O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A exportação no Brasil vem batendo recorde, com as pequenas empresas explorando cada vez mais o comércio no exterior. Contudo, as PMEs ainda enfrentam dificuldades na hora de ultrapassar as fronteiras nacionais
Não é apenas a temporada de balanços que vem chamando a atenção nesse terceiro trimestre de 2024. O Brasil alcançou US$ 255,5 bilhões em exportações e bateu recorde na série histórica do período. E se engana quem pensa que apenas as grandes empresas ganham dinheiro com isso.
Segundo o Sebrae, as pequenas companhias representam 41% da força exportadora do Brasil e cresceram mais de 120% nas vendas para o exterior, na última década.
Na visão de Clarissa Alves Furtado, gerente de competitividade da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), o cenário macroeconômico e a diminuição dos processos burocráticos no setor vêm colaborando para o aumento das pequenas e médias empresas (PMEs) exportadoras.
“A gente está em um momento bom, com uma tendência de crescimento da presença das PMEs brasileiras no exterior. E o caminho deve permanecer nesse sentido, há uma tendência positiva para os próximos anos”, afirma Furtado ao Seu Dinheiro.
No entanto, as companhias de médio e pequeno porte ainda enfrentam dificuldades na hora de exportar. Atualmente, elas representam menos de 1% do valor total das exportações do país.
Dessa forma, em entrevista ao Seu Dinheiro, Clarissa Alves Furtado e Gustavo Reis, analista de negócio do Sebrae, explicam o que as PMEs precisam para exportar com sucesso e lucrar com as vendas no exterior.
Leia Também
De acordo com Reis, a exportação para as PMEs é um caminho para aumentar a competitividade dessas empresas. Isso porque é possível recuperar os impostos pagos internamente a partir da atividade.
Além disso, as companhias conseguem ampliar os mercados de atuação e garantir maior segurança para os negócios através da diversificação.
No entanto, na hora de vender para o exterior, as companhias de médio e pequeno porte lidam com uma série de dificuldades.
Segundo os analistas, as PMEs enfrentam problemas já na hora de identificar quais são os mercados possíveis para cada empresa no exterior, uma vez que o processo de exportação exige o entendimento sobre onde os produtos serão bem recebidos e terão um valor agregado.
O processo de análise de mercado também inclui a manutenção da presença da companhia lá fora. Assim como no mercado nacional, é importante que o empreendedor acompanhe o setor em que atua no exterior, faça visitas e entenda os concorrentes e compradores.
“A formalização de parceria com bons parceiros lá fora também é uma das dificuldades das PMEs. É essencial achar essa figura que vai te auxiliar no crescimento no mercado internacional”, diz Reis.
A partir do momento que os empreendedores das PMEs entendem que a exportação não é um tipo de negócio possível apenas para as grandes empresas, existem alguns passos necessários para vender para fora e ganhar em moeda estrangeira.
Confira as etapas para o processo de exportação, segundo os analistas:
Antes mesmo de iniciar a exportação, os empreendedores precisam entender o mercado que desejam entrar. Isso porque, em países estrangeiros, a forma de consumo é diferente da realizada pelos consumidores brasileiros.
A pesquisa ajudará a entender a recepção dos produtos na região, além de também colaborar para a compreensão dos novos concorrentes.
De acordo com os analistas, o entendimento do novo mercado permite que os empreendedores tenham decisões estratégicas que sejam mais pertinentes e coerentes para os negócios.
Assim, reduz a chance de problemas ao longo da jornada, o que pode ser extremamente prejudicial para as PMEs, já que enfrentam maiores riscos ao dar “um passo em falso”.
Após a pesquisa de mercado, os empreendedores que desejam cruzar as fronteiras precisarão se planejar – o que inclui a organização de todos os funcionários.
Isso porque o sucesso na exportação de produtos vai depender também do engajamento da equipe interna.
Fazer o planejamento é uma das etapas mais efetivas, porque promove a compreensão da equipe de que a exportação faz parte da empresa.
Além disso, é no planejamento que as PMEs terão que lidar com uma adaptação do processo e do produto ou serviço para que tenha acesso ao mercado internacional.
Os empreendedores também precisam escolher o melhor modelo de vendas para o exterior. No Brasil, a exportação de bens e serviços pode ser feita diretamente ou indiretamente.
No modelo direto, a empresa é responsável por todo o processo, que inclui ir atrás do comprador e fazer a logística. Este tipo de exportação exige que o empreendedor tenha conhecimento de todas as etapas, porém o faturamento também vai apenas para a instituição.
Já no modelo indireto, a companhia contrata uma outra empresa, chamada de comercial exportadora (trading companies, na sigla em inglês). A instituição fica responsável pelo processo de exportação – ou parte dele. No entanto, a empresa comercial exportadora também fica com uma parcela dos retornos das vendas no exterior.
Além dos dois modelos, o comércio eletrônico também vem ganhando espaço entre as PMEs e permitindo que os empreendedores nacionais comercializem para fora do país.
No chamado e-commerce cross border, a plataforma fica responsável pela logística. Já o empreendedor fica encarregado de colocar o valor do produto nas moedas estrangeiras.
Para a escolha do modelo de exportação, é necessário entender o posicionamento de cada empresa. Dependendo da maturidade das PMEs, é possível utilizar mais de um tipo de atuação para os diferentes mercados.
