🔴 AS CRIPTOMOEDAS CERTAS PODEM TRANSFORMAR R$ 1 MIL EM ATÉ R$ 214 MIL – ENTENDA AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

ATÉ NA ECONOMIA...

Virou perseguição? Algoz do Brasil nas Olimpíadas, Japão pode provocar a desvalorização do real

Banco do Japão sobe juros pela segunda vez desde 2007 e indica fortalecimento do iene; moeda brasileira pode ser prejudicada

Rivalidade entre Brasil e Japão vai além das Olimpíadas
Rivalidade entre Brasil e Japão vai além das Olimpíadas - Imagem: Divulgação / Montagem Seu Dinheiro

Parece até um ataque coordenado: depois de vencer o Brasil em uma série de disputas diretas nos Jogos Olímpicos e assumir a liderança do quadro de medalhas, o Japão, por meio de uma rara interferência na economia, pode desvalorizar o real indiretamente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso porque o Banco do Japão (BoJ), que comanda a política monetária do quarto maior PIB do planeta, elevou a taxa básica de juros do país da faixa de 0% a 0,1% para a banda de 0,15% a 0,25% ao ano.

A elevação da taxa é apenas a segunda desde 2007. A primeira havia ocorrido em março de 2024, quando o Japão pôs fim a 17 anos de juros negativos.

E pode vir mais por aí: segundo o presidente do BoJ, Kazuo Ueda, os juros podem seguir subindo se as atuais projeções para a economia e inflação no país se confirmarem. Inclusive, Ueda não descartou furar o teto psicológico de 0,5% ao ano.

Nos últimos anos, mesmo com o índice de inflação acima da meta de 2% ao ano, o Banco do Japão seguiu estimulando a economia por meio dos juros frouxos, com o receio de que uma postura mais hawkish pudesse desacelerar a economia do país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“É apenas o início da normalização das taxas de juros no Japão. A verdadeira questão não é sobre o próximo aumento da taxa, mas qual será a taxa terminal”, avalia Junichi Inoue, head de ações japonesas da Janus Henderson.

Leia Também

VEJA COMO VOTAR

Seu Dinheiro é finalista do Prêmio +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças 2026; veja como votar

PARA OS ESTUDANTES

Pé-de-Meia outubro 2026: veja quem recebe a sétima parcela e as datas de depósito

Além da alteração na “Selic nipônica”, a autoridade monetária anunciou também outra medida restritiva: a redução da recompra de títulos públicos.

E o Brasil com isso? Entenda por que taxas de juros mais altas no Japão podem derrubar o real

A flexibilidade monetária dos últimos tempos acabou custando caro para o iene: nos últimos anos, a moeda japonesa passou de 108 por dólar para 150 por dólar, desvalorização de 29% em relação à divisa americana.

Considerando os juros isoladamente, quanto mais altos eles são, mais a moeda do país tende a se valorizar, já que os retornos mais altos aumentam a demanda pelo dinheiro local.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com a elevação dos juros no Japão, de ontem para hoje, o iene subiu 1,5% em relação ao dólar - e o ganho diante da moeda brasileira pode ser ainda maior.

“Esse movimento fortaleceu o iene e deve impactar negativamente o real, já que a moeda japonesa é usada como funding para o carry trade no Brasil”, conta o analista Matheus Spiess, da Empiricus.

O carry trade - ou carrego - é uma estratégia de investimento usada para ganhar com a diferença de taxas de juros entre os países. Grosso modo, ela consiste em tomar dinheiro emprestado em um país de juros baixos, como o Japão, e aplicá-lo em um de juros altos, como o Brasil.

Há riscos cambiais e de mercado envolvidos, mas, de maneira simplificada, seria como contrair dívida a 0,25%, por exemplo, e rentabilizar a 10,5%. Nada mau, certo?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O grande problema é que, com os juros mais altos, fica mais caro tomar dinheiro emprestado no Japão. Além disso, a valorização do iene também torna a operação menos lucrativa. No fim das contas, a tendência é haver uma redução nessas posições, o que também baixa a demanda por reais, jogando o preço da moeda brasileira para baixo.

“Esta postura mais agressiva do Japão pode ser interpretada como um indicativo de fortalecimento do iene. Com o grande volume de posições de carry trade que apostam na valorização de outras moedas em detrimento do iene, podemos observar movimentos significativos no mercado cambial. O dólar australiano, por exemplo, apresentou queda, e o real brasileiro pode seguir uma trajetória semelhante”, explica Spiess.

De fato, de ontem (30) para hoje (31), o real cai quase 2% em relação ao iene e 0,4% se comparado ao dólar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Tela do Meu INSS com opção de acesso pela conta gov.br 2 de outubro de 2026 - 5:07
Uma gangarra representando o Ibovespa: de um lado (vermelho), a gangorra está para baixo. De outro (verde), a gangorra está para cima. No centro, o Ibovespa. 1 de outubro de 2026 - 19:50
1 de outubro de 2026 - 15:01
pix internacional 1 de outubro de 2026 - 11:01
Bernard Appy, um dos autores do texto da reforma tributária 30 de setembro de 2026 - 13:50
Montagem de um leão deitado sobre pilhas de moedas, representando os títulos isentos de Imposto de Renda 30 de setembro de 2026 - 8:42
Fachada de agência da Caixa Econômica Federal durante greve 30 de setembro de 2026 - 7:55
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar