Governo articula reforma administrativa em busca de agenda comum aos três Poderes — mas iniciativa só vai andar depois do Carnaval
Até então, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos vinha falando em uma reforma administrativa fatiada; confira o que está sendo discutido

Com o fim do recesso do Congresso, a meta do governo agora é levar adiante uma reforma administrativa factível.
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, vem sendo pressionada a apresentar uma proposta unificada.
De acordo com ela, o Executivo tentará construir uma agenda comum com o Legislativo e, "provavelmente", com o Judiciário.
No entanto, as conversas devem ter início apenas após o Carnaval.
A pasta também avalia uma forma de empacotar os textos e as ações do governo na área de transformação do Estado para facilitar o debate público.
O objetivo, segundo a ministra, é escolher projetos que sejam prioritários aos três Poderes e que foquem, sobretudo, na melhora da prestação do serviço público - sem que a ênfase seja na economia de recursos.
Leia Também
O posicionamento representa uma alteração nos caminhos da reforma. Isso porque o ministério vinha falando em uma reforma fatiada, com diversos projetos separados.
"Esse tema, possivelmente, vai ter um apelo maior este ano. E a nossa proposta é sentar e discutir o que seria um projeto comum, vamos ver se a gente consegue", afirmou Esther.
VEJA TAMBÉM EM A DINHEIRISTA - Posso parar de pagar pensão alimentícia para filha que não vejo há quatro anos?
O que está sendo discutido?
Um dos projetos que engloba a reforma fracionada é o combate aos supersalários de agentes públicos. Porém, o texto vem enfrentando resistências, principalmente no Judiciário.
A pauta chegou a ser aprovada na Câmara em 2021. Desde então, está parada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, à espera de um relator.
Além disso, a reforma discute o projeto de lei que atualiza o regramento sobre cotas raciais no serviço público, criado em 2014.
Também está em pauta a reestruturação de carreiras, que está sendo feita separadamente, à medida que as mesas de negociação com servidores avançam.
Outra questão que chama atenção na reforma é a do PL dos concursos públicos, que tramita há 20 anos no Congresso e muda a forma de avaliação dos candidatos.
"Quem dá a temperatura, para ver quais são as pautas prioritárias no Congresso, é mais a SRI (Secretaria de Relações Institucionais)" afirmou a ministra Esther Dweck.
A reforma administrativa do governo Bolsonaro
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos vem se posicionando contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32 atual.
Segundo Esther, a proposta encaminhada no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro tem "falhas graves" e não representa uma "reforma do Estado".
Na visão da ministra, a PEC 32 pode levar a um aumento de custos, em vez de redução.
Isso porque, segundo ela, a PEC traz uma contrarreforma da Previdência para as forças de segurança, retomando benefícios que essas categorias tiveram no passado.
De acordo com Esther, o único item da PEC que poderia gerar diminuição de gastos é a que propõe uma menor jornada de trabalho com redução dos salários em até 25%.
"Mas isso seria para aqueles que estão no limite da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), que são alguns Estados e alguns municípios”, explicou a ministra.
“Nesse caso, nós temos muita preocupação, porque o Executivo municipal tem a menor remuneração (na comparação com outros Poderes e outros níveis da administração) e eles prestam, basicamente, serviços de saúde e educação, além da guarda municipal".
A proposta de autonomia do Banco Central
Aproveitando a reforma administrativa, o Banco Central (BC) vem pedindo mais autonomia para o órgão.
No entanto, de acordo com a ministra, o governo Lula foi surpreendido pela apresentação de uma outra PEC destinada a conferir autonomia financeira ao BC.
A proposta foi apresentada pelo presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Vanderlan Cardoso (PSD-GO).
Ela conta com o apoio de parlamentares da oposição e do presidente do BC, Roberto Campos Neto.
Pelo texto, o BC teria "autonomia de gestão administrativa, contábil, orçamentária, financeira, operacional e patrimonial sob supervisão do Congresso".