Para começar a exportar, o empreendedor não precisa – e nem deve – levar todos os seus produtos para o exterior. Inicialmente, as PMEs podem entrar no mercado internacional através de um único produto, que tenha maior apelo e um melhor desempenho.
Dessa forma, o empreendedor consegue testar e compreender os setores estrangeiros em que deseja atuar para, então, trazer novos produtos e o restante da operação para o exterior.
Por fim, os empreendedores precisam passar por uma revisão dos custos e formação de preço. Isso porque os preços lá fora vão ser diferentes – e não é apenas pela conversão da moeda.
Ao entrar no mercado estrangeiro, o produto passará por uma série de modificações para atender ao consumo do novo local, o que inclui uma estratégia de marketing.
Para isso, é necessário a contratação de profissionais da região ou que tenham conhecimentos dos setores internacionais. Dessa forma, há um custo adicional que precisa ser incluído na precificação do produto ou serviço.
Além disso, em operações de comércio exterior, o empreendedor também precisa levar em conta a questão do transporte e do tempo para o retorno dos lucros. Assim, é preciso adequar o fluxo de caixa em relação a essas novas questões.
Ainda que as pequenas empresas estejam avançando na exportação, o principal destino no exterior é a América do Sul. Segundo os analistas, não são apenas a proximidade geográfica e a questão linguística que fazem as companhias se voltarem para os países vizinhos.
O tamanho dos mercados internacionais também influenciam na hora de escolher o destino da exportação. Isso porque dependendo da força de consumo na região, o empreendedor pode não conseguir alcançar as necessidades desse novo local.
Além disso, quando a exigência de volume de bens e serviços supera a demanda por produtos com valores agregados, as PMEs perdem a vantagem competitiva e passam a lidar com uma necessidade de poder de escala que, em geral, não conseguem suprir.
Dessa forma, segundo os analistas, para ir além dos mercados da América do Sul, é importante que o pequeno e médio empreendedor procure mercados de nichos, onde consiga se posicionar de forma mais competitiva.
Apesar disso, eles também reforçam que ainda há muitas oportunidades para a exportação nos países vizinhos e que é um destino recomendável para quem deseja começar a exportar, uma vez que possuem capacidade de absorver o produto ou serviço nacional.
Resultado do rateio da Dupla de Páscoa de 2026 será conhecido dentro de alguns minutos; acompanhe a cobertura do Seu Dinheiro
A Dupla de Páscoa abre o calendário de sorteios especiais das loterias da Caixa, que conta também com a Quina de São João, a Lotofácil da Independência e a Mega da Virada.
A agência já emitiu autos de infração contra 85 postos e 19 distribuidoras de combustíveis, com multas que podem chegar a R$ 500 milhões
Mesmo com queda média de 5,73% nos preços da cesta de Páscoa, itens tradicionais como chocolate e bacalhau sobem bem acima da inflação e concentram a pressão no bolso do consumidor
Após renegociar R$ 1,7 bilhão em dívidas, o Banco do Brasil prorroga até 30 de abril as condições especiais para clientes regularizarem pendências; veja o passo a passo
A estatal nega a defasagem e afirma que a política de preços tem como objetivo evitar o repasse automático das oscilações do mercado internacional
Lotofácil, Quina, Timemania e Dia de Sorte acumulam enquanto feriado da Sexta-Feira Santa adia sorteios antes da Dupla de Páscoa, que corre amanhã (4)
Gás do Povo substitui o Auxílio Gás e garante recarga gratuita do botijão de 13 kg para famílias de baixa renda
Apesar do receio com os juros altos e custos de insumos, a maioria das incorporadoras tem planos para lançar imóveis neste ano; quais são as tendências?
Depois de o Wegovy ganhar versão oral nos Estados Unidos, agora a FDA aprovou a comercialização do Foundayo, medicamento similar ao Mounjaro sintetizado em comprimido; economia pode chegar a 90%
O tema é considerado estratégico para o governo Lula, já que o gás de cozinha está diretamente ligado a uma das promessas sociais da atual gestão
Dois fatores motivaram a decisão, segundo auxiliares de Lula: a percepção de demora na tramitação do tema e a possibilidade de veto presidencial
Depois de março terminar sem descanso, a Sexta-Feira Santa é o primeiro dos dois feriados nacionais previstos para abril no Brasil. O outro fica mais para o fim do mês.
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na quarta-feira (1). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Hoje (2), com a Mega-Sena em recesso, destaque para a Timemania.
Pé-de-Meia funciona como uma poupança educacional, paga até R$ 9.200 por aluno e tem depósitos ao longo do ano
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de terça-feira, 31 de março. Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam. +Milionária pode pagar R$ 33 milhões hoje.
Benefícios começam a ser pagos nesa quarta-feira (1), seguindo o calendário do INSS; valores já estão corrigidos pelo novo salário-mínimo
Pagamentos do Bolsa Família começam em 16 de abril e seguem até o fim do mês, conforme o final do NIS; valor mínimo é de R$ 600
Com seis meses restantes até as eleições presidenciais, chairman do BTG Pactual ainda não enxerga um nome forte para ganhar a disputa da presidência
Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual, avaliou o cenário da economia brasileira no evento Global Managers Conference 2026