🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

João Piccioni

Head da Empiricus Gestão

Diário de Bordo

‘The man who sold the world’ ou ‘The man who solve the market’?

Nesta edição, João Piccioni compara o clássico de David Bowie com os modelos quantitativos do renomado gestor Jim Simons.

João Piccioni
27 de março de 2024
9:25 - atualizado às 11:01

A música The man who sold the world, um clássico de David Bowie, foi interpretada por inúmeros artistas ao longo das últimas décadas. Mas com certeza a versão mais badalada veio do Nirvana, naquele acústico da antiga MTV. Me lembro de escutar a canção por horas e horas a fio, procurando interpretar a combinação da melodia com sua letra e a escolha de Kurt Cobain ao tocar o principal solo da música com um violão eletrificado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Provavelmente, foi em algum desses momentos de introspecção da juventude que decidi me tornar um guitarrista. Das pentatônicas aos modos gregos, passando pelos arpejos e o famigerado tapping, gastei horas e horas a fio procurando me tornar um músico de verdade. Dali, na verdade, só ficou a memória. A habilidade com as cordas já não é a mesma há muito tempo.

Mas as imagens do ritmo e da respiração de Cobain ao interpretar a música de Bowie não se apagam das minhas lembranças. Tal qual um algoritmo que se repete exaustivamente, o toque inicial da palheta com as cordas logo no início da música se transforma em um prenúncio dos sentimentos que estão por vir. 

Os sentimentos de alegria, fúria, solidão, amor, surpresa, indiferença, esperança, seriam reações naturais ao se escutar a música. Cada sentimento, por sua vez, está associado a uma resposta comportamental das pessoas e à formação do seu processo decisório de querer continuar ouvi-la ou abandoná-la. Agora imagine se os músicos estivessem pensando o tempo inteiro nas respostas das pessoas ao criar as suas músicas e letras…

O dono dos melhores track records de fundos quantitativos

Jim Simons, em “The man who solve the market”, resolveu pensar exatamente dessa forma. O fundador da Renaissance Technologies (RenTech), detentor de um dos melhores track records (se não o melhor) do mundo da gestão de recursos, criou os seus modelos quantitativos a partir da análise da coleção de dados de zilhões de operações no mercado financeiro. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Seu objetivo era capturar qual o mais provável passo seguinte dos preços de um ativo e tomar um lado do trade (compra ou venda), auferindo ganhos de curtíssimo prazo. Seus bancos de dados remontam ao início da década de 80 e são utilizados para identificar padrões dentro do comportamento dos preços dos ativos e minimizar a interação humana. 

Leia Também

Para isso, a companhia conta com mais de 90 PhDs, nas áreas de matemática, física e ciência da computação (os “verdadeiros músicos”).

Ao longo dos seus 40 anos de história, a RenTech se tornou a principal estrela do segmento de finanças quantitativas por meio do seu principal fundo, o Medallion Fund

Seu sucesso estrondoso e retornos anormais (cerca de 40% ao ano) permitiram à empresa cobrar altíssimas taxas de administração e performance, necessárias para a manutenção das suas operações (investimento constante em hardware, pessoas e processamento). 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De acordo com as informações no seu próprio website, a companhia possui mais de 50 mil CPUs que rodam um volume de dados de mais de 150 gigabits por segundo e contam com um banco de dados que acumula mais de 40 terabytes por dia. São números astronômicos, impensáveis sob a ótica tradicional da gestão de recursos.

E isso nos leva ao pensamento de segundo nível, abordado no recente episódio do podcast da Acquired: dado que os seus modelos são baseados em previsões comportamentais fundamentadas em algum grau probabilístico, é possível inferir certa similaridade com os modelos atuais de Inteligência Artificial. 

Talvez, e só talvez, a RenTech tenha descoberto a verdadeira fórmula mágica para se ganhar dinheiro com IA. Mas como seus modelos são trancados a sete chaves, é impossível saber exatamente o que é feito por ali. 

Independentemente disso, o fato é que Jim Simons é realmente um gênio. Tal qual foi Bowie e, para alguns, Kurt Cobain. Todos eles conseguiram de certa forma decifrar as emoções e as mudanças comportamentais provocadas nas pessoas. O primeiro, claramente com o objetivo de melhorar seus algoritmos de trading. Os últimos, com o intuito de deixar suas marcas no mundo (ou vender mais discos, quem sabe…).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A performance dos mercados em março e os ajustes nas carteiras

Os últimos pregões de março têm se mantido no mesmo compasso das semanas anteriores.