Assim, passaria a funcionar como uma empresa pública, e não mais como uma autarquia.
DÍVIDA VELHA NA MIRA
Governo prepara nova rodada de renegociação de dívidas antigas, diz jornal. Alívio para os bancos pode virar dor de cabeça?
18 de setembro de 2026 - 12:44PARA TODOS OS GOSTOS
Bolão fatura mais de R$ 100 milhões na Mega-Sena e ofusca prêmios milionários na Lotofácil e na Quina
18 de setembro de 2026 - 6:43POR DENTRO DA CARTEIRA
Brasileiros querem mais que renda fixa: interesse em LCA cresce 119%, mas outro investimento rouba a cena
17 de setembro de 2026 - 20:20VIDEOGAMES
Rockstar anuncia Grand Theft Auto VI: The Album, tracklist oficial do GTA 6 que conta com Travis Scott, Keith Richards, Pinkpantheress e mais
17 de setembro de 2026 - 15:27O QUE A FARIA LIMA NÃO VÊ
Você tem medo de investir? Emoções e bets travam as finanças — mas também podem ser combustível
17 de setembro de 2026 - 14:03APOSTAS ONLINE
O rombo das bets: apostas online podem ter engolido metade do crescimento do PIB em 2025
17 de setembro de 2026 - 13:28PODCAST TOUROS E URSOS
A Faria Lima está errada? ‘Risco de o Brasil quebrar é zero’, diz Felipe Salto, da Warren; o que o mercado não enxerga sobre o risco fiscal
17 de setembro de 2026 - 12:01PRIMEIRO DESDE 2023
Governo anuncia aumento de 15% do Bolsa Família; confira o novo valor
17 de setembro de 2026 - 11:30PELA MADRUGADA
Bancários veem avanço em negociação e marcam assembleia para votar fim de greve na Caixa
17 de setembro de 2026 - 9:43SALVOU A NOITE
Lotofácil tem retorno discreto aos sorteios regulares e Dia de Sorte aproveita para brilhar sozinha; Mega-Sena corre hoje valendo R$ 102 milhões
17 de setembro de 2026 - 6:49É HOJE
Bolsa Família é pago hoje; veja quem receberá em setembro e as regras do benefício
17 de setembro de 2026 - 5:45SEM SURPRESA
Juros cada vez menores: Copom corta Selic para 13,75% e não sinaliza próximos passos, embora mercado espere mais cortes
16 de setembro de 2026 - 18:41SD EXPLICA
O Brasil vai quebrar? Entenda o que é risco fiscal e como as contas públicas afetam os seus investimentos
16 de setembro de 2026 - 17:16BEBIDAS PROTEICAS
NotShake Protein: Anvisa proíbe todos os lotes das bebidas da marca
16 de setembro de 2026 - 16:01MAMMA MIA!
Pizzaria gringa quer ser a mais nova concorrente da Pizza Hut e da Domino’s no Brasil; conheça a Papa Johns
16 de setembro de 2026 - 15:03PRAZO MAIS CURTO
Greve na Caixa dificulta saque de prêmios milionários e pode atrasar pagamento para vencedores da Lotofácil da Independência que dividiram R$ 300 milhões
16 de setembro de 2026 - 11:09APROVEITANDO A CHANCE
Aposta do interior de SP ofusca bola dividida na Lotofácil da Independência e embolsa prêmio de R$ 34 milhões na Quina
16 de setembro de 2026 - 7:33RATEIO
Lotofácil da Independência 2026 tem 72 apostas premiadas e mais de 1.500 de ganhadores, mas apenas 33 ficam milionários
16 de setembro de 2026 - 6:44SD ENTREVISTA
Inflação deve subir com El Niño e petróleo, mas Copom vai cortar juros mesmo assim, diz economista-chefe da Bradesco Asset
16 de setembro de 2026 - 6:03NÃO TEM MAIS VOLTA