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Forças de Israel deram novo prazo para saída de civis do Norte de Gaza e ataques mais agressivos são esperados após reunião de emergência

O domingo (15) começou com mais alertas das Forças de Defesa de Israel para que os civis que moram na Faixa de Gaza deixem o norte do território antes de possíveis ataques massivos por terra, ar e mar que estão sendo preparados.
Em mensagem na rede social X (antigo Twitter) durante a madrugada, as Forças de Defesa informaram que não fariam nenhuma operação na rota de saída da cidade de Gaza e norte da região das 10h às 13h.
“Durante esta janela, por favor, aproveitem a oportunidade para se deslocarem para sul a partir do norte de Gaza. Sua segurança e a de sua família são importantes. Por favor, siga nossas instruções e siga para o sul”, reiteram em post.

Há pouco, o governo de emergência montado em Israel também teve sua primeira reunião e a intenção de destruir grupo extremista palestino Hamas foi reafirmada pelo primeiro ministro Benjamin Netanyahu.
Netanyahu disse que as tropas do país estão prontas para agir “a qualquer momento para derrotar os monstros sedentos de sangue que se levantaram contra nós para nos destruir”, em referência ao ataque terrorista feito pelo Hamas.
"O Hamas pensou que nos desintegraríamos - desmantelaremos o Hamas”, prometeu ainda.
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O primeiro ministro ainda disse que está ampliando o gabinete de guerra que seu governo montou na semana passada.
Apesar da espera por uma ofensiva mais agressiva de Israel em Gaza, os ataques aéreos não cessaram durante a noite de ontem (14) e a madrugada deste domingo.
As Forças de Defesa de Israel afirmaram ter atacado “mais de uma centena de alvos militares” em várias partes de Gaza durante a noite de sábado, incluindo quartéis-generais e complexos militares do Hamas, dezenas de lançadores, postos antitanque e postos de observação.
Uma equipe do canal de TV norte-americano CNN ainda disse que ouviu disparos de metralhadoras pesadas na manhã de domingo perto do norte de Gaza, aparentemente perto da cerca da fronteira. Eles também relataram novos ataques aéreos e grandes explosões.
Em um desses ataques, Israel matou um comandante do Hamas, Billal al-Qedra, que supostamente liderou os ataques no kibutz de Nirim, perto da fronteira israelense. A informação foi dada por um porta-voz das Forças de Defesa à CNN.
"Isso só serve para exemplificar que temos a inteligência necessária para derrubar a liderança do Hamas", disse o tenente-coronel Peter Lerner.
A Força Aérea Israelense também divulgou um comunicado no X (anteriormente conhecido como Twitter), neste domingo, sobre a morte do comandante Nukhba, das forças no sul de Khan Yunis, outro apontado como responsável pelo massacre do kibutz Nirim.
Em preparação para a próxima fase do conflito, Lerner disse que as Forças de Defesa recrutaram “várias centenas de milhares de soldados e reservistas”, muitos deles no sul de Israel e na fronteira com Gaza.
A situação nos países que fazem fronteira com Israel e a Faixa de Gaza é outro ponto de atenção do conflito e continua tensa.
Na última hora, os militares israelenses relataram na sua conta na rede social X que, pela quinta vez hoje, foi recebido um relatório de um míssil antitanque sendo disparado contra um posto das Forças de Defesa na fronteira com o Líbano.
De acordo com a CNN, os militares têm respondido aos ataques com origem no Líbano, onde outro grupo extremista, o Hezbollah, preocupa.
Já ontem, o exército israelense atacou alvos na Síria, após alertas de ataques aéreos nas Colinas de Golã, território de Israel.
A estimativa é que a guerra entre Israel e o Hamas, iniciada no final de semana passado com um ataque terrorista surpresa do Hamas, já tenha resultado em 3,6 mil mortes - no pior conflito da história no território palestino e em 50 anos para Israel - de acordo com veículos de imprensa.
Maioria das vítimas de ambos os lados é civil e os apelos para proteção desses civis estão crescendo, principalmente diante da possível crise humanitária em Gaza, que já sofre com falta de alimentos e hospitais em colapso.
O Egito, que faz fronteira com Gaza, disse que intensificará esforços para ajudar as organizações de ajuda humanitária a entregar ajuda à região
O presidente egípcio, Abdel Fattah el-Sisi, presidiu uma reunião do Conselho de Segurança Nacional do país no domingo para abordar a “escalada militar na Faixa de Gaza”.
Porém, o Egito tem sido cauteloso e ainda haveria suprimentos humanitários permanecendo em terras egípcias neste domingo, em meio a apelos crescentes para o país abrir a fronteira com o sul de Gaza.
As Nações Unidas destacaram o impacto devastador do bloqueio à região de Gaza e o Papa Francisco apelou à criação de corredores humanitários em Gaza, além de pedir a libertação dos reféns feitos pelo Hamas durante um discurso na Praça de São Pedro, no Vaticano, no domingo.
Com informações de agências internacionais
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