A reunião do Federal Reserve acontecida na semana passada tirou a preocupação dos investidores sobre o início do ciclo de queda dos juros.

Após o discurso de Jerome Powell, as curvas de juros se ajustaram e agora sinalizam que o primeiro movimento de queda deve vir mesmo em junho.

Diante desse movimento, as bolsas globais ganharam fôlego. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos EUA, o S&P 500 beira suas máximas históricas, aos 5.230 pontos. O número só não é mais alto porque as ações da Apple perderam seu fôlego com as notícias envolvendo o processo do Departamento de Justiça americano, que a acusa de práticas anticompetitivas. 

As ações da gigante de Cupertino caíram quase 5% das máximas recentes.

Na Europa, a leitura de que os cortes de juros podem vir mais cedo tem animado os investidores. O índice EuroStoxx 50, que contempla as 50 maiores companhias da região, avança mais de 10% em dólares em 2024. 

Os países emergentes também deram sinais de recuperação e a maior parte das Bolsas agora se encontra no campo positivo. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Brasil na contramão das altas

O Ibovespa é a exceção e cai cerca de 1,6%, movido pelos mesmos anseios das últimas semanas (repique inflacionário e as influências dos gestores).

Por aqui, a decisão do Copom que reduziu a taxa Selic para 10,75% não trouxe tantas mudanças nas expectativas. 

Apesar da ausência do plural nas perspectivas da redução da Selic nas próximas reuniões, os investidores se mantiveram em compasso de espera até a divulgação do IPCA-15, feita ontem (26). 

A inflação parcial de março, medida pelo IBGE, veio levemente acima do consenso (0,36% contra 0,30%) e acabou empurrando a curva de juros para cima. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar dos números um pouco piores, por ora, mantemos nossa visão sobre o processo desinflacionário, mas, em termos de posicionamento, preferimos apostas na inclinação da curva, devido à deterioração das perspectivas relacionadas ao fiscal brasileiro.

Em termos de mudanças nos fundos líquidos, fizemos uma pequena alteração na carteira do Empiricus Money Bets FIA BDR Nível I

Reduzimos a participação nas ações da AMD para 3% e trouxemos para o portfólio as ações da Nvidia, com um peso de 4%. Minha leitura recente sobre o setor é de que a competição no segmento de CPUs ganhará tração mais velozmente, dada a vontade das Big Techs em fazerem parte deste setor. 

Neste sentido, a AMD estaria em uma situação mais delicada que a concorrente, dado o valuation mais esticado. De qualquer forma, ainda acredito que ambas ações detêm espaço para valorização.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na semana que vem, publicaremos uma série de documentos sobre nossos fundos. Logo na virada do mês, divulgaremos a Carta Mensal de março, a carta trimestral do Empiricus Deep Value Brasil FIA e da família de Fundos de Fundos. Não perca.

Por fim, segue a tabela contendo os resultados das principais estratégias da casa, nas janelas mensal, anual, semestral e anual. Caso você deseje conferir algum outro fundo que não está presente nesta lista, visite o nosso site: www.empiricusgestao.com.br

Forte abraço,

João Piccioni

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SEU DINHEIRO LIFESTYLE

De volta à pole: com Gabriel Bortoleto na Fórmula 1 e a retomada da produção nacional, Audi aquece os motores

7 de março de 2026 - 9:01

São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid.  Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ainda dá para investir em Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3), o FII do mês, e o que mais move seus investimentos hoje

6 de março de 2026 - 8:35

Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira

SEXTOU COM O RUY

Petrobras e Prio disparam na Bolsa — descubra por que não é tarde demais para comprar as ações

6 de março de 2026 - 6:55

Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A luta pelos dividendos da Petrobras (PETR4), o conflito no Oriente Médio e o que mais impacta o seu bolso hoje

5 de março de 2026 - 8:07

Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Dá mesmo para ter zero de petróleo e gás?

