O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Este é o primeiro grande evento internacional desde a reeleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos
A semana passada terminou sem a tão aguardada formalização do pacote de cortes orçamentários, apesar de sinais positivos indicando uma potencial redução de R$ 70 bilhões nas despesas previstas para 2025 e 2026.
O mercado, já cansado de especulações e promessas, exige ações concretas e bem fundamentadas.
Mais do que a simples apresentação do plano, o detalhamento será essencial para avaliar sua eficácia e profundidade. Medidas estruturais e cuidadosamente planejadas são as que mais provavelmente gerarão resultados duradouros e positivos.
A expectativa é de que o pacote seja anunciado ainda esta semana, após o encerramento do G20 e antes da divulgação do relatório bimestral de receitas e despesas, programada para sexta-feira.
E por falar nisso, as atenções globais estão voltadas para o Grupo dos 20, cuja cúpula começou ontem no Brasil. Embora os painéis iniciais tenham ocorrido durante o final de semana, o ponto alto é o encontro de líderes mundiais, incluindo Joe Biden (EUA), Emmanuel Macron (França), Xi Jinping (China) e Narendra Modi (Índia).
A reunião, sediada no Rio de Janeiro e com encerramento previsto para hoje, busca construir consensos em torno de questões geopolíticas críticas, como o conflito na Ucrânia, as mudanças climáticas e o futuro do comércio internacional.
Leia Também
Este G20 é particularmente simbólico, sendo o primeiro grande evento internacional desde a reeleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. Sua iminente posse, em 20 de janeiro de 2025, já gera apreensão quanto a possíveis mudanças na postura americana em relação a temas globais sensíveis.
O encontro, portanto, também funciona como um momento estratégico para que líderes globais ajustem suas prioridades e alinhamentos diante de um cenário político internacional potencialmente transformador.
A cúpula do G20 ocorre em meio a uma escalada no conflito na Ucrânia marcada por novos ataques de mísseis lançados pela Rússia e pelo envio de tropas norte-coreanas para reforçar as forças russas.
Em um movimento estratégico, Biden autorizou o uso, pela Ucrânia, de mísseis de longo alcance fabricados nos Estados Unidos para ataques limitados em território russo.
A decisão é vista como uma tentativa de fortalecer a capacidade militar ucraniana antes da posse de Donald Trump, que já manifestou intenções de reduzir o apoio americano a Kiev. Essa medida não apenas intensifica as tensões globais, mas também destaca a centralidade do conflito ucraniano nas discussões da cúpula.
Contudo, devo dizer que a cúpula revelou uma sensação de fragilidade entre os líderes globais presentes, muitos dos quais enfrentam cenários políticos instáveis ou desafios domésticos significativos.
Biden, nos EUA, e Scholz, na Alemanha, enfrentam cenários de transição política iminente — Biden está de saída e o chanceler alemão enfrentará um voto de confiança em dezembro e pode perder seu cargo ainda este ano.
Emmanuel Macron, na França, está politicamente enfraquecido, enquanto Justin Trudeau, no Canadá, enfrenta baixa popularidade e incertezas sobre sua continuidade no cargo no próximo ano. Xi Jinping lida com inúmeros desafios domésticos na China, e Shigeru Ishiba, no Japão, governa com uma minoria parlamentar.
Essa conjuntura enfraquece o peso político da cúpula em meio às crises geopolíticas na Europa e no Oriente Médio. Apesar desses obstáculos, o Brasil conseguiu avançar em temas menos polarizantes, com destaque para a desigualdade global, uma prioridade da presidência brasileira.
Duas propostas ganharam destaque: a criação de um imposto global sobre os super-ricos e o lançamento de uma Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza.
Embora ainda não haja consenso sobre os detalhes do imposto, sua inclusão na agenda do G20 foi considerada uma vitória pela delegação brasileira, que pretende expandir o debate nos próximos anos. Já a Aliança, inspirada no programa Bolsa Família, visa replicar políticas de transferência de renda bem-sucedidas para combater a fome e a pobreza em escala global.
A eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, entretanto, traz implicações profundas que ressoam nos debates da cúpula do G20, especialmente nas áreas de clima e sustentabilidade — prioridades para o Brasil nesta edição.
Apesar disso, sediar o G20 representa uma conquista de grande relevância para a diplomacia brasileira, pois proporciona uma oportunidade estratégica para o Brasil reafirmar seu papel como um mediador influente entre as principais economias globais.
O presidente Lula busca consolidar a posição do país como uma potência não alinhada, capaz de manter relações diplomáticas equilibradas e construtivas com os Estados Unidos, a Europa e a China.
No entanto, o sucesso dessa ambição dependerá não apenas das iniciativas brasileiras, mas também de um contexto internacional favorável e da habilidade de navegar pelos desafios geopolíticos complexos que marcam o cenário global atual. Nada fácil essa missão.
Em meio a ruídos geopolíticos e fiscais, uma provocação: e se o maior risco ainda nem estiver no radar do mercado?
A fintech Nubank tem desenvolvido sua operação de telefonia, que já está aparecendo nos números do setor; entenda também o que esperar dos mercados hoje, após o anúncio de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio
Sem previsibilidade na economia, é difícil saber quais os próximos passos do Banco Central, que mal começou um ciclo de cortes da Selic
Há risco de pressão adicional sobre as contas públicas brasileiras, aumento das expectativas de inflação e maior dificuldade no cumprimento das metas fiscais
O TRX Real Estate (TRXF11) é o FII de destaque para investir em abril; veja por que a diversificação deste fundo de tijolo é o seu grande trunfo
Por que uma cultura organizacional forte é um ativo de longo prazo — para empresas e carreiras
Axia Energia (AXIA6) e Copel (CPLE3) disputam o topo do pódio das mais citadas por bancos e corretoras; entenda quais as vantagens de ter esses papéis na carteira
Com inflação no radar e guerra no pano de fundo, veja como os próximos dados do mercado de trabalho podem influenciar o rumo da Selic
A fabricante de sementes está saindo de uma fase de expansão intensa para aumentar a rentabilidade do seu negócio. Confira os planos da companhia
Entenda como o prolongamento da guerra pode alterar de forma permanente os mercados, e o que mais deve afetar a bolsa de valores hoje
Curiosamente, EUA e Israel enfrentam ciclos eleitorais neste ano, mas o impacto político do conflito se manifesta de forma bastante distinta
O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente
Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado
Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle
A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira
Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas
Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora
Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil
Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano
Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities