho plano.
O porta-malas acomoda 318 litros, se equivale ao do criticado Jeep Renegade, embora tenha um “frunk”, trocadilho de trunk (porta-malas) frontal, sob o capô, espaço suficiente para uma mochila.
Nessa versão mais cara, o EX30 traz todos os recursos esperados de segurança para um Volvo, com destaque para alerta em caso de abertura de portas próximo a ciclistas ou motocicletas, alerta de tráfego cruzado, leitura de placa de velocidade e frenagem automática, entre outros.
Para fazer jus ao termo de “carro smartficado”, ou seja, um carro que é um grande celular, a conectividade é reforçada pela oferta de internet nativa (grátis por 4 anos) e sistema Google. Duas portas USB-C na frente e duas atrás mais um carregador por indução não vão deixar ninguém sem bateria. A qualidade sonora é garantida pelo sistema de som Harman Kardon (1.040 Watts), com 9 alto-falantes, soundbar e subwoofer.
As quatro versões já estão à venda: Core, de 250 km de autonomia, por R$ 229.950.
Os demais contam com extensor de autonomia que os levam a 338 km: Core a R$ 249.950, Plus por R$ 277.950 e Ultra que sai a R$ 293.950.
Já a partir da Core, o EX30 possui 6 airbags, faróis em LED, chave cartão, Pilot Assist (assistências ao motorista), rodas de 18” e ar-condicionado digital.
A Plus acrescenta rodas de 19”, som premium, abertura elétrica do porta-malas, ar-condicionado de 2 zonas e carregador por indução.
Por fim, a Ultra ainda conta com teto panorâmico, rodas de 20”, ajustes elétricos dos bancos, câmeras 360 graus e Park Pilot (estacionamento autônomo).
Com todos esses atributos e diferentemente do que muitos possam achar, o Volvo EX30 não vem para rivalizar com os elétricos chineses mais acessíveis.
A briga, ao que tudo indica, será por clientes certamente mais jovens, sem receio de ter um elétrico, que não se preocupam com a tradição das marcas mainstream e querem mesmo algo que se pareça muito com seu smartphone.
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