4 de março de 2026 - 19:52

A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Depois do glow up, vêm os dividendos com a ação do mês; veja como os conflitos e dados da economia movimentam os mercados hoje

4 de março de 2026 - 8:59

A Ação do Mês busca chegar ao Novo Mercado e pode se tornar uma pagadora consistente — e robusta — de dividendos nos próximos anos; veja por que a Axia (AXIA3) é a escolhida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os desafios das construtoras na bolsa, o “kit geopolítico” do conflito, e o que mais move o mercado hoje

3 de março de 2026 - 8:37

Veja como acompanhar a temporada de resultados das construtoras na bolsa de valores; PIB, guerra no Oriente Médio e Caged também afetam os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Ormuz no radar: o gargalo energético que move os mercados e os seus investimentos

3 de março de 2026 - 7:00

Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O gringo já tem data para sair do Brasil, o impacto do conflito entre EUA, Israel e Irã nos mercados, e o que mais move a bolsa hoje

2 de março de 2026 - 8:46

Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]

DÉCIMO ANDAR

Hora de olhar quem ficou para trás: fundos imobiliários sobem só 3% no ano, mas cenário pode estar prestes a virar

1 de março de 2026 - 8:00

Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Turismo avança e cidades reagem – mas o luxo continua em altitude de cruzeiro

28 de fevereiro de 2026 - 9:02

Entre as cabines de primeira classe e os destinos impactados pelo excesso de visitantes, dois olhares sobre a indústria de viagens atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os dividendos da Vivo, a franquia do bolo da tarde e o nascimento de um gigante na saúde: tudo o que você precisa saber antes de investir hoje 

27 de fevereiro de 2026 - 9:07

Veja por que a Vivo (VIVT3) é vista como boa pagadora de dividendos, qual o tamanho da Bradsaúde e o que mais afeta o mercado hoje

SEXTOU COM O RUY

Quer investir com tranquilidade e ainda receber bons dividendos? Você precisa da Vivo (VIVT3) na sua carteira

27 de fevereiro de 2026 - 6:13

Mesmo sendo considerada uma das ações mais “sem graça” da bolsa, a Vivo subiu 50% em 2025 e já se valoriza quase 30% em 2026

ALÉM DO CDB

Renda fixa: com prêmios apertados, chegou a hora de separar o joio do trigo no crédito privado

26 de fevereiro de 2026 - 17:35

Mesmo com a perspectiva de queda nos juros, os spreads das debêntures continuam comprimidos, mas isso pode não refletir uma melhora nos fundamentos das empresas emissoras

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Pausa para um anedótico — janeiro crava o ano para o Ibovespa? 

25 de fevereiro de 2026 - 19:58

Estudo histórico revela como o desempenho do mês de janeiro pode influenciar expectativas para o restante do ano no mercado brasileiro

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A incerteza que vem de Trump, as armas do Mercado Livre (MELI34), e o que mais move os mercados hoje

24 de fevereiro de 2026 - 10:09

Entenda o que as novas tarifas de exportação aos EUA significam para aliados e desafetos do governo norte-americano; entenda o que mais você precisa ler hoje

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

Derrota de Trump, volatilidade no mundo: a guerra comercial entra em nova fase 

24 de fevereiro de 2026 - 7:15

Antigos alvos da política comercial norte-americana acabam relativamente beneficiados, enquanto aliados tradicionais que haviam negociado condições mais favoráveis passam a arcar com custos adicionais

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A carta curinga no jogo dos FIIs, a alta do petróleo, e o que mais movimenta o seu bolso hoje

20 de fevereiro de 2026 - 8:46

Os FIIs multiestratégia conseguem se adaptar a diferentes cenários econômicos; entenda por que ter essa carta na manga é essencial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como saber seu perfil e evitar erros ao abrir uma franquia, a queda da Vale (VALE3) na bolsa, e o que mais movimenta o mercado hoje

19 de fevereiro de 2026 - 8:46

Saiba quais são as perguntas essenciais para se fazer antes de decidir abrir um negócio próprio, e quais os principais indicadores econômicos para acompanhar neste pregão

EXILE ON WALL STREET

Ruy Hungria: Não tenha medo da volatilidade 

18 de fevereiro de 2026 - 20:00

Após anos de calmaria no mercado brasileiro, sinais de ruptura indicam que um novo ciclo de volatilidade — e de oportunidades — pode estar começando

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar